Clique no símbolo
para mostrar e no símbolo
para ocultar
os detalhes de cada defesa
Defesas de dissertação
1. Clarice Lage Gualberto (14/2/2012)
Área de Concentração: (2) Lingüística do Texto e do Discurso
Linha de Pesquisa: (2B) Análise do Discurso
Orientador: Prof. Dr. Antônio Augusto Moreira de Faria
Defesa de dissertação intitulada: Linguagem, Trabalho e Educação: estudo exploratório de livros didáticos para E.J.A..
Data e local: 14/2/2012, às 14:00, auditório 2001
Banca examinadora:
Titulares:
Prof. Dr. Antônio Augusto Moreira de Faria - PosLin/UFMG (orientador)
Prof. Dr. Marcelo Chiaretto - COLTEC/UFMG
Profa. Dra. Adriane Teresinha Sartori - FALE/UFMG
Suplentes:
Prof. Dr. Rosalvo Gonçalves Pinto - FALE/UFMG
2. Marceli de Aquino Mateus (15/2/2012)
Área de Concentração: (3) Lingüística Aplicada
Linha de Pesquisa: (3A) Ensino/Aprendizagem de Línguas Estrangeiras
Orientadora: Profa. Dra. Ulrike Agathe Schröder
Defesa de dissertação intitulada: A função dinâmica das partículas modais alemãs doch e ja no ensino de línguas.
Data e local: 15/2/2012, às 14:00, auditório 2001
Resumo:
RESUMO
Esta pesquisa aborda as funções comunicativas das partículas modais doch e ja no idioma alemão coloquial. As partículas modais doch e ja, como muitas outras, não são totalmente decifradas e compreendidas por estudantes estrangeiros, quando traduzidas com apenas algumas definições, que muitas vezes não cobrem a complexidade e a capacidade de mudar completamente a intenção do falante e o significado no diálogo. A presente pesquisa investiga traduções das partículas acima mencionadas para português do Brasil, mas também estuda a importância das partículas modais para o ensino da língua alemã. Para esse efeito, quatro filmes contemporâneos alemães foram analisados. As ocorrências das partículas nesses filmes foram submetidas à interpretação e tradução de professores brasileiros de alemão e alemães que vivem no Brasil. Esse procedimento fornece um novo ponto de vista aos estudos das partículas modais no Brasil. As traduções adequadas se mostraram fortemente dependentes do contexto. Com relação ao ensino de língua estrangeira, mostrou-se que as partículas modais devem ser constantemente praticadas em situações reais de comunicação, a fim de tornar o aprendizado ao mesmo tempo dinâmico e eficaz.
Palavras-chave: Partículas Modais Alemãs; Ensino de Língua Estrangeira; Filmes.
Banca examinadora:
Titulares:
Profa. Dra. Ulrike Agathe Schröder - UFMG (orientadora)
Prof. Dr. José Luís Félix - UNESP
Prof. Dr. Tommaso Raso - UFMG
Suplentes:
Prof. Dr. Fábio Luís Chiqueto Barbosa - UNESP
3. Deuzina Elaine Melo Casteluber (16/2/2012)
Área de Concentração: (2) Lingüística do Texto e do Discurso
Linha de Pesquisa: (2A) Textualidade e Textualização em Língua Portuguesa
Orientadora: Profa. Dra. Delaine Cafiero Bicalho
Defesa de dissertação intitulada: LEITURA DE TEXTOS ARGUMENTATIVOS OPINATIVOS: a contribuição de uma coleção didática para a formação de um leitor crítico.
Data e local: 16/2/2012, às 14:00, miniauditório 2002
Resumo:
RESUMO
Este trabalho investiga a presença de textos de tipologia argumentativa em livros didáticos do ensino médio, usados por alunos da rede pública estadual de Minas Gerais, especificamente no eixo Produção de texto dos gêneros argumentativos opinativos, a fim de verificar como é trabalhada a compreensão textual nesses materiais. Para isso, analisamos duas versões aprovadas pelo PNLD 2009 e 2012 da coleção Português Linguagens, de Willian Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães, buscando investigar, em seus volumes, os progressos efetivados no trabalho com os textos na versão mais recente. Assim sendo, o objetivo geral desta pesquisa é investigar a contribuição de questões de interpretação e compreensão propostas em atividades de livros didáticos na construção da criticidade do aluno concluinte do ensino médio. Portanto, buscamos investigar qual a contribuição que uma coleção didática pode dar à formação de leitores críticos no ensino médio? E, nesse sentido, até que ponto os textos que essa coleção seleciona participam da construção desse sujeito leitor? Qual o papel das atividades de leitura propostas pela coleção no processo de formação do sujeito crítico concluinte do ensino médio? Para essa análise, usamos os parâmetros utilizados por Antunes (2010) na análise de textos e os seus fundamentos e práticas na análise das atividades de compreensão dos gêneros selecionados pelo corpus desta pesquisa. Na análise verificamos que o ensino, em ambas versões, é estruturado por meio de gêneros textuais apresentados em diferentes esferas e que a leitura norteia todos os três eixos de ensino: Literatura, Produção de texto e Língua: reflexão e uso.Quanto ao uso desses gêneros o que se pode observar é que há ainda uma preocupação em apresentá-lo como algo formatado, padrão a ser usado e não como evento social, como algo real que pode ser usado para atender suas necessidades de leitor. Quanto às atividades são, ainda que de localização em sua maioria, bem elaboradas, contextualizadas, possibilitando ao leitor, compreensão do texto e uma leitura mais crítica em relação a este. Este trabalho organiza-se em seis capítulos. O primeiro, a introdução, em que apresenta a questão- problema e sua procedência. O segundo descreve a fundamentação teórica essencial aos aportes desta pesquisa. O terceiro apresenta a metodologia que norteia o trabalho. Os dados obtidos e os resultados da investigação realizada constituem o quarto e quinto capítulos. Finalmente, as considerações finais. Esperamos que este trabalho seja um instrumento de reflexão para outros trabalhos
Palavras-chave: Leitura crítica. Gêneros argumentativos. Livro didático. Interação.
Banca examinadora:
Titulares:
Profa. Dra. Delaine Cafiero Bicalho - PosLin/FALE (orientadora)
Profa. Dra. Adriane Teresinha Sartori - FALE/UFMG
Profa. Dra. Regina Lúcia Péret Dell'Isola - PosLin/FALE
Suplentes:
Profa. Dra. Ceris Salete Ribas da Silva - FAE/UFMG
4. Ruy Maurício Azevedo Morato (16/2/2012)
Área de Concentração: (3) Lingüística Aplicada
Linha de Pesquisa: (3D) Ensino do Português
Orientador: Prof. Dr. Aderlande Pereira Ferraz
Defesa de dissertação intitulada: Neologismos e desenvolvimento da competência lexical, a partir de Querô: uma reportagem maldita.
