Momento literafro recebe Cuti

O Momento literafro desta quarta-feira, 7/3, conta com a participação de um renomado escritor. Poeta, ficcionista, dramaturgo e ensaísta, Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, é um dos mais destacados intelectuais negros da contemporaneidade. O autor participou do II COPENE Sudeste - II Congresso de Pesquisadores Negros da Região Sudeste, realizado entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março, no campus da UFMG.  O Momento literafro aproveitou a oportunidade para conversar com o escritor. O Programa é fruto de parceria com a Rádio UFMG Educativa 104,5 FM e vai ao ar esta quarta-feira, às 8:15 horas. 

O apresentador do Momento literafro, Gustavo Bicalho, doutorando em Literatura Comparada, destaca a importância desse momento: “A edição de quarta-feira, 7 de março, do Momento literafro recebeu uma visita histórica. Cuti, um dos mais prolíficos escritores contemporâneos, visitou os estúdios da Rádio UFMG e nos agraciou com alguns de seus melhores poemas. Cuti, além de poeta, é um homem do teatro. Soube dar o tom preciso a cada verso, cada palavra. Tenho certeza de que quem ouvir essa edição do Momento literafro vivenciará uma experiência única de reflexão poética.” O Momento literafro vai ao ar na UFMG Educativa 104,5 FM, todas às quartas-feiras, às 8:15 h. 

O literafro – o portal da literatura afro-brasileira, está de cara nova! Começamos o novo ano cheios de novidades. Apresentamos o novo portal, com a mesma tradição e compromisso com a literatura afro-brasileira. Muito mais conteúdo informativo e mais praticidade de navegação!

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Conceição Evaristo é vencedora do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura

A escritora venceu na categoria Conjunto da Obra e é a primeira escritora negra a receber o prêmio desde que ele foi criado, em 2007. “Estou muito feliz e emocionada com o prêmio que vem da minha terra. Ontem foi meu aniversário. É mesmo um presentão”, afirmou Conceição Evaristo. Conceição nasceu em 29 de novembro de 1946. A data da cerimônia de entrega do prêmio ainda não foi confirmada.

Autora de uma obra extensa, que inclui prosa e poesia, sua literatura é marcada, dentre outros aspectos, por denunciar as condições precárias da vida da mulher negra no Brasil. Suas principais publicações são: Ponciá Vicêncio (2003), Becos da Memória (2006), Poemas da recordação e outros movimentos (2008), Insubmissas lágrimas de mulheres (2011), Olhos d'água (2014) e Histórias de leves enganos e presenças (2016).

Nascida no morro do Pindura Saia, comunidade que existiu no alto da Avenida Afonso Pena, na região Centro-sul de Belo Horizonte, a escritora Conceição Evaristo foi para o Rio de Janeiro estudar na década de 1970. Foi lá que construiu a carreira como professora e escritora, mas daqui ela levou as histórias e a oralidade da família, aspectos que marcam sua obra. Evaristo começou sua carreira publicando em Cadernos Negros, em 1991, embora na ocasião a autora houvesse escrito Becos da memória, o qual mantinha guardado. 

Leia mais sobre Conceição Evaristo

 

Lei declara Luiz Gama como Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil.

Foram publicadas nesta quarta-feira, 17 de janeiro, no Diário Oficial da União, a Lei 13.629/2018 (originária do PLC 221/2015), que declara Luís Gama como Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil, e a Lei 13.628/2018 (proveniente do PLC 220/2015), que inscreve o abolicionista no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria.

Em nós, até a cor é um defeito.
Um imperdoável mal de nascença,
o estigma de um crime.
Mas nossos críticos se esquecem
que essa cor, é a origem da riqueza
de milhares de ladrões que nos
insultam; que essa cor convencional
da escravidão tão semelhante
à da terra, abriga sob sua superfície
escura, vulcões, onde arde
o fogo sagrado da liberdade.
(Luiz Gama)

 Saiba mais sobre Luiz Gama

                        40 anos de Cadernos Negros

Finalizando o ano de 2017, mais precisamente no dia 16 de dezembro, sábado, celebramos um importante evento para a comunidade negra brasileira: o lançamento da 40ª edição da série Cadernos Negros, na Academia Paulista de Letras.  A publicação reúne o número recorde de 42 autoras e autores de diferentes estados, com idades variadas. Ao longo dessas quatro décadas, Cadernos Negros firmou-se como um espaço de resistência literária, social e política, agregando autoras e autores negros em âmbito nacional. Afirmando a qualidade da produção literária afro-brasileira, Cadernos Negros constitui-se como longevo espaço de afirmação e consagração cultural.

Autoras e autores icônicos de nossa literatura, como Conceição Evaristo, Mirian Alves, Esmeralda Ribeiro, Cristiane Sobral, Cuti, Oswaldo de Camargo, Paulo Colina, Márcio Barbosa,  Aberlardo Rodrigues, entre tantas e tantos, são exemplos de personalidades presentes na série, a qual encontra-se em plena expansão.  A primeira edição, por exemplo, em formato de bolso, reuniu oito poetas. Vendida de mão em mão, a publicação obteve um retorno expressivo. Cada vez mais autoras e autores queriam e querem publicar em Cadernos Negros. Desde 1978, anualmente, de maneira ininterrupta, foram lançadas 40 edições alternado poemas e contos escritos por autoras e autores autodeclarados negros.  Sem dúvida alguma, trata-se de um território vasto, diverso e bastante denso, dentro e fora da literatura brasileira.

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