DADOS BIOGRÁFICO

Maria Firmina dos Reis nasceu em São Luís do Maranhão, em 11 de outubro de 1825, "filha natural" da escrava alforriada  Leonor Felippa dos Reis, tendo como avó a também escrava alforriada Engrácia Romana da Paixão e, como tio, o professor, gramático e filólogo Sotero dos Reis, pertencente ao ramo branco da família e com forte atuação nos círculos letrados da capital maranhense. 

Em 1847, é aprovada em concurso público para a Cadeira de Instrução Primária na vila de São José de Guimarães, no município de Viamão, situado no continente e separado da capital pela baía de São Marcos, conforme registram seus biógrafos Nascimento Morais Filho (1975) e Agenor Gomes (2022). 

Segundo Morais Filho, ao se aposentar, no início da década de 1880, a autora funda, na localidade de Maçaricó, a primeira escola mista e gratuita do Maranhão e uma das primeiras do país. O feito causou grande repercussão na época e por isso foi a professora obrigada a suspender as atividades depois de dois anos e meio.

A professora foi presença constante na imprensa local, publicando poesia, ficção, crônicas e até enigmas e charadas. Segundo Zahidé Muzart (2000, p. 264), “Maria Firmina dos Reis colaborou assiduamente com vários jornais literários, tais como A Verdadeira Marmota, Semanário Maranhense, O Domingo, O País, Pacotilha, O Federalista e outros”.

Além disso, teve participação relevante como cidadã e intelectual ao longo dos noventa e dois anos de uma vida dedicada a ler, escrever, pesquisar e ensinar. Atuou como folclorista, na recolha e preservação de textos da cultura e da literatura oral e também como compositora, sendo responsável, inclusive, pela composição de um hino em louvor à abolição da escravatura.

Firmina é autora de Úrsula, publicado em 1859, mas com circulação somente a partir do ano seguinte. Livro revolucionário para o seu tempo, figura como o primeiro romance abolicionista de autoria feminina da língua portuguesa; e, possivelmente, o primeiro romance publicado por uma mulher negra em toda a América Latina. A narrativa aborda o problema do tráfico negreiro e do regime como um todo a partir do ponto de vista do sujeito escravizado e transformado em "mercadoria humana". A autora traz para a nascente ficção brasileira a África como espaço de civilização e de liberdade. E denuncia os traficantes europeus como "bárbaros", contrapondo-se desta forma ao pensamento hegeliano voltado para justificar a colonização escravista como empreendimento civilizatório. E bem antes do "Navio negreiro" de Castro Alves, denuncia os maus tratos a que eram submetidos os escravizados nos "tumbeiros", verdadeiros túmulos para muitos que não resistiam. 

Em 1861, a autora lança em formato de folhetim Gupeva, narrativa curta de temática indianista, publicada em capítulos na imprensa local, e com novas reedições ao longo da década de 1860. 

Já seu volume de poemas Cantos à beira-mar, cuja primeira edição é de 1871, traz textos marcados por forte inquietação e por uma subjetividade feminina por vezes melancólica diante da realidade oitocentista marcada pelos ditames do patriarcado escravocrata e também representada como problema perante a sensibilidade da autora.

Defensora da abolição, em 1887 publica na imprensa o conto "A escrava", texto abolicionista empenhado em se inserir como peça retórica no debate então vivido no país em torno da abolição do regime servil.

Maria Firmina dos Reis faleceu em 1917, pobre e cega, no município de Guimarães. Infelizmente, muitos dos documentos de seu arquivo pessoal se perderam e até o momento não se tem notícia de nenhuma foto sua daquela época. A propósito, circula na internet retrato da escritora gaúcha Maria Benedita Borman, pseudônimo "Délia", como se fosse da autora maranhense. A imagem digital reproduzida nesta página foi elaborada a partir de retrato falado colhido por Nascimento Morais Filho, biógrafo da autora.

A partir de 2017, por ocasião do centenário da morte de Firmina, seus livros vêm sendo relançados: Úrsula, já com cerca de trinta reedições, algumas trazendo em apêndice o conto "A Escrava"; Gupeva, em sexta edição; além de Cantos à beira-mar, volume de poemas novamente disponível em publicação da Academia Ludovicence de Letras,  organizada pela pesquisadora Dilercy Aragão Adler.

