DADOS BIOGRÁFICOS

Rita Verônica Franco de Santana nasceu em Ilhéus, Bahia, em 1969. É atriz e escritora, além de professora. Em 1997, graduou-se em Letras com habilitação em língua francesa pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Em 2007, cursou pós-graduação lato sensu em História Social e Cultura Afro-brasileira.

Como atriz, atuou em peças infantis com destaque para PLUFT, o fantasminha, de Maria Clara Machado. Participou de recitais de poesia e feiras culturais no interior da Bahia, explorando o teatro de rua, sendo uma das fundadoras do grupo Caras e Máscaras (Ilhéus, 1990-1995).

Recebeu o prêmio de melhor atriz regional em 1994 e integrou o elenco de Dona Flor e seus Dois Maridos, adaptação do romance homônimo de Jorge Amado, com direção de Fernando Guerreiro (Ilhéus/Salvador - 1992). Participou também do elenco de Renascer, telenovela exibida pela Rede Globo e do filme Tieta do Agreste, de Cacá Diegues, em 1995. Atuou ainda de outras produções, como Era uma vez na mata, espetáculo infantil de Rita Brito (1998).

Como escritora, publicou seus contos no Diário da Tarde, em Ilhéus, e no suplemento cultural do jornal A Tarde, de Salvador. Foi uma das coordenadoras do projeto Universidade em Verso na UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz. Apaixonada pela arte, em 2004 venceu o Prêmio Braskem de Cultura e Arte – Literatura, para autores inéditos, que possibilitou a publicação de seu primeiro livro de contos, Tramela.

Em 2005, participou da antologia Mão Cheia e da Bienal do Livro da Bahia, no projeto Porto da Poesia, organizado pela revista Iararana. Seu segundo livro, Tratado das Veias, desta vez de poesia, foi selecionado em 2006 pela Fundação Cultural do Estado e publicado pelo selo As Letras da Bahia. Neste mesmo ano, consta do Dicionário de Autores Baianos, publicação da Secretaria Estadual da Cultura. Em 2007, a autora participa da Bienal do livro da Bahia no café literário e tem seus poemas publicados em diversos sites.

Em 2008, por ocasião do dia Internacional da Mulher, publicou na Folha Literária o poema “Armada”, em que se reafirma sua condição nos versos: “O homem que amo me acha boa, bonita, e sabe que sou poeta, arrebanhada entre os malditos. (...) Escassa de verbas, e aventurada de poesia. Os verbos rondam o meu chão como estrelas”.

Em 2012, vem a público Alforrias, com poemas de elaboração sofisticada que atestam o amadurecimento da autora na arte da palavra.

 


PUBLICAÇÕES

Obra individual

Tramela. Salvador: Casa de Palavras, 2004. (contos).

Tratado das Veias. Salvador: Selo Letras da Bahia, 2006. (poesia).

Alforrias. Ilhéus: Editus, 2012. (poesia).

Antologias

Diálogos – Panorama da nova poesia Grapiúna. Ilhéus: Editus-Via Litterarum, 2009.

 


TEXTOS

 


CRÍTICA

 


FONTES DE CONSULTA

 SANTIAGO, Ana Rita. Vozes literárias de escritoras negras. Cruz das Almas-BA: Editora UFRB, 2012.


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