UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

FACULDADE DE LETRAS

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA   


 

 

 

Projeto de Pesquisa de Iniciação Científica 

 

literafro

Portal da Literatura

Afro-Brasileira 

 

Vinculado ao Projeto de pesquisa

Literatura Afro-brasileira: configurações e contextos 

 

Prof. Dr. Eduardo de Assis Duarte

Coordenador  

 

Período: 2015 – 2016  

 

Belo Horizonte

Abril 2015

 

 

Justificativa

 A presente proposta vincula-se ao Projeto de Pesquisa Literatura Afro-brasileira: configurações e contextos, apoiado pelo CNPq, por sua vez, desdobramento de projetos anteriores que, desde 2001, vêm arregimentando pesquisadores brasileiros e estrangeiros com vistas ao resgate crítico da produção de autoras e autores negros brasileiros. Em suas etapas anteriores, o projeto obteve, entre seus resultados, a construção do Dossiê da Literatura Afro-brasileira, disponível aos interessados no acervo do NEIA – Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade –, da Faculdade de Letras da UFMG; o resgate e duas reedições (2004 e 2009) de Úrsula, romance pioneiro de Maria Firmina dos Reis, primeira ficcionista afro-brasileira a publicar seus escritos (São Luiz, 1859); a publicação em duas edições da coletânea crítica Machado de Assis afrodescendente (2007); a elaboração da coleção Literatura e afrodescendência no Brasil, antologia crítica (2011, 4 vol.), obra coletiva reunindo nada menos que sessenta e cinco pesquisadores, oriundos de vinte e sete instituições de ensino superior, brasileiras e estrangeiras; a elaboração, por parte dos membros do grupo de pesquisa “Afrodescendências na Literatura Brasileira”, cadastrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, dos volumes didáticos Literatura Afro-brasileira, 100 autores do século XVIII ao XXI e Literatura Afro-brasileira, abordagens na sala de aula, publicados em 2014; e a construção do literafroPortal da Literatura Afro-brasileira, inaugurado em 2004 e, desde então, hospedado na página da FALE-UFMG na internet e motivo da presente solicitação. 

Um dos objetivos primordiais da pesquisa é o resgate acadêmico da produção literária dos brasileiros afrodescendentes. Desde o período colonial, ela se faz presente em praticamente todos os momentos relevantes de nossas letras, mas sem obter o mesmo reconhecimento conferido às obras produzidas pela elite branca. Por exemplo: uma consulta, por ligeira que seja, aos manuais de História da Literatura Brasileira evidencia a ausência de nomes como os de Maria Firmina dos Reis, primeira descendente de escravos a publicar um romance no Brasil, Úrsula (São Luiz- MA, 1859); ou de Bruno de Menezes, poeta negro autor de uma produção vanguardista na década de 1920 e, praticamente, o introdutor do modernismo na região amazônica; ou ainda de Carolina Maria de Jesus, cujo memorialismo e poesia só recentemente começaram a obter um relativo reconhecimento por parte da crítica. E mesmo publicações que procuram tornar mais conhecida a produção literária dos afrodescendentes, como, por exemplo, os Cadernos Negros, de São Paulo, que têm uma periodicidade comprovada, ficam fora do mercado editorial.

 Inúmeros são os exemplos a serem lembrados. O levantamento realizado até o momento e com resultados parciais arrolados no Dossiê da Literatura Afro-brasileira, contém 263 nomes, configurando dois grupos: primeiramente, autores com alguma regularidade em suas publicações, num total de 155 nomes; e um segundo grupo, de autores propriamente bissextos, chegando a 108 nomes. Na continuidade da pesquisa, outros produtores literários certamente serão resgatados. 

A construção do Portal – já no ar no sítio www.letras.ufmg.br/literafro – contribui para superar o apagamento histórico da afrodescendência em nossa literatura, fato que provoca: 

  • A ausência de um corpus estabelecido para a literatura afro-brasileira no passado e no presente;
  • A inexistência de uma história específica dessas manifestações, bem como de uma recepção crítica atualizada focalizando tal produção;
  • O desconhecimento público daí decorrente, que vitima a maior parte dos escritores e artistas em questão;
  • A insuficiência de pesquisas a respeito do tema e, em especial, focalizando autores remanescentes de escravos (nos mais diferentes níveis) que, todavia, não assumem a marca identitária afrodescendente e produzem uma escrita alienada de suas origens étnico-culturais;
  • Um grande vazio em termos da presença de nossa produção literária afrodescendente na Internet, apesar da existência de pequenos sites, colocados no ar muitas vezes em condições precárias;
  • A necessidade de ampliar a reflexão brasileira a propósito das questões teóricas e teórico-práticas sobre a produção cultural de brasileiros afrodescendentes;
  • A necessidade premente de se abordar de forma crítica a presença afro, em seus diversos matizes, na literatura e cultura brasileira como um todo, sobretudo no momento presente, que demanda a inclusão dos estudos afro-brasileiros nos currículos escolares de todo o país; 

O Projeto tem como suporte acadêmico e científico o Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade – NEIA, da Faculdade de Letras da UFMG. O Núcleo congrega professores, pesquisadores e alunos de pós-graduação e graduação da UFMG, da PUC Minas e também de outras Instituições de Ensino Superior, empenhados em pesquisar as relações sociais vinculadas ao campo das construções identitárias, com destaque para a investigação das formulações discursivas envolvidas nesse processo. 

Nesse momento, importa destacar ainda a importância do literafro como instrumento pedagógico para a implantação definitiva da Lei 10.639/2003, que prescreve o ensino da história e cultura africanas e afro-brasileiras nos níveis de ensino fundamental e médio. Uma vez que todos os textos publicados têm autorização explícita de seus autores para reprodução; e uma vez que o portal já divulga gratuitamente centenas de poemas, contos, crônicas, trechos de romances, além de resenhas e artigos críticos, pode-se aquilatar seu papel junto a professores e estudantes de todo o país no tocante à difusão dos textos e autores que constituem a vertente afro da literatura brasileira. Tal fato pode ser comprovado pelas inúmeras mensagens que o projeto recebe de educadores dos mais diversos municípios atestando a utilidade do portal como ferramenta pedagógica.

 

Objetivo Geral 

Propiciar a alunos do curso de Letras a participação em projeto integrado de pesquisa ora em curso na UFMG, com o propósito de despertar sua aptidão e criatividade e de estimular a assimilação de métodos e técnicas científicas, no processo de construção do literafroPortal da Literatura Afro-brasileira.

 

Detalhamento 

Enquanto ferramenta pedagógica e de democratização do conhecimento, o Portal exibe de um link para cada autor, com a seguinte configuração: informações biográficas, inclusive com fotos e ilustrações; dados biobibliográficos; textos da recepção crítica, tais como artigos e outros; indicação de locais e fontes de pesquisa; antologia de textos interativa e em permanente atualização. O literafro propicia ainda conexão direta com os autores vivos, possibilitando o contato destes com leitores do país e do Exterior. Cabe aos bolsistas a coleta de materiais biobibliográficos dos autores, de textos da recepção crítica, materiais iconográficos e outros. E, o mais importante: a redação de comentários a respeito das obras, o que se constitui em permanente exercício de elaboração de textos críticos pautados pelo discurso dos estudos literários e culturais.

 

Metodologia

 

Referencial Teórico-crítico 

O presente projeto fundamenta sua perspectiva de abordagem num referencial teórico interdisciplinar, calcado em contribuições da História, da Sociologia, da Antropologia e dos Estudos Culturais. Compreende o conceito de afrodescendência como “construção identitária”, a partir das formulações contemporâneas da questão das identidades, levadas a cabo por autores como Homi Bhabha, Stuart Hall, Gayatri Spivak, Edward Said, Muniz Sodré, Kabengele Munanga, entre outros.

Nesse sentido, trabalha-se com o conceito de raça a partir de uma mediatização de caráter antropológico, daí seu acoplamento ao conceito de etnia. Entende-se raça não no sentido consagrado pelo cientificismo do século XIX, mas como conceito sobretudo sociocultural, especialmente em se tratando do caso brasileiro, onde a idéia de raça funciona muito mais como operador ideológico delimitador de espaços sociais e formulador de atitudes de exclusão.

A partir desses pressupostos, durante o processo de elaboração dos materiais a serem exibidos no Portal, pesquisadores e bolsistas estarão a todo o tempo dialogando com as Histórias da Literatura Brasileira, com Antologias e demais obras de referência hoje existentes no país a respeito de nossa produção literária.