 Crédito da imagem: elaboração digital de Waniel Jorge Silva a partir das descrições colhidas por Nascimento Morais Filho (1975)


 

PUBLICAÇÕES

Obra individual

Úrsula: romance original brasileiro. São Luís: Typographia do Progresso, 1859.

Úrsula: romance original brasileiro. Edição fac-similar organizada por José Nascimento Morais Filho. Prefácio de Horácio de Almeida. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica; São Luís: Governo do Maranhão, 1975.

Úrsula: romance original brasileiro. 3 ed. Organização, atualização e notas por Luiza Lobo. Introdução de Charles Martin. Rio de Janeiro: Presença Edições; Brasíia: INL, 1988.

“A escrava”. In: Revista Maranhense, ano 1, nº 3, novembro de 1887. Incluído em REIS, Maria Firmina dos. Úrsula. 4 ed. Atualização do texto e posfácio de Eduardo de Assis Duarte. Florianópolis: Ed. Mulheres; Belo Horizonte: PUC Minas, 2004, bem como nas edições subsequentes do romance. 

Úrsula;A escrava”. 4 ed. Atualização do texto e posfácio de Eduardo de Assis Duarte. Florianópolis: Ed. Mulheres; Belo Horizonte: PUC Minas, 2004; 5. ed. Edição comemorativa dos 150 anos da publicação do romance. Atualização do texto e posfácio de Eduardo de Assis Duarte. Florianópolis: Ed. Mulheres; Belo Horizonte: PUC Minas, 2009.

Gupeva. Publicado inicialmente no jornal O jardim dos maranhenses em 1861. Republicado no jornal Porto Livre em 1863, e novamente em Echo da juventude em 1865. 6.ed. São Luís: Academia Ludovicense de Letras - ALL, 2017, apêndice à edição de Cantos à beira-mar. (conto)

Cantos à Beira Mar. São Luís: Typografia do Paiz, 1871. 2. ed. Edição fac-similar organizada por Nascimento Morais Filho. Rio de Janeiro: Granada, 1976. 3. ed. São Luís: Academia Ludovicense de Letras - ALL, 2017. (poesia). 

Cantos à beira-mar e Gupeva. 1 ed. atualizada conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em vigo. São Luís: Academia Ludovicense de Letras, 2017. 176 p.

Úrsula;A escrava”. 6. ed. Atualização do texto, cronologia e posfácio de Eduardo de Assis Duarte. Belo Horizonte: PUC Minas, 2017; 7. ed. Atualização do texto, cronologia e posfácio de Eduardo de Assis Duarte. Belo Horizonte: PUC Minas, 2018.

 

Antologias

Parnaso maranhense, 1861.

Maria Firmina: fragmentos de uma vida. Organização de Nascimento Morais Filho. São Luís: Comissão organizadora das comemorações de sesquicentenário de nascimento de Maria Firmina dos Reis, 1975.

Escritoras brasileiras do século XIX. Organização de  Zahidé Lupinacci Muzart. Florianópolis: Ed. Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC Editora, 1999.

Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Organização de Eduardo de Assis Duarte. 2a Reimpressão. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2021, vol. 1, Precursores.

 


TEXTOS

 


CRÍTICA

 


FONTES DE CONSULTA

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VERÍSSIMO, Tássia Hallais. Maria Firmina dos Reis: a escrita de uma mulher no Brasil oitocentista. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019.

VRBATA, Sidnea Almeida Pedreira. Maria Firmina dos Reis: Iyalodê do Brasil. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, 2018.

ZIN, Rafael Balseiro. Maria Firmina dos Reis: a trajetória intelectual de uma escritora afrodescendente no Brasil oitocentista. 100 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Faculdade de Ciências Sociais. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2016.

ZIN, Rafael Balseiro.  Maria Firmina dos Reis: a trajetória intelectual de uma escritora afrodescendente no Brasil oitocentista. São Paulo: Aetia Editorial, 2019.

ZIN, Rafael Balseiro. Escritoras abolicionistas no Brasil-Império: Maria Firmina dos Reis e Julia Lopes de Almeida na luta contra a escravidão. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – PUC-SP, São Paulo, 2022.

Nota: agradecemos ao pesquisador Rafael Balseiro Zin pelo acesso à relação atualizada das Teses e Dissertações sobre a vida e a obra de Maria Firmina dos Reis. 


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