Recolher-se: o encontro com sua essência estruturante em

 O avesso da pele, de Jeferson Tenório

 

 

Alen das Neves Silva*

Mas a morte é um clichê e por isso
os lugares-comuns são permitidos,
você me disse. (p. 178-9). 

A morte é íntima demais
para caber em um espetáculo,
você me disse. (p. 179). 

Acredito que tempos difíceis estão por vir, quando desejaremos ouvir a voz de escritores que consigam ver alternativas ao que vivemos hoje e possam enxergar além desta nossa sociedade, tomada pelo medo e por sua tecnologia obsessiva, outras maneiras de existir, e que possam até imaginar possibilidades reais de esperança. Precisaremos de escritores que possam se lembrar da liberdade.

(LE GUIN, 2014).

 

Em seu terceiro romance, O avesso da pele, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2020, Jeferson Tenório amplia suas reflexões sobre o abandono, no que se pode considerar como uma trilogia sobre o tema que se iniciou com a obra O beijo na parede (2013) e ganhou corpo (e força) em Estela sem Deus (2018). O autor trouxe em seus romances anteriores o abandono vivenciado por uma criança, João em O Beijo na Parede, e o vivido por uma adolescente, Estela, em Estela sem Deus e, por fim, chega-se a Pedro, de O avesso da pele.

Este é um sujeito que se recolhe em suas lembranças, nas vivências e nas histórias que ouviu de e sobre seus pais para se entender e, quem sabe, ser capaz de lidar com o abandono que o aflige da infância à vida adulta e, também, o que assolou seu pai na maturidade. Pedro tem seu pai, Henrique, assassinado em uma operação policial, tal fato o leva para o recolher-se e assim poder nascer para o novo momento que irá viver. Da mesma forma como ocorre com os iniciantes no candomblé, o narrador necessitará desabrochar para essa comunidade que se apresenta para ele em sua vida adulta. Ao se perceber incompleto, Pedro dirige-se aos familiares – e aos leitores – e expõe a urgente necessidade de se recolher, porque assim conseguirá digerir todos os acontecimentos envolvidos na perda do pai e, assim, renascer. Então, o narrador nos diz:

 

Acho que vocês nunca se preocuparam em organizar uma narrativa para mim. Sei que o tempo foi passando e o que foi dito por vocês, antes da minha memória, foi dito em retalhos. Então precisei juntar os pedaços e inventar uma história. Por isso não estou reconstruindo esta história para você nem para minha mãe, estou reconstruindo esta história para mim. Preciso arrancar a tua ausência do meu corpo e transformá-la em vida. (p. 183).

Quando esse filho adulto cerze os retalhos desta colcha com a linha memorialística da infância, ele consegue rasgar seu caminho, pois os vãos se transformarão em percursos possíveis para o entender-se e apresentar-se como sujeito. O porque desta ação se justifica, tendo como base as religiões afro-brasileiras, em especial os rituais essenciais para se tornar um adepto. Um deles é o recolhimento para a feitura de santo, que consiste em submeter o sujeito a práticas que o possibilitarão nascer para a comunidade religiosa que pretende viver.

O recolher para os de candomblé (e demais religiões afro-brasileiras) trata-se de um período de 21 dias, no qual o abiã1 se prepara para atingir o status de filho-de-santo, mas até alcançar tal título o fiel necessita transpassar o período intermediário, o de iâo2. Para que esse caminho? Pergunta dúbia, pois se refere à obra ou à religião? Não se pode determinar, uma vez que tais questionamentos possuem a mesma resposta, em que ambos necessitam deste percurso que o recolher-se prevê. Isso se deve, porque, assim a religião e a obra poderão ser vivenciadas em sua plenitude. Tanto o candomblé, ou qualquer outra religião de matriz africana, quanto as obras de Jeferson Tenório requerem o recolher-se para sua compreensão.