Tomados os textos e os objetos de arte como legados do patrimônio cultural, as relações teóricas propostas ajudam a construir inter-relações mais concretas entre campos de conhecimento antes demarcados por fronteiras mais rígidas. Os “lugares de memória”, espaços híbridos, assumem, nessas inter-relações, dimensões mais fluidas, pois acolhem sentidos que, sendo específicos de políticas de patrimônio cultural, são também mercadológicos.

Para dar conta dessas relações, num primeiro momento, o projeto recorrerá também à reflexão produzida por Pierre Nora, Marc Augé, Stuart Hall, Andreas Huyssen, Néstor Canclini, Beatriz Sarlo, Muniz Sodré, Kabengele Munanga e Milton Santos, o que ajudará a definir as direções a serem privilegiadas.

 

Procedimentos de condução da pesquisa 

As atividades serão acompanhadas e monitoradas através de: 1) reuniões plenárias do NEIA para debate de tópicos teóricos e metodológicos comuns, preferencialmente com a presença de especialistas ou consultores externos convidados a colaborar no desenvolvimento do projeto; 2) reuniões específicas para discussão das atividades em andamento, acompanhamento do cronograma e do cumprimento das metas; 3) reuniões específicas para a análise de resultados. Observação: destinadas especificamente aos bolsistas de Iniciação Científica, tais reuniões deverão contar também com a presença de alunos de graduação e pós-graduação vinculados às atividades do NEIA ou envolvidos como auxiliares voluntários da pesquisa.

 

Atividades Previstas / Demanda de Recursos Humanos

O trabalho dos bolsistas estará centrado nos autores com maior regularidade de publicações, abrangendo um recorte inicial de 125 nomes.

Em sua primeira fase, o projeto, contando apenas com 01 bolsista PIBIC-CNPq e 01 bolsista PROBIC-FAPEMIG, concluiu a elaboração de “verbetes” ou links de 80 autores, desempenho insuficiente em termos do cronograma proposto. E este número só foi alcançado em função da interferência direta do Coordenador do Projeto, que é editor do Portal e também responsável pela revisão de todos os textos.

Além disso, é preciso destacar a participação voluntária de um grupo de estudantes a FALE, que atuaram como auxiliares de pesquisa. Sem essa ajuda, o projeto não teria chegado nem aos 80 autores inicialmente divulgados.

Isto posto, ressaltamos que, para a fase atual, é de fundamental importância que se tenha pelo menos 03 bolsistas (de preferência 02 do PIBIC-CNPq, com início em agosto de 2014), a fim de que os 125 autores anunciados na listagem do Portal, possam ter seus links concluídos. 

 

Bibliografia Inicial 

 

Manuais, Dicionários e Enciclopédias 

AMORA, Antônio Soares. Classicismo e Romantismo no Brasil. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, Comissão de Literatura, 1966.

AMORA, Antônio Soares. O Romantismo. A Literatura Brasileira. Vol. II. São Paulo: Cultrix, 1967.

BLACKE, Sacramento. Diccionário Bibliográfico Brazileiro. 6 volumes 

BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. 2 ed. São Paulo: Cultrix, 1977.

BROCA, Brito. Românticos, Pré-Românticos, Ultra-Românticos. Vida Literária e Romantismo Brasileiro. Pref. Alexandre Eulálio. São Paulo: Pólis; Brasília: MEC/INL, 1979. (Série Obras Reunidas de Brito Broca, v.1)

CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira. Momentos Decisivos. 2 vol., 3 ed. São Paulo: Martins, 1969.

CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 5 ed. revista. São Paulo: Editora Nacional, 1976.

CASTELO, José Aderaldo. Textos que interessam à história do Romantismo. vol. I. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, Comissão de Literatura, 1960.

CASTELO, José Aderaldo. Textos que interessam à história do Romantismo. Revistas da Época Romântica. Vol. II. São Paulo: Conselho Estadual de CÉSAR, Guilhermino. (Seleção e Apresentação). Historiadores e críticos do Romantismo. 1. A contribuição européia: crítica e história literária. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1978.

CÉSAR, Guilhermino. História da literatura do Rio Grande do Sul. (1737-1902). Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo: Globo, 1956.

CHILDERS, Joseph  e Gary Hentzi (Eds.). Columbia Dictionary of Modern Literary and Cultural Criticism. New York: Columbia University Press, 1995.

COELHO, Jacinto do Prado. (Org.) Dicionário de Literatura Brasileira Portuguesa, Brasileira, Galega. Cultura/Comissão de Literatura, 1963.

COUTINHO, Afrânio. A Literatura no Brasil. 2 ed. vol. I a V. Rio de Janeiro: Editorial Sul Americana S.A., 1969.

COUTINHO, Afrânio. Caminhos do Pensamento Crítico. Vol. I. Rio de Janeiro: Ed. Americana, Prolivro, 1974.

MARTINS, Wilson. História da inteligência brasileira. (1794-1855). Vol. II. São Paulo: Cultrix, Ed. da Universidade de São Paulo, 1977.

MARTINS, Wilson. História da inteligência brasileira. (1855-1877) Vol. III. São Paulo: Cultrix, Editora da Universidade de São Paulo, 1977.

MENEZES, Raimundo de. Dicionário Literário Brasileiro.  

MOISÉS, Massaud. PAES, José Paulo. (Org.) Pequeno dicionário de Literatura Brasileira. Biográfico, Crítico e Bibliográfico. 2 ed. revista e ampliada. São Paulo: Cultrix, 1980.

OLIVEIRA, Martino de. História da literatura mineira. (Interpretação e Notícias Biobibliográficas). Belo Horizonte: Editora Itatiaia Limitada, 1958.

OLIVEIRA, António Lopes de. Escritoras brasileiras, galegas e portuguesas.

PARANHOS, Haroldo. História do Romantismo no Brasil - 1830-1850. 2 vol. São Paulo: Edições Cultura Brasileira, 1937.

PEIXOTO, Afrânio. Noções de História da Literatura Brasileira. São Paulo, Belo Horizonte: Livraria Francisco Alves, 1931.

RODRIGUES, José Honório. História da história do Brasil. 2 ed. São Paulo: Editora Nacional, 1979. 5 vols.

ROMERO, Silvio. História da literatura brasileira. 7 ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, Brasília: MEC-INL, 1980. 5 vols.

 

Complemento Inicial

 

ALVES, Míriam; SILVA, Luiz Cuti; XAVIER, Arnaldo (Orgs.) Criação crioula nu elefante branco. São Paulo: Imprensa Oficial, 1986.

AUGEL, Moema Parente. Palmares revisitado. In A Cor das Letras, 4. Feira de Santana: UEFS, 2000.

AUGEL, Moema Parente. A visão da herança colonial na literatura negra brasileira contemporânea. In Actas do Terceiro Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas.

BASTIDE, Roger. A poesia afro-brasileira. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1943.

BERND, Zilá. Introdução à literatura negra. São Paulo: Brasiliense, s/d.

BERND, Zilá. A questão da negritude. São Paulo: Brsiliense, 1984.

BERND, Zilá.. Negritude e literatura na América Latina. Porto alegre: Mercado Aberto, 1987.

BERND, Zilá. Em torno da literatura negra brasileira. In Boletim Bibliográfico da Biblioteca Mário de Andrade. São Paulo, v.49, n.(1/4), jan.-dez. 1988.

BERND, Zilá. MIGOZZI, Jacques. (Orgs.) Fronteiras do literário. Literatura oral e popular Brasil/França. Porto Alegre: UFRGS, 1995.

BERND, Zilá. Enraizamento e errância: as duas faces da questão identitária. In SCARPELLI, Marli fantini e DUARTE, Eduardo de Assis (Orgs.) Poéticas da diversidade. Belo Horizonte: FALE-UFMG, 2002.

BERND, Zilá. Literatura e identidade nacional. 2 ed. Porto alegre: Ed. UFRGS, 2003.

BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

BRANDÃO, Roberto. A poesia satírica de Luiz Gama. In Boletim Bibliográfico da Biblioteca Mário de Andrade. São Paulo, v.49, n.(1/4), jan.-dez. 1988.

BROCA, Brito. Machado de Assis e a Política - mais outros estudos. Prefácio de Silviano Santiago. São Paulo: Pólis; Brasília: INL, Fundação Pró-Memória, 1983.

