literafro novidades 40 – setembro de 2020

Nosso informativo chega ao número 40 de uma trajetória iniciada em 2013 e novamente nos valemos do trabalho voluntário de leitores muito especiais. Iniciamos com a nova edição ampliada de Machado de Assis afrodescendente, e com as reflexões do pesquisador Paulo Sérgio de Proença; de nosso precursor maior passamos ao decano Carlos de Assumpção e seu mais novo lançamento – Não pararei de gritar, resenhado pelo pesquisador Adélcio Cruz; em seguida, nos detemos no mais novo romance de Jeferson Tenório, O avesso da pele¸ abordado pelo pesquisador Alen Silva; da ficção voltamos à poesia, com o impactante Pretices & milongas, de Lande Onawale, do qual reproduzimos o belo posfácio do pesquisador Henrique Freitas; de volta ao romance, chegamos a Eliana Alves Cruz, com seu mais novo rebento: Nada digo de ti que em ti não veja, resenhado por Guilherme Augusto para o Estado de Minas; e, finalmente, trazemos o belo volume O mercador de sorrisos, tocante fábula para leitores de todas as idades, para o qual tomamos de empréstimo as reflexões da pesquisadora Luana Tolentino publicadas na CartaCapital. Boa leitura!

 

 

Machado de Assis

O precursor da literatura afro-diaspórica do século XX tem novamente ao alcance dos leitores seus escritos sobre o negro, a escravatura e a branquitude brasileira nada cordial. Em sua 3ª edição, o volume Machado de Assis afrodescendente traz o conto pouco conhecido “A mulher pálida”, publicado em 1881 na revista feminina A Estação, bem como novos textos ensaísticos assinados pelo organizador da coletânea. O livro recebe as considerações do crítico Paulo Sérgio de Proença.

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Carlos de Assumpção

Nascido em 1927, o atual decano da literatura afro-brasileira está mais ativo do que sempre ao publicar pela Companhia das Letras os poemas reunidos em Não pararei de gritar. O título já indica sua fidelidade ao projeto da literatura negra ocidental em sua emanação brasileira. O novo livro motiva a leitura atenta do crítico Adélcio de Souza Cruz.

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Jeferson Tenório

O premiado romancista de O beijo na parede (2013) e Estela sem Deus (2018) complementa sua “trilogia do abandono” com a publicação do impactante O avesso da pele, em que faz a criança e o homem maduro percorrerem as ruas e avenidas do preconceito vigente na metrópole contemporânea, tão cosmopolita quanto conservadora em seus costumes e crenças. O novo romance nos é apresentado pelo crítico Alen das Neves Silva.

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  Lande Onawale

Autor celebrado não apenas na Bahia de Todos os Santos, mas também presente no eixo Rio-SP-MG, além de já traduzido e publicado nos Estados Unidos, Lande Onawale brinda seus leitores com os poemas de Pretices & milongas – conjunto marcado pela harmonia que constrói o todo, em paralelo ao dinamismo que faz cada texto ter luz própria e nos instigar a leituras e releituras. literafro novidades incorpora nesta edição o precioso posfácio assinado pelo crítico Henrique Freitas.

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Eliana Alves Cruz

Finalista do Prêmio Oceanos com O crime do cais do Valongo, a escritora carioca persiste em perquirir nosso passado colonial-escravista em seu novo romance – Nada digo de ti, que em ti não veja. E constrói uma narrativa voltada para o lado sombrio de uma sociedade pautada pelo autoritarismo senhorial e religioso, ainda preso aos absurdos provenientes da Inquisição. Nosso informativo reproduz matéria do Estado de Minas, em que o jornalista Guilherme Augusto mescla sua leitura com o depoimento da autora.

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Édimo de Almeida Pereira

Produzir ficção voltada para crianças é desafio nada desprezível para quem se propõe a atingir corações e mentes de todas as idades. É o que faz Édimo de Almeida Pereira de forma tocante e poética em sua sexta incursão pelo gênero, com a bela parábola O mercador de sorrisos, título que por si só já indica os surpreendentes rumos da narrativa. O livro mereceu as considerações da pesquisadora Luana Tolentino publicadas na CartaCapital e inseridas neste número da newsletter.