No candomblé, ou na umbanda, este período proporciona ao abiã conhecer e aprender os dogmas, os ritos, as cerimônias, entre outras atividades necessárias para que possa caminhar nas práticas religiosas. O romance O avesso da pele também requer esse processo de aprendizagem e conhecimento humano por parte de seus leitores, que se utilizarão das fragilidades, das incertezas e dos ímpetos para se entregarem à literatura cirúrgica do autor. O fato que desencadeia o recolhimento do narrador é materializado de forma poética por Tenório ao resgatar o momento do assassinato do pai, neste excerto Pedro conta que

(...) você nem percebeu quando os reflexos vermelhos de uma sirene bateram na parede de um prédio próximo a você. Nem percebeu a aproximação de uma viatura da polícia, e também não percebeu quando eles param o carro ao seu lado. Você só se deu conta do que estava acontecendo quando um deles falou mais alto e disse para você parar. Era uma abordagem. Sua cabeça ainda estava na sala de aula, ainda estava em Dostoiévski. Ele gritou para você parar. Gritou para você ir para a parede. Mas você não escutou ou não quis escutar. Ele e os outros policiais estavam nervosos, era só para ser mais uma abordagem de rotina. Só isso, vamos, porra, colabora. Mas você não estava se importando mais com a rotina deles. Ele gritou novamente para você ir a parede, ele já estava apontando a arma. Mas para você já não fazia diferença, porque daquela vez eles não iam estragar tudo. Vocês tinham de estar lá. Vocês tinham que ver a cara deles quando comecei a ler, vocês tinham que ver o silêncio deles, vocês tinham que vê-los prestando atenção. Vocês tinham que conhecer o Peterson, tinham de ouvir o que ele tinha para dizer sobre o livro. Você ignorou porque agora era a sua vez. Era a sua vez de ditar as regras. E a regra, agora, era seguir seu movimento, colocando a mão dentro da pasta. O primeiro tiro pegou no seu ombro, e foi como se você tivesse levado uma pedrada forte. O segundo foi no peito, dilacerante, uma dor difícil, não tão forte como as outras dores que tocaram seu corpo, mas ainda uma dor difícil. O terceiro foi dado por ele, pelo policial que vinha tendo pesadelos com homens negros invadindo sua casa. Um tiro certeiro na tua cabeça. Os outros vieram simultaneamente. E a última imagem que você viu foi a lua-gema-de-ovo-no-copo-azul-lá-do-céu. (p.176 -177).

Nessa cena, o autor une as narrativas de dois personagens, seu pai e o policial, de forma magistral pois, em um determinado momento, o leitor começa a conhecer o agente da segurança pública, que, em certa manhã, acordou atormentado por sonhos intranquilos, ou como a esposa do policial o questiona: “Você teve outro daqueles pesadelos, não é?”(p.166); e com essa pergunta o leitor, que se entregou à narrativa de Jeferson, sabe que o encontro deles será inevitável. Porém, não esperam como resultado deste encontro a morte de Henrique, pai de Pedro.

Com esse relato Tenório eterniza uma realidade que se acentuou, ou melhor, foi escancarada nas duas primeiras décadas dos anos 2000, a de que basta ser negro para estar fora da normalidade e não merecer a mínima possibilidade de voz. Também toca no ponto nevrálgico da segurança pública: o despreparo das forças policiais. Este é um dos mecanismos de extermínio da população negra e periférica, pois o racismo estrutural baliza estas atitudes que se apoiam e se amenizam na maior inocência, a legítima defesa. Em que ameaça Henrique parado na porta da escola? Quão ameaçadora é essa cena? Qual seria a ameaça à vida do policial?

A fatídica situação ficcional presente em O avesso da pele é, facilmente, transportada para a realidade contemporânea brasileira, e mundial, em que suscita o seguinte questionamento: qual seria a ameaça, perigo ou crime que Agatha Félix, João Pedro, Evaldo dos Santos Rosa, Jean Rodrigo da Silva Aldrovande, Hélio Ribeiro, Gleberson Nascimento Alves, Alan de Souza Pereira, Jorge Lucas Paes, Thiago Guimarães, Jhonata Dalber Matos Alves e George Floyd, entre outros, cometeram? O que tiveram como elo a cor – negra – e serem periféricos. A maioria foi vítima de um engano, como Henrique, na obra, seja por que carregavam guarda-chuva, furadeira, skate ou qualquer objeto que lembre uma arma que, associado ao tipo físico, já se torna a certeza de um possível delito. E em relação às crianças, o que carregavam consigo além da inocência e da felicidade? Assim como Henrique, que estava contente com a aula que ministrou para sua turma. Esses “enganos” justificam lançar mão da legítima defesa? A resposta é simples: não. O que basta é serem negros e periféricos.