Data e local: 16/2/2012, às 14:00, sala 4011
Resumo:
Conhecer realmente uma palavra vai muito além de ser capaz de depreender seu significado. Utilizá-la corretamente requer uma competência que exige um profundo conhecimento sobre os itens lexicais por parte do falante de uma língua. Sabidamente, cabe aos professores de língua materna conseguir transmitir a seus alunos, não só o conhecimento sobre as palavras frequentemente utilizadas, mas, também, capacitá-los a se tornarem autônomos e autossuficientes, buscando desenvolver sua competência lexical, para serem capazes de trabalhar com, além de unidades já conhecidas, novas unidades léxicas - os neologismos.
Partimos da hipótese de que a obra em estudo, Querô - Uma reportagem maldita, apresentava um vocabulário especial, possivelmente de uso específico de certos grupos sociais, e que nele encontraríamos variados tipos de neologismos lexicais. Posteriormente, após a extração desses itens lexicais neológicos, vinculamo-los, bem como seu estudo, ao desenvolvimento da competência lexical, visando instrumentalizar os professores para que busquem tornar os alunos mais conscientes e, consequentemente, agentes ativos de seu processo de aprendizagem.
Investigar o aparecimento e a ocorrência de neologismos, seus processos de formação e sua utilização pelos falantes é de fundamental importância para se compreender melhor o processo de competência lexical. Dessa forma, o que pretendemos com este trabalho, além de identificar as unidades lexicais neológicas no romance supracitado, foi trabalha-las de forma a adequá-las ao desenvolvimento da competência lexical.
Os dois primeiros capítulos desta dissertação tratam de seus aspectos gerais, da justificativa para seu desenvolvimento e dos objetivos a serem alcançados. O capítulo seguinte discute os pressupostos teóricos utilizados em sua elaboração. O quarto capítulo, além de discutir os processos formadores de palavras pertinentes aos neologismos encontrados, apresenta-os, discutindo características de sua criação. O capítulo de número cinco faz uma discussão dos resultados encontrados a partir dos pressupostos teóricos apresentados.
A partir da análise dos neologismos encontrados, procuramos estabelecer fundamentos que auxiliam o ensino do léxico de língua materna. Dessa forma, verificamos como esses novos itens lexicais são peça importante nessa árdua tarefa de um ensino eficaz do léxico, ensino este que passa, certamente, pelo desenvolvimento da competência lexical dos falantes.
Palavras-chave: lexicologia; neologismo; competência lexical; ensino de português.
Banca examinadora:
Titulares:
Prof. Dr. Aderlande Pereira Ferraz - UFMG (orientador)
Profa. Dra. Ieda Maria Alves - USP
Profa. Dra. Maria Cândida Trindade Costa Seabra - UFMG
Suplentes:
Profa. Dra. Evelyne Jeanne Andrée Angèle Madeleine Dogliani - UFMG
5. Bruno Neves Rati de Melo Rocha (16/2/2012)
Área de Concentração: (1) Lingüística Teórica e Descritiva
Linha de Pesquisa: (1E) Estudos Linguísticos baseados em Corpora
Orientador: Prof. Dr. Tommaso Raso
Defesa de dissertação intitulada: Características prosódicas do tópico em PE e o uso do pronome lembrete.
Data e local: 16/2/2012, às 14:00, auditório 2001
Resumo:
Esse trabalho consiste em uma análise baseada emcorporade dois aspectos da unidade informacional de Tópico: a identificação das formas entonacionais de Tópico em PE e a relação, em PB, entre a unidade informacional de Tópico e o uso do pronome lembrete. A pesquisa foi conduzida à luz da Teoria da Língua em Ato, segundo a qual o enunciado é definido como a menor unidade passível de interpretação pragmática, ou seja, um ato de fala. As fronteiras entre os enunciados e as suas unidades internas são delimitadas pela entonação. Uma das possíveis unidades internas é a unidade informacional de Tópico, a qual estabelece o âmbito de aplicação da força ilocucionária enunciado. A ilocução é realizada em uma unidade chamada de Comentário, a qual existe em todos os enunciados. Pesquisas mostram que o Tópico pode ser realizado segundo quatro formas entonacionais. Essa investigação foi conduzida em umsubcorpusde PB com 20 textos do C-ORAL-BRASIL de aproximadamente 1.500 palavras cada e em umsubcorpusde PE com 5 textos do C-ORAL-ROM com as mesmas dimensões. Para as análises prosódicas, foram usados os programas WinPitchePraat, os quais permitem identificar e manipular parâmetros como movimentos de F0, duração e intensidade. Nosubcorpusde PE, foram identificadas 72 unidades informacionais de Tópico, distribuídas entre as 4 formas entonacionais já descritas, mas apresentando novas variantes às mesmas. A forma entonacional mais frequente em PE parece ser a de tipo 4, encontrada também em PB e inexistente em Italiano. A forma de tipo 3, frequente em Italiano e usada no PB, é rara em PE. Esses dados, os quais devem ser verificados emcorporamaiores, parecem significativos para compreender as tendências de uso das formas entonacionais em PB. Com relação ao pronome lembrete, o exame dosubcorpusde PB mostrou que esse tipo de retomada pronominal ocorre exclusivamente na estrutura Tópico-Comentário, retomando no Comentário um SN do Tópico. Assim, a retomada por pronome lembrete está sujeita a restrições prosódicas e informacionais. A maior parte das ocorrências são relativas a retomada do sujeito da oração na unidade de Comentário, dando a entender que ela é usada para o preenchimento da função sintática de sujeito da unidade de Comentário. Verificou-se também que o uso do pronome lembrete não é uma estratégia majoritária no PB. Não foram encontrados pronome lembrete nosubcorpusde PE.