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Chegamos ao número 39 em plena pandemia, e novamente nos valemos do trabalho à distância de nossas colaboradoras e colaboradores, a quem muito agradecemos. Neste inverno de quarentenas, recomenda-se a literatura até como terapia. Nessa linha, pedimos sua atenção para autoras recém-chegadas ao Portal literafro, como Lubi Prates, com os poemas vigorosos de um corpo negro, resenhado por Jéssica Oliveira; e Raquel Almeida, com sua prosa poética de intensidade ímpar presente no volume Contos de Yõnu, do qual reproduzimos o belo prefácio de Sarah Ohmer. Destacam-se ainda os veteranos Anelito de Oliveira, autor de Os acampamentos insustentáveis, que recebe as considerações da escritora e crítica Francirene Oliveira, e a inspirada Geni Guimarães, de volta às livrarias com seu tocante O pênalti, motivo das reflexões de Lorena Barbosa. E fechamos o informativo com a estreante Carol Fernandes, e seu belo Coração do mar, apresentado pela pesquisadora e crítica Cristiane Côrtes. Na hora do recolhimento, nada melhor do que uma boa leitura!

 

Lubi Prates

Educadora, editora, promotora cultural, tradutora, mas acima de tudo, poeta, a paulista Lubi Prates está presente no literafro e nos apresenta seu premiado um corpo negro – livro em que constrói versos tocantes a partir do olhar atento às condições do ser e do existir femininos e negros, numa sociedade em que prevalece a herança estrutural do passado de preconceito e discriminação. O livro obteve a leitura atenta de Jéssica Oliveira.

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Anelito de Oliveira

Presença constante nas letras de Minas das últimas décadas, Anelito de Oliveira presenteia seus leitores com o instigante Acampamentos insustentáveis, em que rasura os limites dos gêneros literários, indo da poesia à prosa,à escrita de si, ao registro social, e à correspondência como forma narrativa. Esses e outros experimentospresentes no livro são objeto das reflexões da escritora Francirene Oliveira.

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Raquel Almeida

Conhecida por sua poesia e atuação no coletivo literário Sarau Elo da Corrente, de São Paulo, bem como pelo trabalho como arte-educadora e produtora cultural, Raquel Almeida chega a seu terceiro livro – Contos de Yõnu – trabalho precioso em termos de forma e pensamento. O volume apresenta narrativas voltadas para o universo feminino e negro, a partir mesmo do título Yõnu – mulher, na língua fon. O literafro novidades reproduz o belo prefácio da pesquisadora estadunidense Sarah Ohmer.

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Geni Guimarães

Verdadeiro ícone da literatura afro-brasileira de autoria feminina, laureada com o Prêmio Jabuti, entre outros, Geni Guimarães está de volta às livrarias com O pênalti, narrativa infantil e juvenil destinada a jovens de todas as idades, em especial aos aficionados da grande paixão nacional pelo futebol. O livro desperta empatia imediata ao colocar dois irmãos em times diferentes disputando o mesmo troféu e provoca a recepção crítica de Lorena Barbosa.

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 Carol Fernandes

Nesses tempos de pais e filhos confinados em casa, nada como uma boa história para curtir em conjunto. É o que nos oferece a estreante Carol Fernandes, educadora e ficcionista de talento, com seu Coração do mar, volume ricamente ilustrado pela própria autora. A narrativa encanta já pelo esmero da edição e instiga as considerações da pesquisadora Cristiane Côrtes.

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O último número de 2019 se inicia com o prefácio de Conceição Evaristo para a antologia poética Querem nos calar, organizada por Mel Duarte reunindo nada menos que 16 autoras negras; prossegue com o novo romance de Nei LopesAgora serve o coração, resenhado por Ana Carolina Ribeiro; continua com o também novo romance de Miriam Alves Maréia, que recebe as considerações de Ariele Santos; chega até o Exu em Nova York, premiado volume de contos de Cidinha da Silva, objeto das reflexões de Ingrid Oliveira; e se encerra com o pesquisador Rafael Balseiro Zin e o seu precioso estudo Maria Firmina dos Reis: a trajetória intelectual de uma escritora afrodescendente no Brasil oitocentista, do qual reproduzimos o prefácio assinado pelo professor Miguel Wady Chaia. Boa leitura!

 

Mel Duarte

Jovem poeta, slammer, produtora cultural e autora do consagrado Negra, nua, crua, (2016), a paulista Mel Duarte estreia como organizadora de obra coletiva com a coletânea Querem nos calar, na qual despontam nomes femininos de grande talento e força criativa, em grande parte ligados ao boom da oralidade impulsionado pela febre dos slams vivida na contemporaneidade. O literafro novidades reproduz o prefácio do livro, assinado por Conceição Evaristo.

 

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Nei Lopes

Incansável poeta, ficcionista, ensaísta, historiador e estudioso das culturas afrodiaspóricas, além de cantor e compositor, Nei Lopes traz a público dois lançamentos neste segundo semestre de 2019. Neste número, damos destaque ao romance Agora serve o coração, em que o autor retorna à ficção de cunho histórico, sempre a partir do viés crítico que marca seus escritos. A resenha do livro é de Ana Carolina Ribeiro.

