Solano Trindade, presente![1]

Eduardo de Assis Duarte*

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Piiiiii

Estação de Caxias
de novo a dizer
de novo a correr
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

(...)

Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Só nas estações
quando vai parando
lentamente começa a dizer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer

Mas o freio de ar
todo autoritário
manda o trem calar
Pisiuuuuuuuuu

Solano Trindade

“Tem gente com fome”
(Cantares ao meu povo, 1961)

 

Em tempos de crise, nada como olhar para trás e indagar o passado a fim de vislumbrar situações e exemplos que possam levar à compreensão do que nos aflige aqui e agora. Diante de dramas coletivos como os que atravessamos na atualidade – entre eles, o aumento da desigualdade socioeconômica e a volta do Brasil ao mapa da fome –, vale recorrer aos arquivos de nossa memória histórica e cultural para com eles aprender a entender melhor o presente. Tais arquivos registram a poesia e o teatro do recifense Solano Trindade como verdadeiras frentes de batalha contra os males de um país marcado por mais de três séculos de escravidão – sombra que permanece viva, passados 130 anos da abolição formal do regime. Se, ao longo do século XX, tais resquícios se evidenciaram em carências de toda ordem e no tratamento excludente destinado aos de pele escura, no momento em que o poeta completa 110 anos de nascimento, podemos todos perceber o quanto a herança colonial se faz presente em formas múltiplas de racismo, mais ou menos explícito, e instiga seus “alvos preferenciais” – os afrodescendentes – a se posicionarem. “Sou negro / meus avós foram queimados / pelo sol da África”, grita o poeta em Cantares ao meu povo (1961), antecipando não só os “versos perplexos / com rimas de sangue / e / fome”, de Conceição Evaristo (1991), mas igualmente os cantos inflamados do rap e do slam contemporâneos.

Daí a atualidade dos versos em epígrafe, em que o Solano Trindade parodia o conhecido “Café com pão” de Manuel Bandeira, voltado para uma encenação um tanto ingênua da paisagem rural perturbada em seu bucolismo pela passagem do trem. As onomatopeias do poeta negro constroem um sentido oposto às de Bandeira e fazem a fome virar refrão, além de substituir a singeleza da Maria Fumaça interiorana pelo “trem sujo” que percorre os subúrbios cariocas. Não satisfeito em substituir “café com pão” por “tem gente com fome”, o autor vai adiante e propõe abertamente uma saída para o problema: “se tem gente com fome / dá de comer”. Chamada à época de “comunista” e adjetivos do gênero, a ideia fundamentalmente cristã de “repartir o pão” é também hoje estigmatizada por segmentos do campo conservador, que veem por trás de programas como “Bolsa Família” uma ideologia socialista capaz de eternizar a “preguiça” por eles vislumbrada como marca registrada do nosso povo, em especial entre os mais carentes.

Nascido em 1908, o poeta, ator, pintor e teatrólogo Solano Trindade se encaixa à perfeição no ideal prescrito por Machado de Assis para o homem de letras brasileiro: ser antes de tudo alguém “de seu tempo e de seu país”. De fato, tais coordenadas irão balizar toda a atividade desse pernambucano que se fez universal. Solano adentra à vida adulta em plena década de 1930 – momento de intensa radicalização ideológica entre socialismo e nazi-fascismo – e sente na pele a propagação das teorias arianistas da “superioridade racial”, momento em que, para muitos, era chic desprezar e, mesmo, odiar pretos e pobres.

Nesse contexto, desfila pelas capitais brasileiras o Partido Integralista chefiado por Plínio Salgado, versão tropical da extrema direita alemã e italiana. Por outro lado, o racismo “científico” dos supremacistas brancos é contestado entre nós não só nos muitos jornais da intelectualidade afrodescendente como também pela Frente Negra Brasileira, movimento empenhado na conquista da cidadania plena para os remanescentes de escravizados e igualmente transformado em partido político. Com efeito, a FNB chegou a reunir milhares de militantes em todo o país até ser colocada na ilegalidade junto com os demais partidos pelo golpe de 1937, que proclama o “Estado Novo” e concede poderes ditatoriais a Getúlio Vargas.

