Colóquio Internacional Dramaturgias Insurgentes

O Colóquio Internacional Dramaturgias Insurgentes acontece nos dias 9, 10 e 11 de novembro deste ano na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com fóruns de debates, apresentações teatrais e mesas. O evento começa com palestra do dramaturgo e diretor chileno Ramón Griffero, hoje um dos mais reconhecidos profissionais de teatro da América Latina, referência quando o assunto é a resistência cultural e política à ditadura de Pinochet.

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As inscrições foram prorrogadas até 15/09/2017

O Colóquio Dramaturgias Insurgentes, organizado pelo NELAP – Núcleo de Estudos em Letras e Artes Performáticas, tem por objetivo discutir, por meio de conferências, mesas-redondas, fóruns de discussão e espetáculos, dramaturgias insurgentes no cenário contemporâneo latino-americano. O que compreendemos como “dramaturgia”, conceito que permeia o colóquio, não se refere apenas ao texto dramatúrgico estrito, mas próximo àquilo que Bernard Dort pensa: “é tudo o que se passa no texto e tudo o que se passa do texto no palco”. Nesse sentido, tomando como ponto de partida objetos artísticos cuja dramaturgia pode se propor tanto na concepção textual quanto na espetacular, o colóquio agrega professores e artistas que reflitam sobre as atuais insurgências: estética, social, política.

“Dramaturgias insurgentes” são tomadas aqui como um movimento teatral amplo, muito evidente na contemporaneidade, que procura abarcar as propostas cênicas e dramatúrgicas que surgem em resposta a um conjunto de ações conservadoras. Compreende-se “insurgente” como “aquilo que se rebela contra algo”, na definição dicionarizada. O termo é largamente utilizado pelo dramaturgo Tiago Viudes Barboza em suas práticas artísticas, em que dá voz aos sujeitos socialmente silenciados. Já a professora e pesquisadora Leda Martins usa o termo “insurgências” como uma resposta ao regime ditatorial civil-militar instaurado no Brasil em 1964, pensando a partir disso as artes em geral: dramaturgias, cinema, artes plásticas, festivais de MPB etc. Por fim, o professor e pesquisador Marcos Alexandre se refere às insurgências do teatro negro, refletindo sobre a violência como marca simbólica em textos dramáticos/espetacularidades do teatro negro brasileiro, dentre tantos outros exemplos de referência às insurgências nas artes. No caso específico do colóquio, pensamos em promover um conjunto de reflexões sobre práticas, espetáculos e dramaturgias que têm surgido na atualidade como forma de dar visibilidade às diversas lutas sociais, pautas dos fóruns de discussão.

Assim, propomos colocar em discussão textos e espetáculos do contemporâneo que tragam à tona aspectos (sociais, políticos, estéticos) insurgentes, dando voz às demandas plurais de uma sociedade que se complexifica com novos modos de agir, com a conscientização de lutas de minorias e a expansão das tecnologias e os limites alargados de comunicação.

A noção de “dramaturgia” que nos propomos discutir é tributária das principais transformações da cena no contemporâneo, cujo conceito ultrapassa as fronteiras do texto propriamente dito e se expande para as múltiplas linguagens emancipadas da cena. É desse modo que colocamos a dramaturgia como eixo central das discussões, pautando o olhar para aspectos vários do modo de fazer teatro, concebendo a cena conforme a elaboração de sentidos por meio de seus elementos.

 

 


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