Algumas suposições para a motivação de atos truculentos como os do policial em O avesso da pele seriam a felicidade com que as vítimas levavam suas vidas? Suas brincadeiras e diversões infantis? Trabalhar e se manter? Não, nenhuma delas. A ameaça real é simplesmente a existência de pessoas negras nas ruas. Dessa forma, Pedro necessita se recolher para compreender a perda de seu pai e, enfim, poder retornar para a sociedade “civilizada” após seu re-nascer e liberar seu orúko3.

Ainda sobre o racismo, a obra propõe uma reflexão importante ao expor todo o percurso que Henrique fez até se recolher em uma letargia e se enxergar e se entender como alguém com significado, compreender-se e se aceitar como um professor. Pedro traz à superfície o momento que Henrique solta o seu orunkó: sou professor. O narrador conta que

Peterson disse que a sua aula tinha sido muito boa. Você ofereceu o livro se ele quisesse emprestado. Ele agradeceu, mas disse que precisava correr atrás de um trabalho. Você pensou em insistir, pensou em fazer um discurso sobre aquela história de pão e literatura, que as duas coisas são importantes, mas não estrague tudo, professor, não exagere. Você deu uma de suas melhores aulas dos últimos tempos, contenha-se, você pensou. Numa esquina, Peterson se despediu de você. Enquanto caminhava, você ficava lembrando de cada pedacinho da aula. (p.172).

Nesse encontro, Henrique percebe que todo seu esforço gerou um resultado positivo, pois modificou a percepção que os alunos tinham de suas aulas. O racismo, latente na sociedade, era, ou melhor, é suportado nestes pequenos momentos de satisfação e de abertura das possibilidades para possíveis vítimas das violências sociais.

No romance, Jeferson Tenório trata o recolher-se de uma forma bastante sutil, porém eficaz como a que ocorre com os abiãs no candomblé, ou seja, é necessário estes se conhecerem na essência para que evoluam social, religiosa e eticamente. Para exemplificar a dita necessidade, o autor concede a seus leitores uma cena que trata da terapia de casais. Os pais de Pedro, Henrique e Martha, desfrutam desta ferramenta quando o casamento passa por uma crise. Os envolvidos percebem que conversar, refletir e analisar suas ações é a forma de conviverem em uma relação, que Jeferson Tenório condensa na conjugal, mas que se expande para a social, como o silêncio inicial de Henrique nesse evento.

Dessa forma, a terapia atua, metafórica e metonimicamente, espelhando as relações sociais que estamos imersos. A representação que assume os terapeutas dos pais, Jane e Reinaldo, sujeitos tão frágeis quanto os pacientes, sugere aos os leitores que a fragilidade é um estado humano e quando se escuta a dor do outro, o ouvinte é capaz de elaborar suas dores e usufruir positivamente delas. Por tanto, a individualidade do casal expressa a coletividade das situações vividas pelos negros na sociedade e, partindo dessa proposição, Jeferson traz a análise de Pedro, do comportamento e da relação de seu pai e de sua mãe. E o filho a faz desta forma

Você apenas pensou que havia um problema com você, mas talvez nunca tenha percebido que toda aquela vontade de ficar calado, que toda aquela vontade de permanecer quieto, pudesse ter a ver com a cor da sua pele. Que seu receio de falar, seu receio de se expor, pudesse ter a ver com as orientações que você recebeu desde a infância: não chame a atenção dos brancos. Não fale alto em certos lugares, as pessoas se assustam quando um rapaz negro fala alto. Não ande por muito tempo atrás de uma pessoa branca, na rua. Não faça nenhum tipo de movimento brusco quando um policial te abordar. Nunca saia sem seus documentos. Não ande com quem não presta. Não seja um vagabundo, tenha um emprego. Tudo isso passava anos reverberando em você. Como um mantra. Um manual de sobrevivência. (p.88)

E, partindo desta fala, tem-se o recolher de Pedro, que fez toda essa digressão em sua história buscando se entender como sujeito negro em uma Porto Alegre racista e intolerante ao diferente. Falas como a acima citada são uma constante não no sul do Brasil, mas em qualquer região que haja negros no mundo.