Banca examinadora:
Titulares:
Prof. Dr. Tommaso Raso - UFMG (orientador)
Profa. Dra. Sandra Madureira - PUC/SP
Profa. Dra. Heliana Ribeiro de Mello - UFMG
Suplentes:
Prof. Dr. Rui Rothe-Neves - UFMG
6. Luciana Moreno de Oliveira (23/2/2012)
Área de Concentração: (3) Lingüística Aplicada
Linha de Pesquisa: (3D) Ensino do Português
Orientadora: Profa. Dra. Delaine Cafiero Bicalho
Defesa de dissertação intitulada: A articulação e progressão dos gêneros textuais em atividades de produção de texto em Livros Didáticos de Língua Portuguesa dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Data e local: 23/2/2012, às 14:00, auditório 2001
Resumo:
Esta pesquisa verifica, por meio da análise de enunciados de atividades, até que ponto as tarefas de produção de textos de livros didáticos de Língua Portuguesa podem colaborar para o desenvolvimento da proficiência escrita do aluno; e até que ponto há articulação e progressão dessas propostas dentro de um mesmo volume ao longo das séries. Foram analisadas duas coleções didáticas para o 3º, 4º. e 5º anos do Ensino Fundamental avaliadas pelo Programa Nacional do Livro Didático 2010 (PNLD). Nas resenhas apresentadas no Guia que divulga as obras aprovadas por esse programa, a coleção Linhas e Entrelinhas é avaliada como tendo um trabalho que se destaca em relação à produção de textos e a coleção L.E.R. - Leitura, escrita e reflexão é apontada como tendo um trabalho que merece atenção. Nas análises deste trabalho verificam-se como as atividades de produção de textos escritos são organizadas visando à articulação e à progressão entre elas, seja em um mesmo volume seja ao longo das séries. Também se observam como os enunciados apresentam as condições de produção, as etapas de planejamento e revisão, bem como as orientações para construção da forma e do conteúdo do texto. Este trabalho entende que a "língua é um conjunto de práticas sociais e cognitivas historicamente situadas" (Marcuschi, 2008, p. 61) e o texto é tomado como lugar de interação em que essas práticas acontecem. Dessa forma, é importante que se pense nas condições de produção e nas etapas de planejamento como uma maneira de fazer com que o aluno insira seus textos em contextos reais de circulação. A articulação e a progressão entre as atividades de produção de texto são vistas, segundo Dolz e Schneuwly (2004), como um princípio norteador para o trabalho com a escrita. Nesse sentido, as atividades precisam ser retomadas em espiral e a cada etapa devem apresentar elementos que se complexifiquem. Como metodologia de trabalho, nesta pesquisa, foram levantados quais são os gêneros textuais explorados e como são as atividades propostas. Na primeira parte da análise, as atividades foram categorizadas de modo a evidenciar os gêneros que são retomados e os que não são retomados no mesmo volume e ao longo de cada coleção. Na segunda parte do trabalho, os enunciados das atividades de produção foram observados de modo a evidenciar como se dá o processo de retomada dos gêneros que aparecem mais de uma vez na coleção. A análise das duas coleções tomou como critério a proposta de agrupamentos de gêneros textuais proposto por Dolz e Schneuwly (2004). Para os autores uma maneira de tentar garantir a progressão no trabalho com a produção de textos seria agrupando os diferentes gêneros textuais a partir de capacidades comuns relacionadas aos tipos textuais: narrar, expor , relatar, argumentar e descrever ações. Ao se analisar as duas coleções sob essa ótica pode-se perceber que a coleção linhas e Entrelinhas apresenta um avanço em relação à outra coleção por apresentar gêneros que contemplam as cinco capacidades, apresentar as etapas de produção bem melhor delimitadas e contribuir para a construção do tema. Já a coleção L.E.R. - Leitura, escrita e reflexão tem um trabalho mais voltado para a produção de gêneros do narrar e não contempla gêneros do argumentar e descrever ações. As análises mostram que as tarefas nessa coleção assumem um caráter de 'redação escolar' e são frágeis em suas orientações. As análises desta pesquisa levam à percepção de que o trabalho de produção de textos nos livros didáticos, embora apresente propostas diferenciadas e em contextos variados, ainda precisa ser repensado em relação à organização das atividades visando à articulação e a progressão entre elas.
Palavras-chave: livro didático, produção de textos, gêneros textuais, escrita, articulação e progressão.
Banca examinadora:
Titulares:
Profa. Dra. Delaine Cafiero Bicalho - UFMG (orientadora)
Profa. Dra. Eloísa Helena Guimarães - FPL
Prof. Dr. Aderlande Pereira Ferraz - UFMG
Suplentes:
Profa. Dra. Adriane Teresinha Sartori - UFMG
7. Wasney de Almeida Ferreira (23/2/2012)
Área de Concentração: (1) Lingüística Teórica e Descritiva
Linha de Pesquisa: (1C) Estudos da Língua em Uso
Orientadora: Profa. Dra. Ulrike Agathe Schröder
Defesa de dissertação intitulada: Metáforas do Corpo Humano nas Ciências da Saúde: o mapeamento conceptual das estruturas, órgãos e vísceras.
Data e local: 23/2/2012, às 14:00, sala 4011
Resumo:
O objetivo desta pesquisa de mestrado foi identificar, em livro básico da área de saúde, 'Anatomia Humana Básica' (DANGELO & FATTINI, 2005), expressões metafóricas relativas à conceptualização do domínio alvo CORPO HUMANO, visando à inferência do sistema linguístico para o sistema conceptual corporificado. Além disso, o trabalho visou analisar as gêneses das metáforas encontradas, bem como os seus contextos sociais, econômicos, políticos e culturais de produção. O método utilizado foi o exame de corpus, que consiste em tomar um conjunto de enunciados escritos ou falados como dados para análise. Assim, foi possível realizar a inferência do sistema linguístico (isto é, do livro básico de saúde) para o sistema conceptual corporificado dos autores, bem como as análises históricas. As metáforas encontradas foram, em ordem de importância, CORPO HUMANO É OBJETO/CONTÊINER TRIDIMENSIONAL, CORPO HUMANO É MÁQUINA, CORPO HUMANO É INDÚSTRIA, CORPO HUMANO É TOPOGRAFIA, CORPO HUMANO É ROUPA e CORPO HUMANO É VEGETAL. Todas essas metáforas são construções da Modernidade Europeia e se consolidaram, efetivamente, após as Revoluções Burguesas e as Revoluções Industriais. Com esse trabalho, foi possível evidenciar que as teorias científicas não são descrições literais, objetivas e neutras, mas constituídas, em grande medida, de metáforas complexas
Banca examinadora:
Titulares:
Profa. Dra. Ulrike Agathe Schröder - UFMG (orientadora)
Prof. Dr. Pedro Perini Frizzera da Mota Santos - PUC/MG
Profa. Dra. Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva - UFMG
Suplentes:
Profa. Dra. Adriana Maria Tenuta de Azevedo - UFMG
8. Victor Hugo Barbosa Ramalho (23/2/2012)
Área de Concentração: (1) Lingüística Teórica e Descritiva
Linha de Pesquisa: (1A) Estudo da Variação e Mudança Lingüística
Orientador: Prof. Dr. César Nardelli Cambraia
Defesa de dissertação intitulada: Posposição de Demonstrativos em Português e em Espanhol: estudo histórico e comparado das estruturas articuladas e não-articuladas.
Data e local: 23/2/2012, às 14:00, sala 4063
Banca examinadora:
Titulares:
Prof. Dr. César Nardelli Cambraia - UFMG (orientador)
Prof. Dr. Manoel Mourivaldo Santiago Almeida - USP
Profa. Dra. Maria do Carmo Viegas - UFMG
Suplentes:
Profa. Dra. Sueli Maria Coelho - UFMG
9. Rosângela Maria da Cruz (27/2/2012)
Área de Concentração: (2) Lingüística do Texto e do Discurso
Linha de Pesquisa: (2A) Textualidade e Textualização em Língua Portuguesa
Orientadora: Profa. Dra. Delaine Cafiero Bicalho
Defesa de dissertação intitulada: Enunciados em Prova de Língua Portuguesa: um foco nas respostas e nas estratégias de leitura dos alunos.
Data e local: 27/2/2012, às 14:00, auditório 2001
Resumo:
Esta pesquisa verifica como os alunos de nono ano do Ensino Fundamental compreendem enunciados de provas de Língua Portuguesa, por meio da análise das respostas que eles produzem para as questões propostas. O corpus, desta pesquisa de cunho qualitativo, se constitui de enunciados de compreensão de texto de provas de Língua Portuguesa, bem como das respostas produzidas pelos alunos aos enunciados dessas provas e de entrevistas semiestruturadas com alunos e com a professora de uma turma. Buscamos entender quais habilidades são acionadas/empregadas, com base na análise dos enunciados de duas provas de Língua Portuguesa realizadas pelos alunos e das respostas produzidas nessas provas. Adotamos as concepções de leitura de Kleiman (2004), Koch e Elias (2008), que a consideram uma atividade de construção de sentidos, que pressupõe a interação autor-texto-leitor. Nessa atividade, além das pistas e sinalizações que o texto oferece, entram em jogo os conhecimentos prévios do leitor. A leitura envolve, portanto, uma postura ativa do leitor, que implica a ativação de suas estruturas cognitivas e de seus conhecimentos anteriores; depende também da situação discursiva em que o leitor se encontra no momento da leitura. Nessa perspectiva, os enunciados e as respostas à pergunta são tratados como textos. Enquanto textos (empiricamente configurados em determinadas composições), também serão vistos como gêneros, pois são modelos relativamente estáveis que se configuram dentro de determinada esfera social de uso da língua (BAKHTIN, 2003). Sendo assim, o gênero prova condiciona a uma esquematização textual que traz consigo uma série de consequências formais e funcionais. Os enunciados foram analisados de acordo com as categorias postuladas por Moretto (2005) sobre características de provas tradicionais e operatórias e também a partir da tipologia das perguntas, elaborada por Marcuschi (2003). Os resultados referentes à análise dos enunciados sinalizam que os enunciados mais problemáticos quanto à compreensão são os que têm formulação incompleta ou inadequada. Ao analisar os enunciados, foi possível observar que os alunos acertam mais quando são avaliadas as capacidades de: antecipação ou predição de conteúdos; antecipação de propriedades dos textos; comparação de informações; produção de inferências locais. Os alunos erram mais quando nos enunciados estão previstas as capacidades de: ativação de conhecimentos de mundo; produção de inferências globais; reflexão metalinguística. As respostas da prova e as entrevistas com a professora e com os alunos mostraram "outro lado da moeda": alunos que erraram porque possuem níveis de compreensão mínima, problemática e indevida.
PALAVRAS-CHAVE: compreensão, ensino, enunciados de provas.
Banca examinadora:
Titulares:
Profa. Dra. Delaine Cafiero Bicalho - UFMG (orientadora)
Prof. Dr. Clécio Bunzen Santos Júnior - UNIFESP
Profa. Dra. Regina Lúcia Péret Dell'Isola - UFMG
Suplentes:
Profa. Dra. Martha Lourenço Vieira - UFMG
10. Danielle do Amaral Pessoa (28/2/2012)
Área de Concentração: (2) Lingüística do Texto e do Discurso
Linha de Pesquisa: (2A) Textualidade e Textualização em Língua Portuguesa
Orientadora: Profa. Dra. Delaine Cafiero Bicalho
Defesa de dissertação intitulada: Articulação e progressão no ensino da leitura: uma proposta em coleção didática do ensino médio.
Data e local: 28/2/2012, às 09:00, auditório 2001
Banca examinadora:
Titulares:
Profa. Dra. Delaine Cafiero Bicalho - UFMG (orientadora)
Prof. Dr. Clécio dos Santos Bunzen Júnior - UNIFESP
Profa. Dra. Janice Helena Silva de Resende Chaves Marinho - UFMG
Suplentes:
Prof. Dr. Aderlande Pereira Ferraz - UFMG
11. Sara Alves Stradioto (2/3/2012)
Área de Concentração: (1) Lingüística Teórica e Descritiva
Linha de Pesquisa: (1A) Estudo da Variação e Mudança Lingüística
Orientador: Prof. Dr. César Nardelli Cambraia
Defesa de dissertação intitulada: DÊIXIS NA ROMÂNIA NOVA: o lugar dos demonstrativos no português de Belo Horizonte e no espanhol da Cidade do México.
Data e local: 2/3/2012, às 14:00, sala 4011
Banca examinadora:
Titulares:
Prof. Dr. César Nardelli Cambraia - UFMG (orientador)
Profa. Dra. Lilián Guerrero - UNAM
Evelyne Jeanne Andrée Angèle Madeleine Dogliani - UFMG
Suplentes:
Profa. Dra. Maria do Carmo Viegas - UFMG
12. Aline Luiza da Cunha (6/3/2012)
Área de Concentração: (3) Lingüística Aplicada
Linha de Pesquisa: (3D) Ensino do Português
Orientador: Prof. Dr. Aderlande Pereira Ferraz
Defesa de dissertação intitulada: Expressões Idiomáticas: da linguagem publicitária para a sala de aula.
Data e local: 6/3/2012, às 14:00, sala 3055 A
Resumo:
Esta pesquisa, essencialmente qualitativa, tem por objetivo principal apontar, através de uma análise das expressões idiomáticas encontradas na linguagem publicitária, como estas unidades complexas podem contribuir para o desenvolvimento da competência lexical, isto é, a ampliação lexical qualitativa do aluno da Educação Básica. Consideramos que as expressões idiomáticas são representantes legítimas do patrimônio lexical da língua portuguesa e que, portanto, não podem continuar a ser ignoradas no
ensino de português como língua materna. De modo a privilegiar a reflexão sobre a inclusão das expressões idiomáticas no ensino, tecemos considerações sobre a Fraseologia, área de estudo que se preocupa com as unidades fraseológicas, demonstrando que a interface entre expressões idiomáticas e ensino de língua materna ainda é pouco discutida. Além disso, discutimos o conceito de expressões idiomáticas, evidenciando, sobretudo, as características básicas para o reconhecimento dessas
unidades. Como nosso corpus de pesquisa é composto por expressões idiomáticas veiculadas em textos publicitários, apresentamos uma ampla discussão acerca do gênero textual em questão. Além disso, ressaltamos em nossa análise as variações que podem ocorrer com estas estruturas dentro do discurso publicitário. Por fim, no que tange ao ensino do léxico, apresentamos reflexões oriundas dos PCN (1998), que evidenciam a função do ensino de português, para mostrar que as expressões idiomáticas são
elementos indispensáveis para o desenvolvimento da competência lexical e, consequentemente, da competência comunicativa dos falantes.
Banca examinadora:
Titulares:
Prof. Dr. Aderlande Pereira Ferraz - UFMG (orientador)
Profa. Dra. Elizabete Aparecida Marques - UFMGS
Profa. Dra. Delaine Cafiero Bicalho - UFMG
Suplentes:
Profa. Dra. Maria Cândida Trindade Costa Seabra - UFMG
13. Fabiana Andrade Penido (14/3/2012)
Área de Concentração: (1) Lingüística Teórica e Descritiva
Linha de Pesquisa: (1B) Organização Sonora da Comunicação Humana
Orientador: Prof. Dr. Rui Rothe-Neves
Defesa de dissertação intitulada: A percepção das fricativas coronais não vozeadas por crianças e adultos falantes nativos do português brasileiro: em busca de evidências para uma mudança evolutiva nos esquemas perceptuais.
Data e local: 14/3/2012, às 14:00, auditório 2001
Resumo:
Objetivo: Verificar se as crianças atribuem os mesmos pesos às pistas altura da frequência do ruído fricativo e transição do segundo formante vocálico, ou transição do F2, que os adultos para a classificação do par mínimo /aaR/-/assaR/ e do contraste /u/-/su/. Metodologia: A amostra deste estudo foi composta por crianças de quatro anos de idade, crianças de sete anos e adultos. Em cada grupo de idade foram testados dez sujeitos. As crianças e os adultos foram recrutados em duas instituições de ensino de Belo Horizonte/MG. Para obter os dados do estudo, foram produzidos dois contínuos para /aaR/-/assaR/ e dois contínuos para /u/-/su/. As pistas acústicas manipuladas foram: altura da frequência do ruído fricativo e transição do F2. A pista que variou de forma idêntica nos dois contínuos foi altura da frequência do ruído fricativo, na qual foi modificada de uma frequência apropriada para [] (3360Hz) para uma frequência apropriada para [s] (6240Hz) em nove passos uniformes de 320Hz. A segunda pista foi transição do F2, que segue o ruído fricativo. As duas formas foram: contínuo com transição apropriada para acompanhar [] e contínuo com transição apropriada para acompanhar [s]. Foi realizada uma tarefa de classificação, em que os participantes ouviram os estímulos por meio de um fone de ouvido e tiveram que decidir qual categoria era mais coerente com o que foi apresentado dentre as possibilidades existentes (/aaR/-/assaR/ e /u/-/su/). Resultados: Os dados coletados foram analisados estatisticamente por meio do modelo de análise probito. Os resultados revelaram que para o par mínimo /aaR/-/assaR/, apesar de as crianças de quatro anos ponderarem de forma altamente significativa a pista altura da frequência do ruído fricativo, este grupo foi o que atribui maior peso à pista transição do F2 quando comparado com os demais grupos de idade. Já os adultos atribuíram maior peso à pista altura da frequência do ruído fricativo que as crianças de quatro anos e as de sete anos. Para o contraste /u/-/su/, o grupo de adultos foi a única faixa etária que apresentou apenas uma tendência à utilização da pista transição do F2 para a classificação deste contraste. Todos os grupos de idade testados ponderaram de forma altamente significativa a pista altura da frequência do ruído fricativo. Conclusões: Os resultados mostraram que as crianças de quatro anos atribuíram maior peso à pista transição do F2 que as crianças de sete anos e os adultos para a classificação do par mínimo /aaR/-/assaR/. No entanto, esta faixa etária ponderou mais fortemente a pista altura da frequência do ruído fricativo quando comparada à pista transição do F2. Para o contraste /u/-/su/, a única faixa etária que apresentou apenas uma tendência à utilização da pista transição do F2 foi o grupo de adultos. Assim, os resultados de classificação deste estudo foram sugestivos de que a pista altura da frequência do ruído fricativo é mais informativa que transição do F2 para a decisão do ponto de articulação dos sons fricativos no português brasileiro.
Banca examinadora:
Titulares:
Prof. Dr. Rui Rothe-Neves - UFMG (orientador)
Profa. Dra. Larissa Cristina Berti - UNESP
Prof. Dr. Seung Hwa Lee - UFMG
Suplentes:
Prof. Dr. Pablo Arantes - UFMG
Defesas de tese
14. Pâmella Alves Pereira (24/2/2012)
Área de Concentração: (1) Lingüística Teórica e Descritiva
Linha de Pesquisa: (1A) Estudo da Variação e Mudança Lingüística
Orientadora: Profa. Dra. Maria do Carmo Viegas
Defesa de tese intitulada: NÃO em formações nominais no português: morfologização versus gramaticalização.
