UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

FACULDADE DE LETRAS

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA   

  

Projeto de Pesquisa de Iniciação Científica 

 

literafro

Portal da Literatura

Afro-Brasileira 

 

Vinculado ao Projeto de pesquisa

Literatura Afro-brasileira: configurações e contextos 

 

Prof. Dr. Eduardo de Assis Duarte

Coordenador  

 

Período: 2015 – 2016  

 

Belo Horizonte

Abril 2015

 

Justificativa

 A presente proposta vincula-se ao Projeto de Pesquisa Literatura Afro-brasileira: configurações e contextos, apoiado pelo CNPq, por sua vez, desdobramento de projetos anteriores que, desde 2001, vêm arregimentando pesquisadores brasileiros e estrangeiros com vistas ao resgate crítico da produção de autoras e autores negros brasileiros. Em suas etapas anteriores, o projeto obteve, entre seus resultados, a construção do Dossiê da Literatura Afro-brasileira, disponível aos interessados no acervo do NEIA – Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade –, da Faculdade de Letras da UFMG; o resgate e duas reedições (2004 e 2009) de Úrsula, romance pioneiro de Maria Firmina dos Reis, primeira ficcionista afro-brasileira a publicar seus escritos (São Luiz, 1859); a publicação em duas edições da coletânea crítica Machado de Assis afrodescendente (2007); a elaboração da coleção Literatura e afrodescendência no Brasil, antologia crítica (2011, 4 vol.), obra coletiva reunindo nada menos que sessenta e cinco pesquisadores, oriundos de vinte e sete instituições de ensino superior, brasileiras e estrangeiras; a elaboração, por parte dos membros do grupo de pesquisa “Afrodescendências na Literatura Brasileira”, cadastrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, dos volumes didáticos Literatura Afro-brasileira, 100 autores do século XVIII ao XXI e Literatura Afro-brasileira, abordagens na sala de aula, publicados em 2014e a construção do literafro – Portal da Literatura Afro-brasileira, inaugurado em 2004 e, desde então, hospedado na página da FALE-UFMG na internet e motivo da presente solicitação. 

Um dos objetivos primordiais da pesquisa é o resgate acadêmico da produção literária dos brasileiros afrodescendentes. Desde o período colonial, ela se faz presente em praticamente todos os momentos relevantes de nossas letras, mas sem obter o mesmo reconhecimento conferido às obras produzidas pela elite branca. Por exemplo: uma consulta, por ligeira que seja, aos manuais de História da Literatura Brasileira evidencia a ausência de nomes como os de Maria Firmina dos Reis, primeira descendente de escravos a publicar um romance no Brasil, Úrsula (São Luiz- MA, 1859); ou de Bruno de Menezes, poeta negro autor de uma produção vanguardista na década de 1920 e, praticamente, o introdutor do modernismo na região amazônica; ou ainda de Carolina Maria de Jesus, cujo memorialismo e poesia só recentemente começaram a obter um relativo reconhecimento por parte da crítica. E mesmo publicações que procuram tornar mais conhecida a produção literária dos afrodescendentes, como, por exemplo, os Cadernos Negros, de São Paulo, que têm uma periodicidade comprovada, ficam fora do mercado editorial.

 Inúmeros são os exemplos a serem lembrados. O levantamento realizado até o momento e com resultados parciais arrolados no Dossiê da Literatura Afro-brasileira, contém 263 nomes, configurando dois grupos: primeiramente, autores com alguma regularidade em suas publicações, num total de 155 nomes; e um segundo grupo, de autores propriamente bissextos, chegando a 108 nomes. Na continuidade da pesquisa, outros produtores literários certamente serão resgatados. 

A construção do Portal – já no ar no sítio www.letras.ufmg.br/literafro – contribui para superar o apagamento histórico da afrodescendência em nossa literatura, fato que provoca: 

  • A ausência de um corpus estabelecido para a literatura afro-brasileira no passado e no presente;
  • A inexistência de uma história específica dessas manifestações, bem como de uma recepção crítica atualizada focalizando tal produção;
  • O desconhecimento público daí decorrente, que vitima a maior parte dos escritores e artistas em questão;
  • A insuficiência de pesquisas a respeito do tema e, em especial, focalizando autores remanescentes de escravos (nos mais diferentes níveis) que, todavia, não assumem a marca identitária afrodescendente e produzem uma escrita alienada de suas origens étnico-culturais;
  • Um grande vazio em termos da presença de nossa produção literária afrodescendente na Internet, apesar da existência de pequenos sites, colocados no ar muitas vezes em condições precárias;
  • A necessidade de ampliar a reflexão brasileira a propósito das questões teóricas e teórico-práticas sobre a produção cultural de brasileiros afrodescendentes;
  • A necessidade premente de se abordar de forma crítica a presença afro, em seus diversos matizes, na literatura e cultura brasileira como um todo, sobretudo no momento presente, que demanda a inclusão dos estudos afro-brasileiros nos currículos escolares de todo o país; 

O Projeto tem como suporte acadêmico e científico o Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade – NEIA, da Faculdade de Letras da UFMG. O Núcleo congrega professores, pesquisadores e alunos de pós-graduação e graduação da UFMG, da PUC Minas e também de outras Instituições de Ensino Superior, empenhados em pesquisar as relações sociais vinculadas ao campo das construções identitárias, com destaque para a investigação das formulações discursivas envolvidas nesse processo. 

Nesse momento, importa destacar ainda a importância do literafro como instrumento pedagógico para a implantação definitiva da Lei 10.639/2003, que prescreve o ensino da história e cultura africanas e afro-brasileiras nos níveis de ensino fundamental e médio. Uma vez que todos os textos publicados têm autorização explícita de seus autores para reprodução; e uma vez que o portal já divulga gratuitamente centenas de poemas, contos, crônicas, trechos de romances, além de resenhas e artigos críticos, pode-se aquilatar seu papel junto a professores e estudantes de todo o país no tocante à difusão dos textos e autores que constituem a vertente afro da literatura brasileira. Tal fato pode ser comprovado pelas inúmeras mensagens que o projeto recebe de educadores dos mais diversos municípios atestando a utilidade do portal como ferramenta pedagógica.

 

Objetivo Geral 

Propiciar a alunos do curso de Letras a participação em projeto integrado de pesquisa ora em curso na UFMG, com o propósito de despertar sua aptidão e criatividade e de estimular a assimilação de métodos e técnicas científicas, no processo de construção do literafro – Portal da Literatura Afro-brasileira.

 

Detalhamento 

Enquanto ferramenta pedagógica e de democratização do conhecimento, o Portal exibe de um link para cada autor, com a seguinte configuração: informações biográficas, inclusive com fotos e ilustrações; dados biobibliográficos; textos da recepção crítica, tais como artigos e outros; indicação de locais e fontes de pesquisa; antologia de textos interativa e em permanente atualização. O literafro propicia ainda conexão direta com os autores vivos, possibilitando o contato destes com leitores do país e do Exterior. Cabe aos bolsistas a coleta de materiais biobibliográficos dos autores, de textos da recepção crítica, materiais iconográficos e outros. E, o mais importante: a redação de comentários a respeito das obras, o que se constitui em permanente exercício de elaboração de textos críticos pautados pelo discurso dos estudos literários e culturais.

 

Metodologia

 

Referencial Teórico-crítico 

O presente projeto fundamenta sua perspectiva de abordagem num referencial teórico interdisciplinar, calcado em contribuições da História, da Sociologia, da Antropologia e dos Estudos Culturais. Compreende o conceito de afrodescendência como “construção identitária”, a partir das formulações contemporâneas da questão das identidades, levadas a cabo por autores como Homi Bhabha, Stuart Hall, Gayatri Spivak, Edward Said, Muniz Sodré, Kabengele Munanga, entre outros.

Nesse sentido, trabalha-se com o conceito de raça a partir de uma mediatização de caráter antropológico, daí seu acoplamento ao conceito de etnia. Entende-se raça não no sentido consagrado pelo cientificismo do século XIX, mas como conceito sobretudo sociocultural, especialmente em se tratando do caso brasileiro, onde a idéia de raça funciona muito mais como operador ideológico delimitador de espaços sociais e formulador de atitudes de exclusão.

A partir desses pressupostos, durante o processo de elaboração dos materiais a serem exibidos no Portal, pesquisadores e bolsistas estarão a todo o tempo dialogando com as Histórias da Literatura Brasileira, com Antologias e demais obras de referência hoje existentes no país a respeito de nossa produção literária.

Tomados os textos e os objetos de arte como legados do patrimônio cultural, as relações teóricas propostas ajudam a construir inter-relações mais concretas entre campos de conhecimento antes demarcados por fronteiras mais rígidas. Os “lugares de memória”, espaços híbridos, assumem, nessas inter-relações, dimensões mais fluidas, pois acolhem sentidos que, sendo específicos de políticas de patrimônio cultural, são também mercadológicos.

Para dar conta dessas relações, num primeiro momento, o projeto recorrerá também à reflexão produzida por Pierre Nora, Marc Augé, Stuart Hall, Andreas Huyssen, Néstor Canclini, Beatriz Sarlo, Muniz Sodré, Kabengele Munanga e Milton Santos, o que ajudará a definir as direções a serem privilegiadas.

 

Procedimentos de condução da pesquisa 

As atividades serão acompanhadas e monitoradas através de: 1) reuniões plenárias do NEIA para debate de tópicos teóricos e metodológicos comuns, preferencialmente com a presença de especialistas ou consultores externos convidados a colaborar no desenvolvimento do projeto; 2) reuniões específicas para discussão das atividades em andamento, acompanhamento do cronograma e do cumprimento das metas; 3) reuniões específicas para a análise de resultados. Observação: destinadas especificamente aos bolsistas de Iniciação Científica, tais reuniões deverão contar também com a presença de alunos de graduação e pós-graduação vinculados às atividades do NEIA ou envolvidos como auxiliares voluntários da pesquisa.

 

Atividades Previstas / Demanda de Recursos Humanos

O trabalho dos bolsistas estará centrado nos autores com maior regularidade de publicações, abrangendo um recorte inicial de 125 nomes.

Em sua primeira fase, o projeto, contando apenas com 01 bolsista PIBIC-CNPq e 01 bolsista PROBIC-FAPEMIG, concluiu a elaboração de “verbetes” ou links de 80 autores, desempenho insuficiente em termos do cronograma proposto. E este número só foi alcançado em função da interferência direta do Coordenador do Projeto, que é editor do Portal e também responsável pela revisão de todos os textos.

Além disso, é preciso destacar a participação voluntária de um grupo de estudantes a FALE, que atuaram como auxiliares de pesquisa. Sem essa ajuda, o projeto não teria chegado nem aos 80 autores inicialmente divulgados.

Isto posto, ressaltamos que, para a fase atual, é de fundamental importância que se tenha pelo menos 03 bolsistas (de preferência 02 do PIBIC-CNPq, com início em agosto de 2014), a fim de que os 125 autores anunciados na listagem do Portal, possam ter seus links concluídos. 

 

Bibliografia Inicial 

 

Manuais, Dicionários e Enciclopédias 

AMORA, Antônio Soares. Classicismo e Romantismo no Brasil. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, Comissão de Literatura, 1966.

AMORA, Antônio Soares. O RomantismoA Literatura Brasileira. Vol. II. São Paulo: Cultrix, 1967.

BLACKE, Sacramento. Diccionário Bibliográfico Brazileiro. 6 volumes 

BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. 2 ed. São Paulo: Cultrix, 1977.

BROCA, Brito. Românticos, Pré-Românticos, Ultra-Românticos. Vida Literária e Romantismo Brasileiro. Pref. Alexandre Eulálio. São Paulo: Pólis; Brasília: MEC/INL, 1979. (Série Obras Reunidas de Brito Broca, v.1)

CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira. Momentos Decisivos. 2 vol., 3 ed. São Paulo: Martins, 1969.

CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 5 ed. revista. São Paulo: Editora Nacional, 1976.

CASTELO, José Aderaldo. Textos que interessam à história do Romantismo. vol. I. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, Comissão de Literatura, 1960.

CASTELO, José Aderaldo. Textos que interessam à história do Romantismo. Revistas da Época Romântica. Vol. II. São Paulo: Conselho Estadual de CÉSAR, Guilhermino. (Seleção e Apresentação). Historiadores e críticos do Romantismo. 1. A contribuição européia: crítica e história literária. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1978.

CÉSAR, Guilhermino. História da literatura do Rio Grande do Sul. (1737-1902). Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo: Globo, 1956.

CHILDERS, Joseph  e Gary Hentzi (Eds.). Columbia Dictionary of Modern Literary and Cultural Criticism. New York: Columbia University Press, 1995.

COELHO, Jacinto do Prado. (Org.) Dicionário de Literatura Brasileira Portuguesa, Brasileira, Galega. Cultura/Comissão de Literatura, 1963.

COUTINHO, Afrânio. A Literatura no Brasil. 2 ed. vol. I a V. Rio de Janeiro: Editorial Sul Americana S.A., 1969.

COUTINHO, Afrânio. Caminhos do Pensamento Crítico. Vol. I. Rio de Janeiro: Ed. Americana, Prolivro, 1974.

MARTINS, Wilson. História da inteligência brasileira. (1794-1855). Vol. II. São Paulo: Cultrix, Ed. da Universidade de São Paulo, 1977.

MARTINS, Wilson. História da inteligência brasileira. (1855-1877) Vol. III. São Paulo: Cultrix, Editora da Universidade de São Paulo, 1977.

MENEZES, Raimundo de. Dicionário Literário Brasileiro.  

MOISÉS, Massaud. PAES, José Paulo. (Org.) Pequeno dicionário de Literatura Brasileira. Biográfico, Crítico e Bibliográfico. 2 ed. revista e ampliada. São Paulo: Cultrix, 1980.

OLIVEIRA, Martino de. História da literatura mineira. (Interpretação e Notícias Biobibliográficas). Belo Horizonte: Editora Itatiaia Limitada, 1958.

OLIVEIRA, António Lopes de. Escritoras brasileiras, galegas e portuguesas.

PARANHOS, Haroldo. História do Romantismo no Brasil - 1830-1850. 2 vol. São Paulo: Edições Cultura Brasileira, 1937.

PEIXOTO, Afrânio. Noções de História da Literatura Brasileira. São Paulo, Belo Horizonte: Livraria Francisco Alves, 1931.

RODRIGUES, José Honório. História da história do Brasil. 2 ed. São Paulo: Editora Nacional, 1979. 5 vols.

ROMERO, Silvio. História da literatura brasileira. 7 ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, Brasília: MEC-INL, 1980. 5 vols.

 

Complemento Inicial

 

ALVES, Míriam; SILVA, Luiz Cuti; XAVIER, Arnaldo (Orgs.) Criação crioula nu elefante branco. São Paulo: Imprensa Oficial, 1986.

AUGEL, Moema Parente. Palmares revisitado. In A Cor das Letras, 4. Feira de Santana: UEFS, 2000.

AUGEL, Moema Parente. A visão da herança colonial na literatura negra brasileira contemporânea. In Actas do Terceiro Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas.

BASTIDE, Roger. A poesia afro-brasileira. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1943.

BERND, Zilá. Introdução à literatura negra. São Paulo: Brasiliense, s/d.

BERND, Zilá. A questão da negritude. São Paulo: Brsiliense, 1984.

BERND, Zilá.. Negritude e literatura na América Latina. Porto alegre: Mercado Aberto, 1987.

BERND, Zilá. Em torno da literatura negra brasileira. In Boletim Bibliográfico da Biblioteca Mário de Andrade. São Paulo, v.49, n.(1/4), jan.-dez. 1988.

BERND, Zilá. MIGOZZI, Jacques. (Orgs.) Fronteiras do literário. Literatura oral e popular Brasil/França. Porto Alegre: UFRGS, 1995.

BERND, Zilá. Enraizamento e errância: as duas faces da questão identitária. In SCARPELLI, Marli fantini e DUARTE, Eduardo de Assis (Orgs.) Poéticas da diversidade. Belo Horizonte: FALE-UFMG, 2002.

BERND, Zilá. Literatura e identidade nacional. 2 ed. Porto alegre: Ed. UFRGS, 2003.

BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

BRANDÃO, Roberto. A poesia satírica de Luiz Gama. In Boletim Bibliográfico da Biblioteca Mário de Andrade. São Paulo, v.49, n.(1/4), jan.-dez. 1988.

BROCA, Brito. Machado de Assis e a Política - mais outros estudos. Prefácio de Silviano Santiago. São Paulo: Pólis; Brasília: INL, Fundação Pró-Memória, 1983.

BROOKSHAW, David. Raça & cor na Literatura Brasileira. Trad. Marta Kirst. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1983.

CAMARGO, Oswaldo de (Org.). A razão da chama: antologia de poetas negros brasileiros. São Paulo: GRD, 1986.

CAMARGO, Oswaldo de (Org.). O negro escrito: apontamentos sobre a presença do negro na literatura brasileira. São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, 1987.

CANDIDO, Antonio. "Poesia e ficção na autobiografia". A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1987.

COLINA, Paulo (Org.) Antologia contemporânea da poesia negra brasileira. São Paulo: Global, 1982.

CONCEIÇÃO, Jônatas. BARBOSA, Lindinalva. (Orgs.) Quilombo de palavras. A literatura dos afro-descendentes. 2 ed. ampl. Salvador: CEAO, UFBA, 2000.

COUTINHO, Afrânio (org.) Cruz e Souza. Rio de Janeiro: civilização Brasileira; Brasília: INL, 1979 (Col. Fortuna Crítica, 4).

DAMASCENO, Benedita Gouveia. Poesia negra no modernismo brasileiro. (Literatura) Campinas: Pontes, 1988.

DUARTE, Eduardo de Assis. Notas sobre a literatura brasileira afro-descendente. In SCARPELLI, Marli Fantini e DUARTE, Eduardo de Assis (Orgs.) Poéticas da diversidade. Belo Horizonte: FALE-UFMG, 2002.

FLAMIA, Marlene Leites. A questão da raça e da diferença: um olhar sobre outros olhares. Tese de doutorado. Porto Alegre: UFRGS, 2001.

FLORES, Moacyr. O negro na dramaturgia brasileira  (1838-1888). Porto Alegre: EDIPUCRS, 1995.

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FONSECA, Maria Nazareth Soares. (Org.) Brasil Afro-brasileiro. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

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GOMES, Heloísa Toller. O negro e o romantismo brasileiro. São Paulo: Atual, 1988.

GOMES, Heloisa Toller. As marcas da escravidão: o negro e o discurso oitocentista no Brasil e nos Estados Unidos. Rio de Janeiro: EdUERJ-Ed. UFRJ, 1994.

JOBIM, José Luís (Org.). Literatura e identidades. Rio de Janeiro: UERJ, 1999.  

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LIMA, Hermes. O pensamento vivo de Tobias Barreto. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1943.

LOBO, Luiza. