Colóquio Internacional Dramaturgias e Pulsões Anárquicas

O Colóquio Internacional Dramaturgias e Pulsões Anárquicas, organizado pelo NELAP – Núcleo de Estudos em Letras e Artes Performáticas, tem por objetivo discutir, por meio de conferências, mesas-redondas, fóruns de discussão e espetáculos, dramaturgias do cenário contemporâneo latino-americano. O evento acontece nos dias 9, 10 e 11 de novembro deste ano na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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[...] Mas afinal o que é um Capuleto? Não é mão, nem pé, nem braço, nem outra parte do corpo. A flor que chamamos de rosa se outro nome tivesse inda teria o mesmo perfume; assim é você Romeu, se outro nome que não Montecchio tivesses, ainda assim teria a mesma perfeição que tu tens agora.
- Chama-me somente de amor – diz Romeu – e serei novamente batizado e jamais serei Romeu outra vez.

O Colóquio Internacional Dramaturgias e Pulsões Anárquicas, organizado pelo NELAP – Núcleo de Estudos em Letras e Artes Performáticas, tem por objetivo discutir, por meio de conferências, mesas-redondas, fóruns de discussão e espetáculos, dramaturgias do cenário contemporâneo latino-americano. 

O que compreendemos como “dramaturgia”, conceito que permeia o colóquio, não se refere apenas ao texto dramatúrgico estrito, mas próximo àquilo que Bernard Dort pensa: “é tudo o que se passa no texto e tudo o que se passa do texto no palco”. Nesse sentido, tomando como ponto de partida objetos artísticos cuja dramaturgia pode se propor tanto na concepção textual quanto na espetacular, o colóquio agrega professores e artistas que reflitam sobre as atuais pulsões anárquicas: estéticas, sociais, políticas.

O título “Dramaturgias e pulsões anárquicas”, além de ligado às inúmeras respostas cênicas e dramatúrgicas contemporâneas, como algo que se rebela diante de um poder autoritário (micro ou macro), é também uma homenagem ao livro Teatro e pulsão anárquica, de Sara Rojo, de 2011.

Assim, propomos colocar em discussão textos e espetáculos do contemporâneo que tragam à tona aspectos (sociais, políticos, estéticos) pulsáteis, dando voz às demandas plurais de uma sociedade que se complexifica com novos modos de agir, com a conscientização de lutas de minorias e a expansão das tecnologias e os limites alargados de comunicação.

A noção de “dramaturgia” que nos propomos discutir é tributária das principais transformações da cena no contemporâneo, cujo conceito ultrapassa as fronteiras do texto propriamente dito e se expande para as múltiplas linguagens emancipadas da cena. É desse modo que colocamos a dramaturgia como eixo central das discussões, pautando o olhar para aspectos vários do modo de fazer teatro, concebendo a cena conforme a elaboração de sentidos por meio de seus elementos.

 

 

 

 

 

 


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