Data e local: 24/2/2012, às 14:00, auditório 1007
Resumo:
Esta tese analisa o NÃO anteposto a nomes no português. NÃO seria um prefixo? Ou parte de um composto? Para respondermos essas perguntas, consideramos os pressupostos da Morfologia e Fonologia Lexical (KIPARSKY, 1982) e postulamos, inicialmente, outra questão: as formações com NÃO (não + nome) estariam localizadas no nível morfológico ou no nível pós-lexical (componente sintático)? Silva e Mioto (2009) propõem que as formações não + nome seriam sintaticamente transparentes, isto é, aceitariam a concordância negativa e, por isso, o NÃO não poderia ser um prefixo nem membro de um composto, pois essas formações atuariam no nível pós-lexical. Fizemos uma coleta no Corpus do Português, de Davies e Ferreira (2006-) e constituímos um corpus com dados do século XIV ao XX. Constatamos que as formações com NÃO mostraram-se mais produtivas no século XX, e os casos de não + substantivo foram os que tiveram aumento mais significativo nesse século. Realizamos testes envolvendo as formações com NÃO e a concordância negativa que nos mostraram serem mais transparentes as estruturas com particípio, e mais opacas algumas formações com substantivo. Fizemos, então, uma coleta na base de dados Google de estruturas não + substantivo deverbal e observamos que o tipo de nominalização interfere no uso da concordância negativa. Assim, detectamos dois tipos de estrutura: uma mais opaca, localizada no nível morfológico, em que o NÃO constituiria um prefixo composicional (SCHWINDT, 2000), e outra mais transparente que estaria no nível pós-lexical. Entendemos que as formações mais opacas podem ser consideradas um processo de morfologização que não implica necessariamente em gramaticalização. Analisamos, ainda, a expressão NÃO OBSTANTE separadamente, considerando a hipótese de que tal construção teria passado por um processo de gramaticalização no português, conforme Hopper e Traugott (1993). Na análise do NÃO OBSTANTE em diferentes épocas da língua, encontramos evidências das etapas da gramaticalização da construção, constituída, inicialmente, por um elemento de negação mais o particípio presente do verbo OBSTAR e, depois, reanalisada como locução conjuntiva concessiva, selecionando exclusivamente verbos no subjuntivo. Utilizamos os pressupostos teóricos da Teoria da Variação e Mudança (LABOV, 1972) para a análise da competição entre o NÃO OBSTANTE em função mais gramatical e o item EMBORA desempenhando essa mesma função. Foi possível observar que a variação entre tais estruturas interferiu no processo de gramaticalização do NÃO OBSTANTE. Concluímos, considerando várias épocas, que existem dois processos atuando nas formações não + nome no português: morfologização e gramaticalização.
Palavras-chave: não + nome; morfologização; NÃO OBSTANTE; gramaticalização
Banca examinadora:
Titulares:
Profa. Dra. Maria do Carmo Viegas - UFMG (orientadora)
Profa. Dra. Mônica Guieiro Ramalho de Alkmim - UFOP
Prof. Dr. José da Silva Simões - USP
Prof. Dr. Lorenzo Teixeira Vitral - UFMG
Prof. Dr. César Nardelli Cambraia - UFMG
Suplentes:
Prof. Dr. Marco Antônio de Oliveira - PUC/MG
Prof. Dr. Sueli Maria Coelho - UFMG
15. Aline Alves Fonseca (27/2/2012)
Área de Concentração: (1) Lingüística Teórica e Descritiva
Linha de Pesquisa: (1B) Organização Sonora da Comunicação Humana
Orientador: Prof. Dr. José Olímpio de Magalhães
Defesa de tese intitulada: A Prosódia no PARSING: evidências experimentais do acesso à informação prosódica no INPUT linguístico.
Data e local: 27/2/2012, às 14:00, auditório 1007
Resumo:
O presente estudo visa demonstrar, por meio de evidências experimentais, que o português em suas variantes brasileira e europeia, acessa aspectos prosódicos no input do processamento mental de frases. Analisamos, através de testes de produção, a realização prosódica, em Português Europeu e Brasileiro, de frases com ambiguidades estruturais temporárias, conhecidas na psicolinguística como sentenças Garden-Path. Tais estruturas possuem um SN em posição ambígua que pode ser erroneamente interpretado como objeto direto do verbo antecedente, mas que é, na verdade, sujeito do verbo seguinte, como em: a) Enquanto Gil caçou os coelhos correram pelo bosque com medo e b) Maria cumprimentou o João e o Paulo arregalou os olhos de espanto.
No teste de produção, vimos que os falantes marcam uma fronteira de sintagma entoacional (I) para sinalizar a aposição que querem dar ao SN envolvido na ambiguidade do tipo Early/Late Closure.
Conduzimos, então, testes de percepção, com duas técnicas experimentais chamadas Click Detection e Self-paced Listening, com o intuito de verificarmos se a marcação prosódica empregada na leitura é percebida pelos ouvintes e pode influenciar na compreensão e atribuição sintática das sentenças.
Com os resultados dos testes de percepção vimos que os ouvintes são capazes de identificar particularidades prosódicas e que utilizam o material entoacional na interpretação de sentenças, o que nos dá margem para apoiar a Hipótese do Falante Racional (The Rational Speaker Hyphotesis) proposta por Carlson et al (2001) que prediz: os ouvintes usam a informação prosódica na interpretação dos constituintes de um enunciado e são capazes, inclusive, de perceber quando uma determinada fronteira possui múltiplas funções, pois os ouvintes interpretam que o falante não faz marcações prosódicas sem razão.
Os resultados corroboram, ainda, a proposição de que o parser acessa as pistas prosódicas, quando disponíveis, para construir a estrutura sintática, assim como é capaz de acessar pistas de outras naturezas, como pistas lexicais e pragmáticas. Os nossos resultados sobre a ativação do componente prosódico no parser estão relacionados tanto com os achados de Kjelgaard & Speer (1999) e com o Phon-Concurrent Model proposto por Blodgett (2004b). No entanto, quando mais de uma pista de naturezas distintas estão competindo e são conflitivas não pudemos determinar em que ordem essas pistas são acessadas ou qual é o peso que cada uma confere às estruturas competidoras. Seguindo a linha de DeDe (2010) podemos afirmar que a prosódia atua no parser, mas que sua interação com outras pistas linguísticas no processamento ainda está por ser explicada.