Em meio a toda esta agitação política e intelectual, Solano Trindade participa, aos 26 anos, do I e do II Congressos Afro-brasileiros, primeiramente em Recife, em seguida em Salvador. É o momento em que convive com o jovem Jorge Amado e dezenas escritores e pesquisadores, a exemplo de Gilberto Freyre, Artur Ramos e Edison Carneiro. Dois anos mais tarde, em 1936, engaja-se na resistência antirracista e funda, juntamente com Ascenso Ferreira e outros, a “Frente Negra Pernambucana” e o “Centro de Cultura Afro-Brasileira”. No documento em que são proclamados os objetivos do Centro, pode-se ler: “Não faremos lutas de raças, porém ensinaremos aos nossos irmãos negros que não há raça superior e nem inferior, e o que faz distinguir uns dos outros é o desenvolvimento cultural. São anseios legítimos, a que ninguém de boa fé pode recusar cooperação.” (In: FARIA, 1981, p. 15). Nesse mesmo ano, vem a público seu primeiro livro, Poemas negros, que também tensiona parodicamente com o volume homônimo lançado por Jorge de Lima e celebrado a partir de textos descomprometidos e folclorizantes como “Nêga Fulô”.

Delineia-se deste modo o perfil militante do artista e agitador cultural, em plena consonância com seu tempo e seu país. Enquanto o ideário liberal monopolizou o pensamento do século XIX em torno da campanha pelo fim da escravidão, o século XX impulsionará mulheres e homens negros rumo ao gesto de “tomar a palavra” a fim de construir uma nova consciência de si a partir de seu próprio olhar e perspectiva de mundo. A literatura e as artes de autoria negra ganham tonalidades políticas voltadas para a afirmação identitária desse sujeito historicamente submetido ao discurso do colonizador, discurso este sempre empenhado em fazer do negro um ser infra-humano reduzido a força de trabalho submissa.

É então o momento em que a literatura negra ganha o Ocidente a partir das Américas Central e do Norte, chegando à Europa na década de 1930 com o grupo de poetas da Négritude francófona, entre eles Leopold Senghor e Aimé Césaire. Ao lado de movimentos como a “Renascença do Harlem” nos Estados Unidos, que revela Langston Hughes, entre outros; e do “Negrismo” deflagrado em Cuba por Nicolás Guillén, outras vozes se somam na constituição de uma tradição literária afrodiaspórica, que se estenderá pelo século afora e se atualiza na contemporaneidade em figuras de grande expressão. (SOUZA, 2017, p. 171-185).

Nesse coro entram, então, os brasileiros: Lino Guedes, em São Paulo; Bruno de Menezes, no Pará; Abdias Nascimento, no Rio de Janeiro; Solano Trindade, em Pernambuco. Praticamente esquecidos pela crítica e distantes das aulas de literatura brasileira, os textos desses precursores se revelam de uma atualidade extrema. A exemplo do que ocorre com o blues negro-estadunidense, tais autores trazem os sofrimentos de seus irmãos para a poesia, tanto no pensamento quanto na expressão. Nessa linha, brada Lino Guedes: “negro preto cor da noite / nunca te esqueças do açoite / que cruciou tua raça”; já Solano, após escrever que “gemido de negro é cantiga”, “gemido de negro é poema”, acrescenta:

Geme na minhalma
A alma do Congo
Do Níger da Guiné
De toda a África enfim
A alma da América
A alma universal”
(TRINDADE, 1981, p. 28)

O grito de angústia remete ao lamento cotidiano derivado da condição subalterna a que estão submetidos negros de todos os territórios, sejam os de origem, sejam aqueles construídos na diáspora. Tal identificação faz do poeta um porta-voz e indica um dos pontos centrais do projeto estético-ideológico da literatura negra, que reside justamente na projeção do sujeito do discurso rumo às vidas dos que o ouvem ou leem. Deste modo, o poeta fala por si e por aqueles com os quais se identifica, na expectativa de que estes também se conectem com quem toma a palavra:

“Eu canto aos Palmares
Sem inveja de Virgílio de Homero
E de Camões
Porque o meu canto
É o grito de uma raça
Em plena luta pela liberdade”
(TRINDADE,1981, p. 23)

Aqui se evidencia ainda outro aspecto: a ruptura com a perspectiva da “arte pela arte” (ou da “finalidade sem fim” da obra de arte), oriunda do Idealismo do século XVIII. Em todos os tempos e espaços em que floresce, a literatura negra descarta a fruição pura e simples e o jogo de palavras vazio, inconsequente. Em seu lugar, abraça o engajamento, a literatura como “missão”. Solano Trindade coloca sua voz e sua fala a serviço da causa negra – contra o racismo e pela aquisição da cidadania plena. E, a exemplo do precursor Luiz Gama, que afirmava situar-se “nas abas do Parnaso”, ou seja, à margem da literatura canônica estabelecida, adota uma perspectiva distinta de clássicos como Camões e Homero, para assumir as demandas do povo negro em busca de afirmação:

– Eita negro!
Quem foi que disse
que a gente não é gente?
quem foi esse demente,
se tem olhos não vê...
(TRINDADE,1981, p.30)

Nesses versos “simples / como a própria vida”, quer o autor ampliar o horizonte de recepção de seus escritos a fim de abarcar os remanescentes do cativeiro, quase sempre impedidos de ter acesso à educação formal e ao letramento literário. E, ao fazê-lo, reafirma a humanidade negra repelida pelo discurso colonial ao longo dos séculos. Nessa linha, cumpre o papel de griot – guardião de um saber ancestral e conhecedor dos rumos da história de seu povo. História que cumpre recontar do ponto de vista do subalterno, para que ganhe então um sentido outro, distinto da versão oficial produzida pelos donos do poder:

Lá vem o navio negreiro
Lá vem ele sobre o mar
Lá vem o navio negreiro
Vamos minha gente olhar...

Lá vem o navio negreiro
Por água brasiliana
Lá vem o navio negreiro
Trazendo carga humana...

Lá vem o navio negreiro
Cheio de melancolia
Lá vem o navio negreiro
Cheinho de poesia...

Lá vem o navio negreiro
Com carga de resistência
Lá vem o navio negreiro
Cheinho de inteligência...
(TRINDADE, 1999, p. 45)

O poema cumpre o projeto pedagógico de desconstruir a narrativa oficial sobre a contribuição negro-africana na construção do Brasil enquanto povo, cultura e nação. E o faz de modo simples, em rimas de melodia facilmente assimilável, próximas do cordel e demais formas versificadas populares. E se, por um lado, rima “poesia” com “melancolia”, guarda para o final a vinculação entre “resistência” e “inteligência”... E é precisamente o que faz esse porta-voz dos que não encontram mentes e corações atentos a seus reclamos e pontos de vista.

A reescrita crítica da narrativa histórica como atitude de afirmação identitária leva a literatura negra aos arquivos da memória diaspórica para neles destacar o Quilombismo (Abdias Nascimento) como forma de luta pela liberdade que dignifica e humaniza. E nesse aspecto, impossível não trazer a essas reflexões o “Canto dos Palmares”, um dos poemas mais conhecidos do autor, em que este louva a modo de epopeia os 100 anos de luta quilombola na Serra da Barriga, com todo o seu simbolismo:

“Eu canto aos Palmares
odiando opressores
de todos os povos
de todas as raças
de mão fechada
contra todas as tiranias!

Fecham minha boca
Mas deixam abertos os meus olhos
Maltratam meu corpo
Minha consciência se purifica
Eu fujo das mãos
Do maldito senhor!

[...]

O opressor convoca novas forças
vem de novo
ao meu acampamento...
Nova luta.
As palmeiras
ficam cheias de flechas,
os rios cheios de sangue,
matam meus irmãos,
matam as minhas amadas,
devastam os meus campos,
roubam as nossas reservas;
tudo isto,
para salvar
a civilização
e a fé...

