Este número de nosso Informativo é fruto de trabalho em home office, com reuniões à distância entre os colaboradores do projeto, a quem agradecemos de coração. Na hora do recolhimento, nada melhor que a leitura e o trabalho com a literatura para abrandar o medo e o fastio. Trazemos nesta edição 5 indicações de relevo: a coletânea Poesia + (antologia 1985-2019), de Edimilson de Almeida Pereira, apresentada pelo crítico Gustavo Silveira Ribeiro; o romance Estela sem Deus, do autor-revelação Jeferson Tenório, resenhado por Alen Silva; o volume de contos De rua, de Júlio Dias e Plínio Camillo, que recebe a leitura atenta de Ariele Santos; o volume ensaístico Ominíbú – maternidade negra em Um defeito de cor, da pesquisadora Fabiana Silva, objeto das reflexões críticas de Nazareth Fonseca; e, ainda, o estudo  Intelectuais negras: prosa negro-brasileira contemporânea, de Mirian Cristina dos Santos, que recebe a leitura atenta de Jéssica Oliveira. Mais do que nunca, boa leitura!

 

Edimilson de Almeida Pereira

Um dos mais destacados intelectuais contemporâneos, com dezenas de títulos publicados incluindo poesia, crítica literária e estudos antropológicos, Edimilson de Almeida Pereira brinda seus leitores com mais um lançamento. Desta vez, com a coletânea Poesia +, uma antologia que abarca momentos distintos de sua produção entre 1985 e 2019. O novo livro recebe as considerações sempre pertinentes do crítico Gustavo Silveira Ribeiro.

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 Jeferson Tenório 

Jovem revelação do romance afro-brasileiro contemporâneo, Jeferson Tenório já por duas vezes recebeu o Prêmio de “Livro do Ano” da Associação Gaúcha de Escritores, sendo a última pelo celebrado Estela sem Deus, no qual novamente percorre o universo dos desvalidos e subalternos, desta vez com foco na voz narrativa negra e adolescente. O resultado é uma narrativa sensível e envolvente, que motiva as reflexões de Alen Silva.

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Júlio Dias e Plínio Camillo

Fruto de experiências vividas em anos de trabalho social com menores em situação de abandono, as narrativas presentes em De rua impactam não só pelo teor documental que apresentam, mas sobretudo pela forma com que Júlio Dias e Plínio Camillo retrabalham as histórias, transformando-as em enredos tocantes e realmente memoráveis. Um verdadeiro mergulho na humanidade de crianças e adolescentes que muitos fingem não ver. Os contos de Camillo e Dias recebem a apreciação de Ariele Santos.

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Fabiana Carneiro da Silva

Uma vez transformada em ficção, a História tem revelados muitos de seus ângulos esquecidos ou proibidos, sendo justamente o que ocorre nas páginas do romance de Ana Maria Gonçalves. Ominíbú: maternidade negra em Um defeito de cor, da pesquisadora Fabiana Carneiro da Silva, volta-se para a leitura da construção romanesca no intuito de iluminar aspectos esquecidos do cotidiano da escravização, sobretudo no tocante às agruras vividas pela mulher negra. Nesta edição, Ominíbú motiva a leitura crítica da pesquisadora Nazareth Fonseca.

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Miriam Cristina dos Santos

Miriam Alves, Conceição Evaristo e Cristiane Sobral são escritoras já consagradas, com uma consistente produção nas últimas décadas, seja na poesia, na ficção ou na dramaturgia. Em Intelectuais negras, prosa negro-brasileira contemporânea, Miriam Cristina dos Santos realiza verdadeiro mergulho na densidade própria aos escritos das autoras, e traz inegável contribuição à crítica de Alves, Evaristo e Sobral. O livro é resenhado por Jéssica Oliveira.

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O último número de 2019 se inicia com o prefácio de Conceição Evaristo para a antologia poética Querem nos calar, organizada por Mel Duarte reunindo nada menos que 16 autoras negras; prossegue com o novo romance de Nei LopesAgora serve o coração, resenhado por Ana Carolina Ribeiro; continua com o também novo romance de Miriam Alves Maréia, que recebe as considerações de Ariele Santos; chega até o Exu em Nova York, premiado volume de contos de Cidinha da Silva, objeto das reflexões de Ingrid Oliveira; e se encerra com o pesquisador Rafael Balseiro Zin e o seu precioso estudo Maria Firmina dos Reis: a trajetória intelectual de uma escritora afrodescendente no Brasil oitocentista, do qual reproduzimos o prefácio assinado pelo professor Miguel Wady Chaia. Boa leitura!