Banca examinadora:
Titulares:
Prof. Dr. José Olímpio de Magalhães - UFMG (orientador)
Profa. Dra. Marina Vigário (Co-orientadora) - Univ. de Lisboa
Profa. Dra. Maria Cristina Lobo Name - UFJF
Prof. Dr. Antonio João Carvalho Ribeiro - UEZO
Profa. Dra. Maria Luiza Gonçalves Aragão da Cunha Lima - UFMG
Prof. Dr. Rui Rothe-Neves - UFMG
Suplentes:
Prof. Dr. Márcio Martins Leitão - UFPB
Profa. Dra. Heliana Ribeiro de Mello - UFMG
16. Carla Leila Oliveira Campos (28/2/2012)
Área de Concentração: (2) Lingüística do Texto e do Discurso
Linha de Pesquisa: (2B) Análise do Discurso
Orientadora: Profa. Dra. Glaucia Muniz Proença Lara
Defesa de tese intitulada: O processo de construção das narrativas midiáticas como marca da ideologia no discurso: análise de histórias sobre a criminalidade associada ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Data e local: 28/2/2012, às 14:00, miniauditório 2002
Banca examinadora:
Titulares:
Profa. Dra. Glaucia Muniz Proença Lara - UFMG (orientadora)
Prof. Dr. Antônio Luiz Assunção - UFSJ
Profa. Dra. Denize Elena Garcia da Silva - UnB
Profa. Dra. Ida Lucia Machado - UFMG
Profa. Dra. Maria Antonieta Amarante de Mendonça Cohen - UFMG
Suplentes:
Prof. Dr. Evaldo Balbino da Silva - UFMG
Profa. Dra. Maria Luceli Faria Batistote - UFMS
17. Francisca Paula Soares Maia (28/2/2012)
Área de Concentração: (1) Lingüística Teórica e Descritiva
Linha de Pesquisa: (1A) Estudo da Variação e Mudança Lingüística
Orientador: Prof. Dr. Lorenzo Teixeira Vitral
Defesa de tese intitulada: Investigando as formas reduzidas de 'a gente' no dialeto mineiro.
Data e local: 28/2/2012, às 14:00, auditório 1007
Banca examinadora:
Titulares:
Prof. Dr. Lorenzo Teixeira Vitral - UFMG (orientador)
Prof. Dr. Sebastião Carlos Leite Gonçalves - UNESP
Prof. Dr. Marco Antônio de Oliveira - PUC/MG
Profa. Dra. Jânia Martins Ramos - UFMG
Prof. Dr. César Augusto da Conceição Reis - UFMG
Suplentes:
Prof. Dr. José Pereira da Silva - UFRJ
Prof. Dr. Sueli Maria Coelho - UFMG
18. Virgínia Borges Palmerston (29/2/2012)
Área de Concentração: (2) Lingüística do Texto e do Discurso
Linha de Pesquisa: (2B) Análise do Discurso
Orientadora: Profa. Dra. Eliana Amarante de Mendonça Mendes
Defesa de tese intitulada: O Discurso Organizacional no HOUSE ORGAN: gêneros, imaginários e ethos como estratégias de construção da identidade e da credibilidade das organizações.
Data e local: 29/2/2012, às 14:00, sala 4063
Resumo:
Esta tese teve como objetivo evidenciar os procedimentos discursivos e linguísticos do discurso organizacional presentes no house organ como estratégias para a construção da identidade e da credibilidade das organizações. Para tanto, analisamos o discurso das organizações a partir da observação dos aspectos situacional, comunicacional e discursivo em três jornais editados por organizações mineiras. São eles o Jornal Gota D'Água, dirigido aos funcionários da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), o jornal extra-classe, dirigido aos professores associados do Sinpro-MG (Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais) e o Momento, dirigido ao público externo (comunidade e formadores de opinião) da mineradora Anglogold Ashanti. Analisamos o discurso dos jornais citados, observando o contrato de comunicação estabelecido em cada house organ, a partir das seguintes categorias: gêneros jornalísticos, tipos de matérias, modos de organização do discurso enunciativo e descritivo, imaginários e ethos. O quadro teórico-metodológico foi fundamentado principalmente na Teoria Semiolinguística de Patrick Charaudeau (1983 e 2006). Procuramos demonstrar que, dependendo de cada público para o qual é dirigido e dependendo do objetivo organizacional, o house organ possui características discursivas e linguísticas específicas, que contribuem para a emissão e a edificação do conceito das organizações.
Banca examinadora:
Titulares:
Profa. Dra. Eliana Amarante de Mendonça Mendes - UFMG (orientadora)
Prof. Dr. Melliandro Mendes Galinari - UFOP
Profa. Dra. Nair Prata Moreira Martins - UFOP
Profa. Dra. Valéria de Fátima Raimundo - FAFICH/UFMG
Profa. Dra. Janice Helena Silva de Resende Chaves Marinho - UFMG
Suplentes:
Profa. Dra. Adélia Barroso Fernandes - UNI-BH
Profa. Dra. Maria Antonieta Amarante de Mendonça Cohen - UFMG
19. Claudia Natividade (29/2/2012)
Área de Concentração: (2) Lingüística do Texto e do Discurso
Linha de Pesquisa: (2B) Análise do Discurso
Orientadora: Profa. Dra. Sônia Maria de Oliveira Pimenta
Defesa de tese intitulada: Semióticas da(s) masculinidade(s) em um grupo de homens que exercem violência contra as mulheres.
Data e local: 29/2/2012, às 14:00, sala 4063
Banca examinadora:
Titulares:
Profa. Dra. Sônia Maria de Oliveira Pimenta - UFMG (orientadora)
Profa. Dra. Viviane Maria Heberle - UFSC
Prof. Dr. Orlando Vian Júnior - UFRN
Profa. Dra. Maria Carmen Aires Gomes - UFV
Profa. Dra. Maria Lúcia Miranda Afonso - UNA
Suplentes:
Prof. Dr. Paulo Henrique Caetano - UFSJ
Profa. Dra. Maria Beatriz Nascimento Decat - UFMG
20. Camila Tavares Leite (1/3/2012)
Área de Concentração: (1) Lingüística Teórica e Descritiva
Linha de Pesquisa: (1B) Organização Sonora da Comunicação Humana
Orientador: Prof. Dr. José Olímpio de Magalhães
Defesa de tese intitulada: A relação entre a compreensão e os aspectos prosódicos na leitura em voz alta de falantes do PE e do PB.
