Mostra de Filmes (semana anterior)
Assim como nos simpósios passados, foi planejada uma Mostra de Filmes. Seguindo o tema da Cidadania e Estrangeiros, ela será realizada na semana anterior ao Simpósio, de 2 a 4 de outubro. A Mostra será organizada em parceria com os projetos de extensão CiNEAM (projeto na área de recepção dos Estudos da Antiguidade no cinema desenvolvido pela Filosofia/FAFICH e NEAM/FALE-UFMG, em curso desde 2012, e que desde 2/2023 tem sido desenvolvido em parceria com o projeto da FAJE/BH, Filmes para Pensar e ser Mais) e o Projeto Mitologia, história e cinema — uma proposta de extensão unindo ensino e pesquisa na capacitação de professores da educação básica, da filosofia/UFMG.
A Mostra de Filmes Cidadania e Estrangeiros é aberta à comunidade e gratuita, que visa propiciar, além do prazer de (re)ver grandes filmes da sétima arte, uma oportunidade de discutir alguns aspectos do tema do simpósio, por meio da abordagem feita no cinema. Após uma breve introdução ao filme e exibição do mesmo, haverá um um debate, dirigido por membros dos projetos de extensão acima citados (alunos/as de graduação e de pós-graduação da UFMG).
Estamos cada vez mais habituados a assistir a filmes por meio de pequenas telas, sem a necessidade de nos deslocarmos para salas de cinema (que ainda sobrevivem, mas poucas) e dividindo o espaço ao lado de outras pessoas, sem debater, no espírito do velho cineclubistas, os filmes após sua exibição. A Mostra é concebida, também, para que possamos ter a “Experiência do Cinema” (para lembrar a expressão que é título de uma das obras de um dos nossos maiores teóricos da sétima arte, o Professor Ismail Xavier), compartilhada entre os membros do público, por meio de debates e exposições. Algumas questões teóricas e pedagógicas ligadas à área ao uso de filmes (principalmente em história antiga e filosofia) devem, ser parte da atividades – sobre o tema, veja o artigo “Mitologia, História e Cinema: um projeto de extensão sobre recepção do mundo greco-romano em curso”, de autoria de Igor Barbosa Cardoso e Maria Cecília de Miranda Nogueira Coelho, publicado em Perspectivas e Diálogos: Revista de História Social e Práticas de Ensino (v. 2, n. 6, 2020). Este texto pode ser de interesse para os que buscam discutir os filmes não apenas em sua autonomia como obra estética, mas, também, como instrumento pedagógico.
A Mostra será realizada no Auditório Baesse e os participantes terão direito a certificado como atividade de extensão, com carga horária proporcional ao número de horas a que assistirem aos filmes, variando de 3 a 15 horas/atividade. Não é necessária a inscrição prévia, bastando assinar a lista de presença a cada sessão.
Boas sessões!!!
Maria Cecilia de M.N. Coelho e Clinton Santos, coordenadores da Mostra.
Programação
2 de outubro (quarta-feira)
11h30 – Era o Hotel Cambridge (Eliane Caffé, 2016, 1h29)
Apresentação: Daniel Felipe Couto Vieira Silva (Doutorando/PPGFIL-UFMG)
17h30 – Crianças Invisíveis (All the Invisible Children, Mehdi Charef, Emir Kusturica, Spike Lee, Kátia Lund, Jordan Scott, Ridley Scott, Stefano Veneruso, John Woo, 2005, 2h40)
Apresentação: Najla Gaia (Mestranda/PPGFIL-UFMG, Coordenadora da Extensão na FAJE)
3 de outubro (quinta-feira)
11h30 – Casablanca (Michael Curtiz, 1942, 1h42)
Apresentação: Maria Cecilia de M. N Coelho (FIL-UFMG)
17h30 – Terra Estrangeira (Walter Salles e Daniela Thomas, 1996, 1h50)
Apresentação: Clinton Santos (Graduando/FIL-UFMG)
11h30 – Casablanca (Michael Curtiz, 1942, 1h42)
Apresentação: Maria Cecilia de M. N Coelho (FIL-UFMG)
17h30 – Terra Estrangeira (Walter Salles e Daniela Thomas, 1996, 1h50)
Apresentação: Clinton Santos (Graduando/FIL-UFMG)
4 de outubro (sexta-feira)
11h30 – Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli, Luchino Visconti, 1960, 2h59)
Apresentação: Caio Assunção (Graduando/FIL-UFMG)
17h30 –Viagem a Citera (Taxidi sta Kythira, Theo Angelopoulos, 1984, 1h25)
Apresentação: Myrto Aloumpi (Filosofia/UFMG-CAPES/PRINT)
Sinopses*

Era o Hotel Cambridge (Eliane Caffé, 2016, 1h29)
Uma criação coletiva entre o MSTC (Movimento Sem Teto do Centro), o GRIST (Grupo Refugiados e Imigrantes Sem Teto) e a Escola da Cidade, o filme narra a trajetória de um grupo de refugiados que divide com os sem-teto uma ocupação no centro de São Paulo. Na tensão diária pela ameaça de despejo, revelam-se pequenos dramas, alegrias e diferentes visões de mundo dos ocupantes.