 

Mel Duarte

Jovem poeta, slammer, produtora cultural e autora do consagrado Negra, nua, crua, (2016), a paulista Mel Duarte estreia como organizadora de obra coletiva com a coletânea Querem nos calar, na qual despontam nomes femininos de grande talento e força criativa, em grande parte ligados ao boom da oralidade impulsionado pela febre dos slams vivida na contemporaneidade. O literafro novidades reproduz o prefácio do livro, assinado por Conceição Evaristo.

 

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Nei Lopes

Incansável poeta, ficcionista, ensaísta, historiador e estudioso das culturas afrodiaspóricas, além de cantor e compositor, Nei Lopes traz a público dois lançamentos neste segundo semestre de 2019. Neste número, damos destaque ao romance Agora serve o coração, em que o autor retorna à ficção de cunho histórico, sempre a partir do viés crítico que marca seus escritos. A resenha do livro é de Ana Carolina Ribeiro.

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 Miriam Alves

Presença constante na literatura afro-brasileira contemporânea desde sua estreia na década de 1980, Miriam Alves brinda seus leitores com um novo romance: Maréia, também centrado no protagonismo da mulher negra, como em Bará na trilha do vento (2015), seu trabalho anterior. No livro, que recebe as considerações de Ariele Santos, a autora contrapõe a trajetória de duas famílias – uma branca, outra negra – historicamente envolvidas em tensas relações de mando e obediência que levam a um desfecho surpreendente.

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 Cidinha da Silva

Autora mineira, conhecida pela versatilidade com que transita do conto à crônica, e daí, à poesia, à ficção infantojuvenil, e ao ensaio, Cidinha da Silva presenteia seus leitores com Um Exu em Nova York, seu 13º livro, ganhador do “Prêmio Biblioteca Nacional de 2019”, categoria conto. O volume reúne 19 narrativas curtas de grande intensidade e é apresentado a nossos leitores a partir das reflexões de Ingrid Oliveira.

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Rafael Balseiro Zin

Jovem pesquisador da escrita afro precursora da Negritude do século XX, Rafael Balseiro Zin tem se dedicado com afinco à tarefa de resgate da escritora maranhense autora do hoje consagrado Úrsula (1859), um dos primeiros romances de autoria negra e feminina das Américas, senão o primeiro. Em Maria Firmina dos Reis: a trajetória intelectual de uma escritora afrodescendente no Brasil oitocentista, o autor nos apresenta contribuições de relevo para o definitivo reconhecimento da escritora. Nossa newsletter reproduz o prefácio do livro, assinado pelo professor Miguel Wady Chaia.

 

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Nosso informativo deste trimestre se inicia com a abordagem do romance O beijo na parede, do premiado ficcionista Jeferson Tenório, levada a cabo por Bruna Carla dos Santos; prossegue com a apresentação de Memorial, novo livro de contos do ficcionista e músico Jorge Dikamba, resenhado por Eduardo de Assis Duarte; tem sequência com Eles, coletânea de contos assinada pelo estreante Vagner Amaro, que recebe as considerações de Harion Custódio; chega a Oração do carrasco, segundo livro de contos de Itamar Vieira Júnior, objeto da leitura atenta de Guilherme Domingos; e se encerra com a apreciação de Lorena Barbosa sobre o romance A orquídea negra, que também marca a estreia no gênero do escritor Roberto Sidnei Macedo. Boa leitura!

 

Jeferson Tenório

Carioca radicado em Porto Alegre, Jeferson Tenório produz uma ficção de alta voltagem, a exemplo do romance O beijo na parede, ganhador do Prêmio de “Livro do Ano”, da Associação Gaúcha de Escritores. Narrado por João – criança negra de 11 anos, engraxate, órfão de pai e mãe – o romance trata em primeira pessoa da luta pela sobrevivência dos desvalidos, independentemente do tamanho, gênero ou profissão. E toca profundamente na sensibilidade de leitores de todas as idades. O livro recebe a leitura atenta de Bruna Carla dos Santos.

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 Jorge Dikamba

 Músico voltado para as raízes da canção popular das Minas Gerais e também autor de narrativas infantis consagradas, Jorge Dikamba volta à cena literária afro-brasileira com o volume de contos Memorial. O livro reúne 15 histórias abarcando cenários díspares no tempo e no espaço, sempre tendo como referência o ponto de vista do Outro: do Nordeste brasileiro de tempos passados a uma tourada na Espanha do século XXI, Memorial encanta pelo apuro da linguagem de tons roseanos e pelo esmero que marca os enredos. Resenha de Eduardo de Assis Duarte.