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 Miriam Alves

Presença constante na literatura afro-brasileira contemporânea desde sua estreia na década de 1980, Miriam Alves brinda seus leitores com um novo romance: Maréia, também centrado no protagonismo da mulher negra, como em Bará na trilha do vento (2015), seu trabalho anterior. No livro, que recebe as considerações de Ariele Santos, a autora contrapõe a trajetória de duas famílias – uma branca, outra negra – historicamente envolvidas em tensas relações de mando e obediência que levam a um desfecho surpreendente.

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 Cidinha da Silva

Autora mineira, conhecida pela versatilidade com que transita do conto à crônica, e daí, à poesia, à ficção infantojuvenil, e ao ensaio, Cidinha da Silva presenteia seus leitores com Um Exu em Nova York, seu 13º livro, ganhador do “Prêmio Biblioteca Nacional de 2019”, categoria conto. O volume reúne 19 narrativas curtas de grande intensidade e é apresentado a nossos leitores a partir das reflexões de Ingrid Oliveira.

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Rafael Balseiro Zin

Jovem pesquisador da escrita afro precursora da Negritude do século XX, Rafael Balseiro Zin tem se dedicado com afinco à tarefa de resgate da escritora maranhense autora do hoje consagrado Úrsula (1859), um dos primeiros romances de autoria negra e feminina das Américas, senão o primeiro. Em Maria Firmina dos Reis: a trajetória intelectual de uma escritora afrodescendente no Brasil oitocentista, o autor nos apresenta contribuições de relevo para o definitivo reconhecimento da escritora. Nossa newsletter reproduz o prefácio do livro, assinado pelo professor Miguel Wady Chaia.

 

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Este número de nosso Informativo é fruto de trabalho em home office, com reuniões à distância entre os colaboradores do projeto, a quem agradecemos de coração. Na hora do recolhimento, nada melhor que a leitura e o trabalho com a literatura para abrandar o medo e o fastio. Trazemos nesta edição 5 indicações de relevo: a coletânea Poesia + (antologia 1985-2019), de Edimilson de Almeida Pereira, apresentada pelo crítico Gustavo Silveira Ribeiro; o romance Estela sem Deus, do autor-revelação Jeferson Tenório, resenhado por Alen Silva; o volume de contos De rua, de Júlio Dias e Plínio Camillo, que recebe a leitura atenta de Ariele Santos; o volume ensaístico Ominíbú – maternidade negra em Um defeito de cor, da pesquisadora Fabiana Silva, objeto das reflexões críticas de Nazareth Fonseca; e, ainda, o estudo  Intelectuais negras: prosa negro-brasileira contemporânea, de Mirian Cristina dos Santos, que recebe a leitura atenta de Jéssica Oliveira. Mais do que nunca, boa leitura!

 

Edimilson de Almeida Pereira

Um dos mais destacados intelectuais contemporâneos, com dezenas de títulos publicados incluindo poesia, crítica literária e estudos antropológicos, Edimilson de Almeida Pereira brinda seus leitores com mais um lançamento. Desta vez, com a coletânea Poesia +, uma antologia que abarca momentos distintos de sua produção entre 1985 e 2019. O novo livro recebe as considerações sempre pertinentes do crítico Gustavo Silveira Ribeiro.

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 Jeferson Tenório 

Jovem revelação do romance afro-brasileiro contemporâneo, Jeferson Tenório já por duas vezes recebeu o Prêmio de “Livro do Ano” da Associação Gaúcha de Escritores, sendo a última pelo celebrado Estela sem Deus, no qual novamente percorre o universo dos desvalidos e subalternos, desta vez com foco na voz narrativa negra e adolescente. O resultado é uma narrativa sensível e envolvente, que motiva as reflexões de Alen Silva.

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Júlio Dias e Plínio Camillo

Fruto de experiências vividas em anos de trabalho social com menores em situação de abandono, as narrativas presentes em De rua impactam não só pelo teor documental que apresentam, mas sobretudo pela forma com que Júlio Dias e Plínio Camillo retrabalham as histórias, transformando-as em enredos tocantes e realmente memoráveis. Um verdadeiro mergulho na humanidade de crianças e adolescentes que muitos fingem não ver. Os contos de Camillo e Dias recebem a apreciação de Ariele Santos.

