DADOS BIOGRÁFICOS

Fernando Ferreira Góes nasceu na cidade de Salvador, em 27 de novembro de 1915. Ainda criança, mudou-se para Petrópolis e depois para o Rio de Janeiro. Aos quinze anos, radicou-se em São Paulo, capital, onde passou a morar definitivamente. Cronista, crítico literário,  ensaísta, e poeta, foi também professor de jornalismo da Universidade Católica de São Paulo e da Escola Cásper Líbero de Jornalismo, da capital paulista. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia.

Adentrou na carreira jornalística ainda muito jovem, chegando a exercer as mais diversas funções nos principais órgãos da imprensa paulistana, onde iniciou a afirmação do seu nome ao apresentar trabalhos de crítica e historiografia literárias. Sua coluna diária "Fernando Góes - Em Tom de Conversa" esteve presente por um bom tempo nos periódicos da rede "Diários Associados". Colaborou  igualmente em A Tribuna da Cidade, de Santos (SP) e no Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro. A respeito da atuação e da importância do jornalista na e para a imprensa, Eduardo de Oliveira afirma:

Fernando Góes firma nome no mundo das letras em São Paulo, sendo senhor de um amplo trabalho de crítica da historiografia literária de valor inestimável. Escritor assíduo e cronista de raros méritos, assinou colunas especializadas nesta modalidade, por sinal, muito apreciadas na ocasião, pelo seu caráter dinâmico e conciso. [...] Era temido e estimado, ao mesmo tempo, por todos que militavam no universo de nossas lides literárias mais pelo poder de sua verve, de certa forma inovadora, severa e causticante quando a circunstância assim o exigisse, do que pela conotação panfletária que comprometesse a equidistância que, no seu entender, deveria ser mantida por quem julgava a importância, o significado e o alcance da obra de um literato. (OLIVEIRA, 1998, p. 109).

Fernando Góes deixou importante contribuição à crítica e à historiografia literárias brasileiras do século XX, com trabalhos de relevo sobre o Simbolismo e o Pré-Modernismo. Cronista de talento, publicou dois volumes exemplares do gênero: Histórias Reais, em 1958, e O tecedor do tempo, em 1969. Foi membro da Academia Santista de Letras e da Academia Paulista de Letras. Em 1967, venceu o Prêmio Jabuti, concedido pela Câmara Brasileira do Livro e, também o Prêmio Governo do Estado de São Paulo, por seu livro O espelho infiel (1966). Em 1969 foi premiado pela Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1979.

Referências

OLIVEIRA, Eduardo (Org.). Quem é quem na negritude brasileira. 3. ed. São Paulo: Congresso Nacional Afro-Brasileiro; Brasília: Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, 1998, vol. 1 p. 109.

COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de (Dir.). Enciclopédia de literatura brasileira. 2. ed. São Paulo: Global Editora; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional/DNL; Academia Brasileira de Letras, 2001, vol. I, p. 784.

 


PUBLICAÇÕES

Obra individual

Histórias Reais. [S.l.]: [s.n.], 1958. (crônicas).

O tecedor do tempo. São Paulo: Martins Editora, 1969. (crônicas).

Não Ficção

Panorama da Poesia Brasileira: O Simbolismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1958. Vol IV. (historiografia e crítica).

Panorama da Poesia Brasileira: O Pré-Modernismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1960. Vol V. (historiografia e crítica).

O Espelho Infiel. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1967. (ensaios).

Fernando Góes na Academia Paulista, 1972 (discurso).

A vida comovida. [S.l.]: [s.n.], 1977. (ensaios).

José Geraldo Vieira no quadragésimo ano de sua ficção. São Paulo: SCCT, 1979. (crítica).

Antologias

Poemas revolucionários, Castro Alves. Organização de Fernando Ferreira Góes. [S.l.]: [s.n.], [s.d.].

Poesias satíricas, Gregório de Matos. Organização de Fernando Ferreira Góes. [S.l.]: [s.n.], [s.d.].

Maravilhas do conto Brasileiro. Organização de Fernando Ferreira Góes. São Paulo: Cultrix, 1958.

 

 


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