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Vagner Amaro

Vagner Amaro, jovem intelectual responsável pelo sucesso da Editora Malê, estreia na ficção com Eles, volume de contos já em segunda edição, que reúne dez histórias ambientadas na metrópole contemporânea, palco de narrativas marcadas pela violência e intolerância presentes nesse conturbado início de século. Em todas perpassa a sensibilidade autoral a perceber a humanidade muitas vezes vilipendiada pelo preconceito. O livro motiva as observações pertinentes de Harion Custódio.

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 Itamar Vieira Júnior

Outro jovem talento que desponta no cenário afro-brasileiro é Itamar Vieira Júnior, baiano de Salvador e já com trabalhos publicados fora do país. Seu segundo livro de contos, A oração do carrasco, remete ao clima de relacionamentos fluidos existente na contemporaneidade, em que o papel de carrasco parece existir em estado latente dentro de cada pessoa e pode vir à tona a qualquer momento. O livro é objeto da leitura atenta de Guilherme de Paula Domingos

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Roberto Sidnei Macedo

Educar é tarefa de uma vida inteira, vivemos e morremos aprendendo todos os dias como superar as adversidades para estar melhor com nós mesmos e com nossos semelhantes. A orquídea negra, romance de formação de Roberto Sidnei Macedo, traz para os leitores a trajetória de uma jovem quilombola em busca do aprendizado que irá compartilhar com seus companheiros de resistência e recebe as observações pertinentes de Lorena Barbosa.

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São muitas as novidades deste trimestre, a começar pelo Livro do avesso, o pensamento de Edite, novo trabalho em prosa de Elisa Lucinda, apresentado a nossos leitores pelo crítico Tom Farias; em seguida, trazemos de Brasília o volume Zumbi dos Ipês, bela e contundente reunião poética assinada por Marcos Fabrício, que recebe a leitura atenta de Gustavo Bicalho; ainda no campo da poesia afro-brasileira, acaba de chegar às livrarias Amor e outras revoluções, antologia do Grupo Negrícia, do Rio de Janeiro, resenhada por Eduardo de Assis Duarte; e também Dessa cor, livro de estreia da gaúcha Fernanda Bastos, objeto das reflexões de Anamaria Santos; por fim, nossa homenagem a bell hooks, ícone do feminismo negro contemporâneo, cujo volume Erguer a voz, recém-traduzido no Brasil por Cátia Maringolo, que registra abaixo suas impressões sobre o livro. Boa leitura!

 

 

 

 

Elisa Lucinda

Autora consagrada como poeta e atriz, Elisa Lucinda chega ao 17º título de sua carreira com este impactante Livro do avesso, o pensamento de Edite, em que novamente investe no texto ficcional para trazer à tona reflexões sobre a condição da mulher negra que atualizam o diálogo entre as instâncias de gênero, classe e etnicidade. Sua incursão sobre temas caros ao debate contemporâneo chega até nós por meio da leitura competente do escritor e crítico Tom Farias.

 

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Marcos Fabrício

Presença constante na cena literária brasiliense, o poeta autor de Deslokado (2010), Doelo  (2014), Chapa quente (2015) e Aberto pra gente brincar de balanço (2017), entre outros, nos presenteia agora com Zumbi dos Ipês, vigorosa reunião poética que o coloca em diálogo com o que de melhor nos foi legado pela tradição da literatura negra ocidental. Zumbi dos Ipês motiva a reflexão atenta do pesquisador e crítico Gustavo Bicalho.

 

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Grupo Negrícia Poesia e Arte de Crioulo

Coletivo de escritores, músicos, cartunistas e atores fundado no Rio de Janeiro no contexto da abertura política “lenta, gradual e segura”, que marcou o fim da ditadura militar nos anos 1980, o Grupo Negrícia reuniu nomes hoje conhecidos como Conceição Evaristo e Éle Semog, este último responsável pela organização da antologia poética Amor e outras revoluções, que acaba de chegar às livrarias trazendo também textos de Lia Vieira, Salgado Maranhão, Elisa Lucinda, Hélio de Assis, Ana Cruz, Deley de Acari, Eustáquio Lawa e muitos mais. A coletânea recebe as considerações de Eduardo de Assis Duarte.