Data e local: 1/3/2012, às 08:30, sala 4011
Resumo:
A leitura é um processo tão usual para o bom leitor que, dificilmente, ele se pergunta sobre como ocorre este intricado e complexo processo. Mas qual é o conceito de bom leitor? Gabriel (2006) afirma que o leitor proficiente, ou o bom leitor, por definição é aquele para o qual a decifração do código não é mais um obstáculo e que, por isso, pode voltar toda sua atenção para a produção de sentido. Soares (2004) completa, ainda, que esse nível de proficiência em leitura não é uma característica inata, comum a todos os seres humanos, mas sim uma habilidade construída através de um longo processo de alfabetização e letramento, que vai modificando a forma de ver o código. Outros pesquisadores apontam a fluência como um bom indicadorglobal de competência em leitura. De acordo com essa análise, ler um texto com
atenção implica processar palavras individuais e parsear seus grupos frasais (LEVASSEUR, MACARUSO, PALUMBO, SHANKWEILER, 2006). Mas qual é o conceito de fluência? De acordo com Finn e Ingham (1991), a fluência parece ser um fenômeno de fácil compreensão já que todos os falantes de uma determinada língua são capazes de dizer se dada leitura é fluente ou não, pois sabem identificar a fluência quando a ouvem , mas cuja noção é resistente a uma definição direta e não ambígua. Normalmente, a definição de fluência está vinculada à sua negativa. Segundo Hedge (1978), fluência é melhor definida como uma unidade de resposta destituída de disfluências e pausas. Esta definição, conforme Finn e Ingham (1991), não deixa claro se ela identifica uma fala que os ouvintes interpretariam como fluente
nem se tal definição se refere à fala normalmente fluente. Como é possível observar, nesta pesquisa, vamos lidar com conceitos ainda pouco definidos. Chamamos bom leitor aquele que não apenas reconhece e decodifica palavras, mas as integra em unidades maiores, para, então, construir um sentido global de texto. Relacionamos, portanto, o conceito de bom leitor ao conceito de compreensão do
material lido, que, por sua vez, está relacionado ao conceito de fluência, já que consideramos que o leitor demonstra estar compreendendo o que lê através da manifestação prosódica. A prosódia inclui aspectos suprasegmentais da fala, tais como o contorno de pitch da sentença, o acento rítmico e pausas em quebras sintáticas maiores. Neste trabalho, relacionamos dados de leitura de sujeitos de diferentes faixas etárias, de duas variedades da mesma língua: Português Europeu e Português Brasileiro. Procuramos identificar características prosódicas dos leitores em diferentes níveis de escolaridade e relacioná-las à compreensão desses sujeitos sobre o material lido. Nosso principal resultado nos diz que, conforme afirma Gabriel (2006, p.81), para que haja a compreensão textual é necessário que exista a integração de elementos da memória de longo prazo do leitor aos elementos que o próprio texto traz. A familiaridade com o código escrito, ou mesmo com o gênero textual, ou com o assunto, não é garantia de compreensão. A construção do modelo de texto exige que o leitor tenha uma atitude ativa de cooperação, a fim de fazer as inferências devidas, de identificar ironias e, principalmente, de aprender através da leitura.
Banca examinadora:
Titulares:
Prof. Dr. José Olímpio de Magalhães - UFMG (orientador)
Profa. Dra. Maria Amanda Costa - Univ. de Lisboa (Co-orientadora)
Profa. Dra. Sandra Madureira - PUC/SP
Profa. Dra. Luciana Mendonça Alves - Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix
Profa. Dra. Carla Viana Coscarelli - UFMG
Profa. Dra. Thaïs Cristófaro Alves da Silva - UFMG
Suplentes:
Prof. Dr. João Antônio de Moraes - UFRJ
Prof. Dr. César Augusto da Conceição Reis - UFMG
21. Carlos José Lírio (2/3/2012)
Área de Concentração: (2) Lingüística do Texto e do Discurso
Linha de Pesquisa: (2B) Análise do Discurso
Orientadora: Profa. Dra. Sônia Maria de Oliveira Pimenta
Defesa de tese intitulada: Ações afirmativas e recursos discursivos: a representação dos atores sociais na dimensão extensionista de projetos educacionais selecionados para o Programa UNIAFRO em 2008.
Data e local: 2/3/2012, às 14:00, sala 4011
Resumo:
Esta pesquisa realiza, por meio da Análise Crítica do Discurso (ACD) informada por Fairclough (2009), um estudo acerca dos modos de representação dos atores sociais em cinco projetos educacionais de caráter extensionista, selecionados para o programa UNIAFRO/2008. Os objetivos são: 1) explicitar estratégias discursivas centradas na representação dos atores sociais e caracterizadoras dos referidos projetos como recursos, nas ações afirmativas estatais de combate ao racismo e à desigualdade racial que os cursos propostos materializam; e 2) propiciar uma discussão crítica, de base discursiva, sobre a eficácia socioeducativa das propostas pedagógicas representadas nos projetos em questão. Para tanto, foi construído, transdisciplinarmente, um objeto de pesquisa (a supressão ou marginalização da dimensão humana real e da dimensão discursiva), com base em categorias linguístico-discursivas e sociológicas, estas últimas fornecidas por Giddens (1984), Bourdieu (1991) e Bernstein (1996). O objeto de pesquisa tem, ainda, sua natureza socioeducativa e institucional explicitada por informações buscadas em Gomes (2007), Vieira (2003) e Silvério (2003), bem como em explicações de Gonçalves (2008) acerca do gênero em tela e na crítica de Botomé (1996) à extensão universitária no Brasil. O aparato teórico-metodológico permite analisar os modos de representação dos atores sociais (Cf. Van LEEUWEN, 1996) e mostrar como o discurso pedagógico constrói sujeitos imaginários cujas ocupações e (inter)ações representam relações de poder e recursos discursivos, os quais se restringem aos objetivos pedagógicos e institucionais dos atores que elaboram os e participam dos cursos de extensão. Constata-se, por meio da análise dos projetos, que a origem dos erros sociais mencionados e a responsabilidade por sua eliminação, em nossa sociedade, são atribuídas à coletividade, de onde emana, sobretudo, o poder do Estado. A pesquisa serve-se do artigo 'Somos diferentes, somos iguais: uma abordagem educativa européia para os Direitos Humanos', de Teresa Cunha e Inês Reis, para apresentar formas de superar os obstáculos à abordagem dos erros sociais e, portanto, de transpor os entraves ao êxito dos projetos de extensão. Conclui-se que os modos como os atores sociais são referidos fragiliza os projetos como recursos discursivos úteis às ações afirmativas, contudo, são apresentadas sugestões para aprimorá-los, dentre elas, incorporar as metodologias propostas por Cunha e Reis, assim como atividades de consciência linguística crítica (Cf. FAIRCLOUGH, 1992).
Banca examinadora:
Titulares:
Profa. Dra. Sônia Maria de Oliveira Pimenta - UFMG (orientadora)
Profa. Dra. Maria Izabel Magalhães - UFC
Profa. Dra. Alda Maria Coimbra Aguilar Maciel - Colégio Pedro II/RJ
Prof. Dr. Adail Sebastião Rodrigues Junior - UFOP
Prof. Dr. Cláudio do Carmo - UFSJ
Suplentes:
Profa. Dra. Liliane Assis Sade Resende - UFSJ
Profa. Dra. Maria Antonieta Amarante de Mendonça Cohen - UFMG