Um ponto bastante instigante é a circularidade conferida à narrativa, com ela Tenório solidifica o recolhimento do narrador nas páginas deste romance dialógico. Ele se inicia com a passagem

Às vezes você fazia um pensamento e morava nele. Afastava-se. Construía uma casa assim. Longínqua. Dentro de si. Era esse seu modo de lidar com as coisas. Hoje, prefiro pensar que você partiu para regressar a mim. Eu não queria apenas a sua ausência como legado. Eu queria um tipo de presença, ainda que dolorida e triste. E apesar de tudo, nesta casa, neste apartamento, você será sempre um corpo que não vai parar de morrer. Será sempre o pai que se recusa a partir. Na verdade, você nunca soube ir embora. Até o fim você acreditou que os livros poderiam fazer algo pelas pessoas. No entanto, você entrou e saiu da vida, e ela continuou áspera. Há nos objetos memórias de você, mas parece que tudo que restou deles me agride ou me conforta, porque são sobras de afeto. Em silêncio, esses mesmos objetos me contam sobre você. É com eles que te invento e te recupero. É com eles que tento descobrir quantas tragédias ainda podemos suportar. Talvez eu deseje chegar a algum tipo de verdade. Não como um ponto de chegada. Mas como um percurso que vasculhe os ambientes e dê início a um quebra-cabeça, um quebra-cabeça que começa atrás da porta da sala, onde encontro o alguidar4 de argila alaranjada. E, dentro dele, uma pedra, um ocutá5, enrolada em guias6 de cores vermelhas, verdes e brancas, um orixá. Observo-a com cuidado. É assim que se adentra numa vida que já se foi. Tiro o ocutá do alguidar. Lembro o dia em que você me disse que sua cabeça era de Ogum7, e que isso era ter sorte, porque Ogum era o único orixá que sabia lidar com os abismos. (p.13 -14).

E finaliza com o narrador refletindo sobre a falta que um ente querido faz na vida das pessoas. Pedro diz que

A imagem de um pai falecido também nos mata um pouco, e talvez isso seja uma espécie de amor. E agora, aqui no seu apartamento, tento de algum modo me consolar. Lanço mais um olhar sobre suas coisas. Antes de sair, pego o seu alguidar, retiro o ocutá de dentro dele, enrolo num pano, como minha tia Luara disse para eu fazer. Saio segurando Ogum entre as mãos. (p.187).

Dessa forma, Pedro consegue compreender que o amor que traz encrustado em sua pele é o que o estrutura, mas para compreender isso foi necessário recolher-se em si e em sua ancestralidade, porque é apenas quando se olha para o próprio interior que se é capaz de externar os anseios, os desejos e as questões e, assim, conseguir encontrar a essência que o estrutura. Sobre esse encontro o narrador termina seu relato dizendo que

Bastava dar uma olhada em volta para perceber que você não podia pertencer àquilo, mas acontece que você insistiu. Permaneceu. Porto Alegre era um lugar que você construiu fora de si. Você nunca esteve dentro dela. E agora caminho por essas mesmas ruas, tenho Ogum em minhas mãos, e ainda me sinto perdido, mas a palavra continua sendo essa. Vou em frente, na direção do Guaíba. Tenho Ogum em minhas mãos porque agora é a minha vez. (p.187)

Todo o percurso de Pedro pode ser assimilado como o recolhimento vivenciado nas religiões de matriz africana, porque ele poderá, ou não, se conectar com sua energia ancestral. O não se conectar jamais poderá ser um entrave, ou tirar sua calma ou abalar seu equilíbrio, mas deverá promover o aprendizado com estes, e outros, erros que atuarão como uma lição para experenciar uma vida de humildade, de vitórias sobre as dificuldades. Isto posto, será com dignidade, amor e resignação, que os sujeitos poderão compreender que se recolher é a essência que estrutura o humano. Para vivenciar essa situação, o narrador profere a frase “tenho Ogum em minhas mãos porque agora é minha vez”; Tenório demonstra que ser negro sujeitará Pedro a uma trajetória, no mínimo, semelhante à de seu pai. Esta sensação se obtém apenas quando um negro se recolhe em si, como o abiã faz em seu processo de iniciação, pois é como ele, o recolher-se, que o iniciado se compreende como um fiel, ou melhor, como um filho do orixá que rege seu ori8.