 

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Fernanda Bastos

Empenhada em se opor ao “memoricídio” que afeta as narrativas da condição afrodescendente no Brasil, em especial no tocante ao chamado “segundo sexo”, a poesia negra feminina contemporânea vem se debruçando sobre temas marcados pela urgência da necessidade. É o caso da gaúcha Fernanda Bastos, que estreia com pé direito em livro com os belos e vigorosos poemas reunidos em Dessa cor, objeto da leitura atenta de Anamaria Santos.

 

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bell hooks

Voltado eminentemente para o estudo e divulgação da produção literária afro-brasileira, o Portal literafro abre agora uma exceção para incluir a pensadora estadunidense bell hooks, referência teórica e crítica para mais de uma geração de ativistas e pesquisadoras do feminismo negro. Sua mais recente tradução para o português acaba de ser lançada no Brasil: Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra e chega até nossa newsletter pelas observações de sua tradutora, a pesquisadora e crítica Cátia Maringolo.

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Nesta primeira edição do ano, trazemos para sua leitura: o número 41 da série Cadernos Negros, lançado no final do ano, com poemas de 23 autoras e 23 autores afrodescendentes, resenhado por Gustavo Tanus; O homem azul do deserto, novo livro de Cidinha da Silva, com as considerações críticas de Marcos Antônio Alexandre; O crime do cais do Valongo, segundo romance de Eliana Alves Cruz, objeto das reflexões do crítico Luiz Antônio Simas, reproduzidas de O Globo; Nós – 20 poemas e uma oferenda, de Neide Almeida, apresentado pela também poeta Lívia Natália; e, ainda Lundu, coletânea poética assinada pela estreante Tatiana Nascimento, com a mediação crítica de Anamaria Alves Dias dos Santos. Boa leitura!

 

Cadernos Negros 41

Produzida pelo mais longevo coletivo de escritores brasileiros – o Quilombhoje – a série Cadernos Negros chega ao quadragésimo primeiro número com nada menos do que 46 autoras e autores, entre jovens e veteranos como Cuti, um dos fundadores do coletivo e presença constante na publicação. A seu lado, tomam também a palavra, nomes conhecidos como Esmeralda Ribeiro, Fausto Antônio e Lepê Correia, a fazer companhia a Akins Kintê, Débora Garcia, Zaine Lima, Sergio Ballouk, Serafina Machado e demais poetas da nova geração. A coletânea recebe a leitura atenta de Gustavo Tanus.

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Cidinha da Silva

O questionamento da tradicional divisão entre os gêneros literários descendentes da estética clássica marcou presença ao longo de todo o século XX e permanece nesse começo de século. Nessa linha, a produção de Cidinha da Silva não deixa por menos ao rasurar com talento e inventividade as fronteiras existentes entre o conto e a crônica. E não é outro o perfil narrativo que encontramos nas páginas de O homem azul do deserto, coletânea que leva o crítico Marcos Antônio Alexandre a propor o conceito de conto-crônica para os textos presentes no volume.

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Eliana Alves Cruz

Premiada autora do romance Água de barrela (2016), já em segunda edição, e com experimentos ficcionais em várias antologias, Eliana Alves Cruz premia agora seus leitores com O crime do cais do Valongo, instigante enredo localizado no Rio de Janeiro dos tempos da escravidão. Tempos em que milhares de africanos sequestrados desembarcaram na capital do Império justamente pelo Valongo – espaço de dor, morte e comércio de seres humanos. Sucesso de público e de crítica, o novo livro recebe a apreciação do crítico Luiz Antônio Simas, do jornal O Globo.

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Neide Almeida

Presença constante no movimento negro e uma das responsáveis pelo Museu Afro-Brasil em São Paulo, Neide Almeida retira da gaveta a coletânea Nós – 20 poemas e uma oferenda, em que traz a público toda a sua criatividade no manejo da palavra poética, num conjunto harmonioso e impactante. A autora trafega com desenvoltura pelos caminhos da linguagem e harmoniza com maestria os desafios colocados pela encruzilhada entre estética e política. Seu livro recebe as considerações da também poeta Lívia Natália.

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 Tatiana Nascimento

Autora de uma geração que cultiva a oralidade e marca presença nos duelos de MC’s e slams como forma de ampliar sua iniciação literária, Tatiana Nascimento estreia na produção impressa com o instigante volume Lundu, em que presta homenagem à tradição africana presente na diáspora para, em seguida, poetizar sobre as feridas e desafios cotidianos que pesam sobre juventude negra brasileira. O resultado é Lundu – trabalho já traduzido para o alemão e que é objeto das considerações de Anamaria Alves Dias dos Santos.

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