Crianças Invisíveis (All the Invisible Children, Mehdi Charef, Emir Kusturica, Spike Lee, Kátia Lund, Jordan Scott, Ridley Scott, Stefano Veneruso, John Woo, 2005, 2h40)
Os produtores italianos Chiara Tilesi e Stefano Veneruso, associados à atriz Maria Grazia Cucinotta, convidaram oito cineastas : Kátia Lund, Emir Kusturica, Spike Lee, John Woo, Jordan Scott, Ridley Scott, Mehdi Charef e Stefano Veneruso : para criar histórias sobre crianças em situações de risco, refletindo sobre as dificuldades da condição infantil nas mais diversas regiões do mundo. O resultado está em sete curtas, ambientados no Brasil, Itália, Inglaterra, Sérvia, Burkina, China e EUA.

Casablanca (Michael Curtiz, 1942, 1h42m)
Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos fugitivos tentavam escapar dos nazistas por uma rota que passava pela cidade de Casablanca. O exilado americano Rick Blaine (Humphrey Bogart) encontrou refúgio na cidade, dirigindo uma das principais casas noturnas da região. Clandestinamente, tentando despistar o Capitão Renault (Claude Rains), ele ajuda refugiados, possibilitando que eles fujam para os Estados Unidos. Quando um casal pede sua ajuda para deixar o país, ele reencontra uma grande paixão do passado, a bela Ilsa (Ingrid Bergman).

Terra Estrangeira (Walter Salles e Daniela Thomas, 1996, 1h50)
Anos 90. Sem perspectiva de vida num Brasil tomado pelo caos em plena era Collor, Paco (Fernando Alves Pinto) decide viajar para Portugal após a morte da mãe, levando uma misteriosa encomenda. Em Lisboa, ele conhece Alex (Fernanda Torres), brasileira namorada de Miguel (Alexandre Borges), todos envolvidos num esquema de contrabando, que vai tornar suas vidas em um pesadelo.
Anos 90. Sem perspectiva de vida num Brasil tomado pelo caos em plena era Collor, Paco (Fernando Alves Pinto) decide viajar para Portugal após a morte da mãe, levando uma misteriosa encomenda. Em Lisboa, ele conhece Alex (Fernanda Torres), brasileira namorada de Miguel (Alexandre Borges), todos envolvidos num esquema de contrabando, que vai tornar suas vidas em um pesadelo.

Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli, Luchino Visconti, 1960, 2h59)
A viúva Rosaria (Katina Paxinou) se muda de Milão para Lucania com seus quatro filhos. Vincenzo (Spiros Focás), o quinto filho, já vivia em Milão. A família enfrenta vários problemas de início, mas seus integrantes sempre buscam algo com o que se ocupar. Simone (Renato Salvatori) é boxeador, Rocco (Alain Delon) trabalha como faxineiro e Ciro (Max Cartier) apenas estuda. É quando surge Nadia (Annie Girardot), uma prostituta que tem um caso com Simone e também com Rocco, quando ele deixa o serviço militar. A disputa pela mesma mulher faz com que os irmãos entrem em conflito.
A viúva Rosaria (Katina Paxinou) se muda de Milão para Lucania com seus quatro filhos. Vincenzo (Spiros Focás), o quinto filho, já vivia em Milão. A família enfrenta vários problemas de início, mas seus integrantes sempre buscam algo com o que se ocupar. Simone (Renato Salvatori) é boxeador, Rocco (Alain Delon) trabalha como faxineiro e Ciro (Max Cartier) apenas estuda. É quando surge Nadia (Annie Girardot), uma prostituta que tem um caso com Simone e também com Rocco, quando ele deixa o serviço militar. A disputa pela mesma mulher faz com que os irmãos entrem em conflito.

Viagem a Citera (Taxidi sta Kythira, Theo Angelopoulos, 1984, 1h25 min.)
Theo Angelopoulos sempre reflete em seus filmes a busca humana e as viagens decorrentes dessa procura, como acontece com os dois irmãos de "Paisagem na Neblina", que tentam encontrar o pai, ou com o personagem de "Um Olhar a Cada Dia", que sai a procura de um filme antigo. Em "Viagem a Citera", um diretor de cinema acompanha os passos de um refugiado político, um homem que o fascina. Uma viagem ao reino da imaginação, do amor e da morte.
Theo Angelopoulos sempre reflete em seus filmes a busca humana e as viagens decorrentes dessa procura, como acontece com os dois irmãos de "Paisagem na Neblina", que tentam encontrar o pai, ou com o personagem de "Um Olhar a Cada Dia", que sai a procura de um filme antigo. Em "Viagem a Citera", um diretor de cinema acompanha os passos de um refugiado político, um homem que o fascina. Uma viagem ao reino da imaginação, do amor e da morte.
*As sinopses oficiais e/ou divulgadas por sites na área de cinema (ainda que, algumas vezes, não indiquem aspectos importantes dos filmes).