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Fabiana Carneiro da Silva

Uma vez transformada em ficção, a História tem revelados muitos de seus ângulos esquecidos ou proibidos, sendo justamente o que ocorre nas páginas do romance de Ana Maria Gonçalves. Ominíbú: maternidade negra em Um defeito de cor, da pesquisadora Fabiana Carneiro da Silva, volta-se para a leitura da construção romanesca no intuito de iluminar aspectos esquecidos do cotidiano da escravização, sobretudo no tocante às agruras vividas pela mulher negra. Nesta edição, Ominíbú motiva a leitura crítica da pesquisadora Nazareth Fonseca.

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Miriam Cristina dos Santos

Miriam Alves, Conceição Evaristo e Cristiane Sobral são escritoras já consagradas, com uma consistente produção nas últimas décadas, seja na poesia, na ficção ou na dramaturgia. Em Intelectuais negras, prosa negro-brasileira contemporânea, Miriam Cristina dos Santos realiza verdadeiro mergulho na densidade própria aos escritos das autoras, e traz inegável contribuição à crítica de Alves, Evaristo e Sobral. O livro é resenhado por Jéssica Oliveira.

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São muitas as novidades deste trimestre, a começar pelo Livro do avesso, o pensamento de Edite, novo trabalho em prosa de Elisa Lucinda, apresentado a nossos leitores pelo crítico Tom Farias; em seguida, trazemos de Brasília o volume Zumbi dos Ipês, bela e contundente reunião poética assinada por Marcos Fabrício, que recebe a leitura atenta de Gustavo Bicalho; ainda no campo da poesia afro-brasileira, acaba de chegar às livrarias Amor e outras revoluções, antologia do Grupo Negrícia, do Rio de Janeiro, resenhada por Eduardo de Assis Duarte; e também Dessa cor, livro de estreia da gaúcha Fernanda Bastos, objeto das reflexões de Anamaria Santos; por fim, nossa homenagem a bell hooks, ícone do feminismo negro contemporâneo, cujo volume Erguer a voz, recém-traduzido no Brasil por Cátia Maringolo, que registra abaixo suas impressões sobre o livro. Boa leitura!

 

 

 

 

Elisa Lucinda

Autora consagrada como poeta e atriz, Elisa Lucinda chega ao 17º título de sua carreira com este impactante Livro do avesso, o pensamento de Edite, em que novamente investe no texto ficcional para trazer à tona reflexões sobre a condição da mulher negra que atualizam o diálogo entre as instâncias de gênero, classe e etnicidade. Sua incursão sobre temas caros ao debate contemporâneo chega até nós por meio da leitura competente do escritor e crítico Tom Farias.

 

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Marcos Fabrício

Presença constante na cena literária brasiliense, o poeta autor de Deslokado (2010), Doelo  (2014), Chapa quente (2015) e Aberto pra gente brincar de balanço (2017), entre outros, nos presenteia agora com Zumbi dos Ipês, vigorosa reunião poética que o coloca em diálogo com o que de melhor nos foi legado pela tradição da literatura negra ocidental. Zumbi dos Ipês motiva a reflexão atenta do pesquisador e crítico Gustavo Bicalho.

 

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Grupo Negrícia Poesia e Arte de Crioulo

Coletivo de escritores, músicos, cartunistas e atores fundado no Rio de Janeiro no contexto da abertura política “lenta, gradual e segura”, que marcou o fim da ditadura militar nos anos 1980, o Grupo Negrícia reuniu nomes hoje conhecidos como Conceição Evaristo e Éle Semog, este último responsável pela organização da antologia poética Amor e outras revoluções, que acaba de chegar às livrarias trazendo também textos de Lia Vieira, Salgado Maranhão, Elisa Lucinda, Hélio de Assis, Ana Cruz, Deley de Acari, Eustáquio Lawa e muitos mais. A coletânea recebe as considerações de Eduardo de Assis Duarte.

 

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Fernanda Bastos

Empenhada em se opor ao “memoricídio” que afeta as narrativas da condição afrodescendente no Brasil, em especial no tocante ao chamado “segundo sexo”, a poesia negra feminina contemporânea vem se debruçando sobre temas marcados pela urgência da necessidade. É o caso da gaúcha Fernanda Bastos, que estreia com pé direito em livro com os belos e vigorosos poemas reunidos em Dessa cor, objeto da leitura atenta de Anamaria Santos.

 

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bell hooks

Voltado eminentemente para o estudo e divulgação da produção literária afro-brasileira, o Portal literafro abre agora uma exceção para incluir a pensadora estadunidense bell hooks, referência teórica e crítica para mais de uma geração de ativistas e pesquisadoras do feminismo negro. Sua mais recente tradução para o português acaba de ser lançada no Brasil: Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra e chega até nossa newsletter pelas observações de sua tradutora, a pesquisadora e crítica Cátia Maringolo.

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