BROOKSHAW, David. Raça & cor na Literatura Brasileira. Trad. Marta Kirst. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1983.

CAMARGO, Oswaldo de (Org.). A razão da chama: antologia de poetas negros brasileiros. São Paulo: GRD, 1986.

CAMARGO, Oswaldo de (Org.). O negro escrito: apontamentos sobre a presença do negro na literatura brasileira. São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, 1987.

CANDIDO, Antonio. "Poesia e ficção na autobiografia". A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1987.

COLINA, Paulo (Org.) Antologia contemporânea da poesia negra brasileira. São Paulo: Global, 1982.

CONCEIÇÃO, Jônatas. BARBOSA, Lindinalva. (Orgs.) Quilombo de palavras. A literatura dos afro-descendentes. 2 ed. ampl. Salvador: CEAO, UFBA, 2000.

COUTINHO, Afrânio (org.) Cruz e Souza. Rio de Janeiro: civilização Brasileira; Brasília: INL, 1979 (Col. Fortuna Crítica, 4).

DAMASCENO, Benedita Gouveia. Poesia negra no modernismo brasileiro. (Literatura) Campinas: Pontes, 1988.

DUARTE, Eduardo de Assis. Notas sobre a literatura brasileira afro-descendente. In SCARPELLI, Marli Fantini e DUARTE, Eduardo de Assis (Orgs.) Poéticas da diversidade. Belo Horizonte: FALE-UFMG, 2002.

FLAMIA, Marlene Leites. A questão da raça e da diferença: um olhar sobre outros olhares. Tese de doutorado. Porto Alegre: UFRGS, 2001.

FLORES, Moacyr. O negro na dramaturgia brasileira  (1838-1888). Porto Alegre: EDIPUCRS, 1995.

FONSECA, Maria Nazareth Soares. Reinos negros em terras de maravilhas. Belo Horizonte: Faculdadade de Letras da UFMG, 1993. ( Tese de Doutorado em Literatura Comparada).

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GAMA, Luís. Torvas burlescas, 3 ed. São Paulo: Bentley Jr. , 1904.

GOMES, Heloísa Toller. O negro e o romantismo brasileiro. São Paulo: Atual, 1988.

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LIMA, Hermes. O pensamento vivo de Tobias Barreto. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1943.

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MARTINS, Leda Maria. Afrografias da memória. O reinado do Rosário no Jatobá. São Paulo: Perspectiva; Belo Horizonte: Mazza Edições, 1997.

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SCHWARZ, Roberto. Seqüências brasileiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

SCHWARZ, Roberto. Que horas são? São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

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SILVA, J. Romão da. Luís Gama e suas poesias satíricas. 2 ed. Rio de Janeiro: INL, MEC, Cátedra, 1981.

SILVEIRA, Oliveira. Notícias sobre autores negros na literatura gaúcha. In Boletim Bibliográfico da Biblioteca Mário de Andrade. São Paulo, v.49, n.(1/4), jan.-dez. 1988.

SOUZA, Florentina da Silva. Contra correntes: afro-descendência em Cadernos negros e Jornal do MNU. Tese de doutorado. Belo Horizonte: Pós-Lit, UFMG, 2000.

SCHÜLER, Donaldo. A prosa de Cruz e Souza. In Travessia, 26. Org. Zahidé L. Muzart. Florianópolis: UFSC, 1993.

SUSSEKIND, Flora. O negro como arlequim: teatro e discriminação. Rio de Janeiro: Achiamé, 1982.

TELLES, Norma. Encantações: Escritoras e Imaginação Literária no Brasil do século XIX. Tese de Doutoramento, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1987.

TRINDADE, Solano. Tem gente com fome e outros poemas. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 1988.

WEIS-BOMFIM, Patrícia. Afrobrasilianische literatur: Geschichte, Konzepte, Autoren. Lepê Correia, Cuti, Geni guimarães, Paulo Lins und Marilene Felinto. Mettingen: Brasilienkunde-Verl. 2002.

VALLADÃO, Tânia Cristina T. Corrêa. De arte e de dor: proposta nova para leitura de Evocações. Dissertação de Mestrado. Florianópolis: UFSC, 1989.

VÁRIOS AUTORES. Cadernos Negros. Números 01 a 37. São Paulo: vários editores, 1978 a 2014.

 





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