Carolina Maria De Jesus na UFMG: Entrevista com o professor Marcelino Rodrigues da Silva

O Centro de Estudos Literários e Culturais – Acervo de Escritores Mineiros, através de seu diretor, prof. Marcelino Rodrigues da Silva, informa que já está disponível para consulta, em formato digital, a coleção dos cadernos da escritora Carolina Maria de Jesus, recebida em doação do Professor José Carlos Sebe Bom Meihy, em novembro de 2014. A rápida conversão desse raro e extenso material, recebido na forma de cópias microfilmadas, para o formato digital se deve a uma parceria entre o CELC-AEM e o Arquivo Público Mineiro, que possui moderno equipamento para este fim. Abaixo, entrevista com o professor. 

literafro: como se deu a cooperação com o Arquivo Público Mineiro?

Marcelino Rodrigues da Silva: Mostrando seu comprometimento com o objetivo de contribuir para a preservação da memória histórica e cultural mineira, o APM se responsabilizou pela digitalização do material, o que foi feito com grande competência e presteza por aquela instituição. Nosso agradecimento, portanto, ao APM, aos seus funcionários e à sua Superintendente, a Profa. Vilma Moreira dos Santos, por essa inestimável contribuição. Reiteramos, também, nossa gratidão ao Professor Bom Meihy, pelo desprendimento e interesse pelo bem coletivo, manifestados no ato da doação da coleção ao CELC-AEM. 

literafro: pelo que se tem de informação, o material doado contém aproximadamente cinco mil páginas manuscritas, contendo rascunhos de romances, contos, peças de teatro, poemas e letras de música. Tudo isto está acessível para consulta?

MRS: Sim, o material está disponível para consulta no formato digital, nas dependências do AEM. Por isso a digitalização foi tão importante. A consulta ao material digitalizado é muito mais ágil, com as facilidades permitidas pela tecnologia. Dada a extensão desse conjunto de escritos, foi um passo fundamental para facilitar o trabalho do pesquisador. 

literafro: que procedimentos deve adotar o interessado para a pesquisa desse material?

MRS: As vistas ao AEM têm que ser marcadas com antecedência, observando um prazo mínimo de 48 horas, para que possamos atender os pesquisadores com a devida atenção. É importante que o pesquisador informe, também com antecedência, o tema da pesquisa e os documentos que pretende examinar. As informações para a marcação das visitas (e-mail e telefone para contato), bem como sobre as normas de acesso, podem ser obtidas no nosso site: <www.letras.ufmg.br/aem>. 

literafro: os rascunhos digitalizados estão disponíveis no AEM todos os dias? Quais as condições de acesso?

MRS: O horário de funcionamento para atendimento externo é de segunda a sexta, de 9 às 12 h e de 14 às 17 h. Para a consulta aos documentos do acervo, é obrigatório o preenchimento do Formulário Para Registro da Pesquisa, que é fornecido ao usuário. Não é permitido o empréstimo domiciliar dos livros e documentos do Acervo e os materiais são consultados sempre com o acompanhamento de um funcionário da casa. Os documentos não podem ser reproduzidos por meios mecanográficos ou similares. O pesquisador tem a responsabilidade de zelar pelo manuseio e conservação dos documentos e, naturalmente, não é permitido fumar e lanchar dentro do Acervo. É importante frisar, ainda, que o uso do material está submetido à legislação vigente, especialmente no que diz respeito aos direitos autorais e de imagem. Não há nenhuma forma de cessão de direitos pelo CELC-AEM. 

literafro: o senhor já visitou o Vida por escrito - Portal bibliográfico de Carolina Maria de Jesus?

MRS: Sim, ele está disponível no endereço <www.vidaporescrito.com> e lá pode ser encontrada uma grande quantidade de  informações sobre a vida e a obra da escritora, tais como sua biografia e bibliografia, sua fortuna crítica, as instituições custodiadoras de seu acervo etc. O site é uma realização do pesquisador Sergio Barcellos (a quem agradecemos, também, a doação de materiais para a Coleção Carolina Maria de Jesus, no AEM), como parte do projeto “Vida por Escrito  - Organização, classificação e preparação do inventário da obra de Carolina Maria de Jesus”, contemplado pelo Edital Prêmio Funarte de Arte Negra, categoria Memória, em 2013.

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