LIVROS E LIVROS

Ficção

Cidinha da Silva - Baú de miudezas, sol e chuva
Movida por escrita prolífica, Cidinha da Silva nos brinda em seu novo livro, Baú de miudezas, sol e chuva, com mais um conjunto de crônicas colhido, prioritariamente, do mundo ordinário, como é do seu feitio. De sua primeira obra, Cada tridente em seu lugar (2006), até este Baú, desenha-se um arco em que inapelavelmente flagramos a obstinada busca de uma ...

Poesia

Jose Carlos Limeira - Encantadas
Os leitores que acompanham a trajetória de José Carlos Limeira – desde a edição de Atabaques, (1983), em parceria com Éle Semog – reconhecem nela a ligação com uma linhagem poética que conta com nomes como Luís Gama, Solano Trindade, Agostinho Neto e Langston Hughes. Nessa mesma linhagem, José Carlos Limeira estreita os laços com as poéticas de Carlos Assumpção, Oswaldo de Camargo, Adão Ventura, Luís Silva (Cuti), apenas para iniciarmos uma longa lista de poetas que articulam um diálogo crítico entre a criação poética e a anális...

Ensaio

Oswaldo de Camargo - Lino Guedes, seu tempo e seu perfil
Paulista, nascido na pequena Socorro, mas desde jovem participante ativo da cena cultural da metrópole modernista, Lino Guedes (1897-1951) é exemplo de quão questionáveis, e mesmo falhos, são os critérios de consagração crítica adotados no Brasil. Da mesma forma que nossa historiografia literária não tomou conhecimento de inúmeras escritoras do século XIX, todas com livros individuais em seus currículos, para incluir apenas duas – Francisca Júlia e Auta de Souza, num universo de mais de 150 –, não bastou a Lino Guedes publicar treze volumes p...

Infantojuvenil

Patricia Santana - Entremeio sem babado Minha mãe é negra sim Cheirinho de neném
A representação do negro na literatura infantojuvenil é recente, iniciada nas décadas de 20 e 30 do século XX, com personagens secundárias dentro do espaço diegético ou como parte da cena doméstica cujas ações evidenciavam e reiteravam uma posição subalterna do negro. Conforme Souza & Lima (2006, p. 188), “os personagens negros não sabiam ler nem escrever, apenas repetiam o que ouviam, ou seja, não possuíam o conhecimento considerado erudito e eram representados de um modo estereotipado e depreciativo”. É mais recen...