Partindo dessa proposição é relevante colocar em diálogo a escrita de Jeferson com as palavras de Le Guin, quando este expõe o desejo urgente de autores que produzam literatura a partir dos não-lugares sociais hegemônicos. Assim, que esses artistas da linguagem sejam capazes de vislumbrar sociedades que compreendam as violações e as dores, mas que não se tornem subservientes a elas, que sejam, sim, produtores de espaços reflexivos possíveis. Jeferson Tenório pode ser considerado como um autor de realidades reflexivas das atrocidades impelidas à população negra, apenas por sua existência. Recolher-se é um exercício de liberdade para que se compreenda que essa ação é o que estrutura a essência da sociedade. O avesso da Pele, de Tenório, é o toque do atabaque afro-brasileiro que conduzirá aos leitores no transe iniciático do recolher-se para se compreender como alguém capaz de pensar, refletir e agir em busca das liberdades necessárias para a população negra contemporânea.

Belo Horizonte, setembro de 2020.

Referências

BENISTE, José. Dicionário yorubá/português. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.

LE GUIN, Ursula K. O discurso de Ursula K. Le Guin no National Book Award de 2014. Disponível em:https://medium.com/especulativa/o-discurso-de-ursula-k-le-guin-no-national-book-award-de-2014-5d5f13c9f829. Acesso em: 12/08/2020.

MARQUART, Eduard. A ética do abandono: César Aira e a nova escritura, Florianópolis, SC, 2008.

TENÓRIO, Jeferson. O Avesso da pele. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.


Notas 

[1] Abiã: Nome dado ao iniciado no Culto dos Orixás que ainda não recebeu qualquer tipo de obrigação. Fonte: http://www.templodovaledosoledalua.org.br/pequeno-dicionario-yoruba-x-portugues/

[2] Iâo: Termo que designa o noviço após a fase ritual da reclusão iniciatória. Em Yorùbá significa "esposa mais jovem. ” Fonte: http://umbanda-candomble.comunidades.net/dicionario-yoruba-portugues

[3]Orúko: Expressão yorubá, empregada na liturgia dos candomblés, que significa "qual
é o teu nome?”. Ocorre na mais expressiva cerimônia pública do candomblé”, conhecido como saída-de-santo, dia-do-nome, saída-de-iaô e muzenza.

Fonte: http://umbanda-candomble.comunidades.net/dicionario-yoruba-portugues

[4] Alguidar: Bacia feita de barro muito empregada para fazer a comida destinada aos orixás, ademais de outras finalidades, inclusive servir de depósito d'água para os trabalhos de terreiro. Fonte: https://ticun.files.wordpress.com/2015/09/dicionacc81rio-da-umbanda-altair-pinto.pdf

[5] Ocutá: Ou em Yorubá òkúta, que significa pedra.

[6] Guias: Fio de contas usado nos rituais afro-brasileiros. Na maioria das vezes essas guias correspondem aos Orixás do Filho de Santo.

Fonte: http://www.templodovaledosoledalua.org.br/pequeno-dicionario-yoruba-x-portugues/

[7] Ogum — É a Divindade das Lutas e das Demandas. No culto nagô é São Sebastião, sendo São Jorge nos demais. Entre os Iorubanos da Costa dos Escravos, na África, significa uma força ou poder oculto supranatural e ultra-sensível, que pessoas e objetos podem possuir naturalmente ou por transmissão mediante ritual apropriado. https://ticun.files.wordpress.com/2015/09/dicionacc81rio-da-umbanda-altair-pinto.pdf

[8] Orí: Ou olori - (oni+ori = dono ou senhor da cabeça). Termo que designa a cabeça na vida litúrgica dos candomblés. É, além disso, uma divindade doméstica yorubá guardiã do destino e cultuada por adeptos de ambos os sexos. Também se diz que é a alma orgânica perecível, cuja sede é a cabeça e dá inteligência, sensibilidade e prosperidade.

Fonte: http://umbanda-candomble.comunidades.net/dicionario-yoruba-portugues


* Alen das Neves Silva é professor, graduado e Mestre em Letras, Estudos Literários, pela UFMG e pesquisador do NEIA – Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade – desta Instituição.


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