"Em 2017 completa-se o centenário da morte da primeira escritora negra do Brasil e primeira autora de romance abolicionista em toda a língua portuguesa. Maria Firmina dos Reis publicou Úrsula em 1859, livro que estava fora de catálogo, mas em setembro desse ano ganha nova edição pela PUC Minas. Eduardo de Assis Duarte, pesquisador da literatura afro-brasileira, autor de livros sobre o tema e doutor em letras, assina o posfácio e escreve sobre a contextualização histórica da obra no conjunto de escritos de escravizados no Ocidente."

Veja a matéria completa no Estadão: http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,no-centenario-de-morte-primeira-autora-negra-do-brasil-ganha-reedicao,70001909178


LIVROS E LIVROS

Ficção

Cadernos Negros 40
A série Cadernos Negros é parte da história cultural da afrodescendência no Brasil desde o primeiro número, lançado em 1978, quando este inscreve na Apresentação a necessidade de “renascer” e “limpar o espírito”; de “arrancar as máscaras brancas” e “por fim à imitação”; de denunciar a “lavagem cerebral” e a “poluição das mentes”; necessidade ainda de “assumir a negrura bela e forte” e a “legítima defesa dos valores do povo negro”. E mais: “Cadernos Negros é a viva imagem da África em nosso continente. É a Diáspora Negra...

Poesia

Neide Almeida - Um ebó todo feito de palavras
Jogando com o título do belo livro de estreia da poeta Neide Almeida, inicio esta leitura dizendo que, generosamente, a autora nos entrega mais do que prometeu. Recebemos, todas e todos, a oportunidade de testemunhar a autora arriando 21 oferendas aos pés da ancestralidade e, no mesmo gesto, as oferendas são promessas para o futuro. Estamos ante uma histórica cerimônia: os poemas se transmutaram em Ebós alimentando os 21 Eguns que acompanham Iansã, os poemas são um Ebó de pimenta da costa, que limpa a boca, afia a língua, lava a garganta e libe...

Ensaio

Henrique Freitas - O arco e a arkhé: ensaios sobre literatura e cultura
De início, chama a atenção no presente livro de Henrique Freitas a ênfase na relação estabelecida entre literatura e cultura. Não deveríamos estranhar o destaque conferido a essa relação seminal, não fosse a crescente dissociação que se observa, em nossas experiências cotidianas, entre os fenômenos e os contextos sociais em que são gerados. Tal dissociação, justificada por uma espécie de ordem natural dos acontecimentos é, no fundo, o resultado de construções sociais cujos agentes podem ser identificados em sua atuação objet...

Infantojuvenil

Inaldete Pinheiro- Baoba de Ipojuca
O trabalho de Inaldete Pinheiro enquanto participante ativa de ações em prol da igualdade racial e do respeito às diferenças é claramente notado em seus livros. Pesquisadora e militante, a escritora tem se dedicado ao resgate da multifacetada herança africana presente em nossa formação. Sua obra vem contribuindo para a constituição de uma bibliografia voltada para o ensino da História e das culturas africana e afro-brasileira, notadamente em suas manifestações pernambucanas e nordesti...

Memorialismo

Carolina Maria de Jesus - Meu sonho é escrever Carolina Maria de Jesus: Meu sonho é escrever Os resíduos da escritora no tempo   Lorena Barbosa* Nos berços de Sacramento-MG, no ano de 1914, nascia uma escritora improvável[1], que anos mais tarde viria a se tornar um dos nomes mais instigantes da literatura afro-brasileira, Carolina Maria de Jesus. Autora de obras como Quarto de Despejo: Diário de uma favelada (1960), que lhe rendeu a fama, com milhares de exemplares vendidos e traduzido para 14 línguas, Casa de Alvenaria (1961), Pedaços da Fome (1963), Provérbios (1963), Diário de Bitita (1986), entre outros, ela levou sempre consigo o ...

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