[...]

Não queremos o ouro
porque temos a vida!
E o tempo passa,
sem número e calendário...
O opressor quer o corpo liberto,
mente ao mundo,
e parte para
prender-me novamente...

– É preciso salvar a civilização,
Diz o sádico opressor...

Eu ainda sou poeta
e canto nas selvas
a grandeza da civilização – a liberdade!

 [...]

 – É preciso salvar a fé,
Diz o tratante opressor...

Eu ainda sou poeta
E canto nas matas
a grandeza da fé – a Liberdade...”
(TRINDADE, 1981, p. 23-27)

Pelos trechos citados (a versão completa está disponível na internet) pode-se ver o empenho em saudar a resistência quilombola como exemplo para o enfrentamento das lutas e desafios do presente. Além de questionar o discurso do colonizador quanto à dita missão civilizatória levada a cabo pelos bandeirantes e mercenários a serviço da Coroa portuguesa, o poeta ressalta sua identificação aos guerreiros palmarinos responsáveis pela maior “república negra” existente fora da África no século XVII:

“Mas não mataram
meu poema.
Mais forte
que todas as forças
é a liberdade...
O opressor
não pôde fechar minha boca,
nem maltratar meu corpo,
meu poema
é cantado através dos séculos,
minha musa
esclarece as consciências
Zumbi foi redimido...”
(TRINDADE, 1981, p. 28)

Em todo o texto, a voz autoral se coloca em primeira pessoa e faz o eu poético ser um dos guerreiros que peleja ao lado do líder quilombola, para com isto colocar seu leitor dentro dos acontecimentos. Solano cumpre o projeto da literatura negra quanto ao resgate histórico dos heróis da diáspora africana nas Américas, dando a eles a visibilidade ocultada ao longo de séculos. E Zumbi, que durante um bom tempo foi classificado como “mito” construído pelo movimento negro – só teve sua existência reconhecida oficialmente quase três séculos após seu assassinato, em 20 de novembro de 1695 –, recebe no poema de Solano, com algumas décadas de antecedência, o reconhecimento de sua existência e de sua luta.

Voltando à trajetória de vida do autor, vale destacar que, após residir em Belo Horizonte e no interior do Rio Grande do Sul, o poeta se estabelece no Rio de Janeiro, onde assiste às comemorações pelo fim da Segunda Guerra Mundial, bem como à redemocratização do país após 15 anos do governo de Getúlio Vargas. Na capital da república, Solano publica, em 1944, Poemas de uma vida simples e participa da fundação do “Centro Democrático Afro-brasileiro”. Aproxima-se de vários intelectuais progressistas e do TEN – Teatro Experimental do Negro, dirigido por Abdias Nascimento.

Na década seguinte, instala-se em São Paulo e funda, em 1959, o Teatro Popular Brasileiro, com a ajuda da esposa, Maria Margarida, e do sociólogo Edison Carneiro. A exemplo do TEN, o TPB era formado por gente do povo: domésticas, trabalhadores, estudantes. E, como o TEN, cumpre forte papel pedagógico ao propiciar instrução e aprendizagem para membros das classes populares, além de trabalhar para a afirmação de sua cidadania e direitos. Em 1961, o autor se transfere para a pequena cidade de Embu, próxima à capital paulista, logo transformada em “Embu das Artes”, atraindo grande número de turistas para os espetáculos por ele criados e dirigidos. Ainda nos anos 1960, o grupo viaja ao exterior e se apresenta em diversos países europeus, atraindo grande público.

No final da década, já doente e debilitado, Solano Trindade deixa Embu e passa a residir em São Paulo. É o momento em que o país sofre as consequências da ditadura civil-militar instalada a partir do golpe de estado de 1964, que impediria os brasileiros de escolher seu presidente durante 25 anos. Além disso, o poeta torna-se vítima do estado de exceção, pois perde o filho Francisco, preso e morto num presídio em 1964 (MARTINS, 2014, p. 396). Desde então, sua poesia ganha tonalidades um tanto melancólicas, sem abandonar, contudo, o viés de crítica social que se tornou traço distintivo de seus escritos. Em seu último poema – “Interrogação” – datado de 1969, podemos ler:

Quando pararei de amar com intensidade?
Quando deixarei de me prender aos seres e às coisas?  
Quando me livrarei de mim?
Do que sou, do que quero, do que penso?

Quando deixarei de prantear?
No dia em que eu deixar de ser eu
No dia em que eu perder a consciência
Do mundo que idealizei...

Neste dia...

Eu sorrirei sem saber do que sorrio”
(TRINDADE, 1981, p. 71)

A imagem da “rainha do carnaval” criada no poema escapa em gênero, número e grau ao estereótipo da “mulata assanhada”, a desfilar seminua para delírio das fantasias sexuais dos espectadores. Mais tarde entronizada como “mulata globeleza”, tal figura é presença constante na literatura brasileira canônica, quase sempre reduzida a animal erótico e desprovida de razão e sentimentos. O poema de Solano caminha na direção oposta ao expor o cotidiano de exploração a que está submetida a mulher negra em nossa sociedade e que permanece nesse início de século XXI, resguardadas as devidas exceções que, em muitos casos, apenas confirmam a regra.

Ao chegar ao final dessas observações, deixo para reflexão outro dos últimos “cantos” do poeta, que bem retrata sua visão crítica da sociedade brasileira e a imorredoura esperança no futuro que sempre pautou sua atuação:

TOQUE DE REUNIR

Vinde irmãos macumbeiros
Espíritas, Católicos, Ateus.
Vinde todos os brasileiros.
Para a grande reunião.
Para combater a fome
Que mata nossa nação

[...]

Vinde irmãos sambistas.
Da favela. da Mangueira.
Do Salgueiro. Estácio de Sá.
Para a grande reunião.
Combater o analfabetismo
Que mata a nossa nação.

Vinde poetas. pintores.
Engenheiros. escritores.
Negociantes e médicos.
Para a grande reunião.
Combater o fascismo
Que mata a nossa nação.
(TRINDADE, 1981, p. 73)

É este, pois, um dos traços mais significativos da poesia de Solano Trindade: a resistência embalada sempre na esperança. Em seus quatro livros – Poemas negros (1936); Poemas d´uma vida simples (1944); Seis tempos de poesia (1960); e Cantares ao meu povo (1961) – podemos vislumbrar a presença dessa chama, que se atualiza a cada leitura e que nos ensina: apesar de tudo, amanhã será outro dia.

Referências

FARIA, Álvaro Alves de. A poesia simples como a vida. In: TRINDADE, Solano. Cantares ao meu povo. 2.ed. São Paulo: Brasiliense, 1981.

MARTINS, Leda Maria. Solano Trindade. In: DUARTE, Eduardo de Assis (Org.). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014, vol. 1, Precursores.

SOUZA, Élio Ferreira de. Poesia negra: Solano Trindade e Langston Hughes. Curitiba: Appris Editora, 2017.

TRINDADE, Solano. Cantares ao meu povo. 2.ed. São Paulo: Brasiliense, 1981.

_____. O poeta do povo. São Paulo: Cantos e Prantos Editora, 1999.

_____. Canto negro. Apresentação de Zenir Campos Reis. São Paulo: Nova Alexandria, 2006.


[1] Uma versão reduzida deste artigo está publicada no Suplemento Pernambuco, n. 154, dez. 2018.

* Eduardo de Assis Duarte é professor da Faculdade de Letras da UFMG. Autor de Literatura, política, identidades (2005) e de Jorge Amado: romance em tempo de utopia, (1996). Organizou, entre outros, Machado de Assis afrodescendente: escritos de caramujo. (2007), a coleção Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica (2011, 4 vol.) e os volumes didáticos Literatura afro-brasileira, 100 autores do século XVIII ao XXI e Literatura afro-brasileira, abordagens na sala de aula (2014). Coordena o literafro – Portal da Literatura Afro-brasileira, disponível no endereço www.letras.ufmg.br/literafro.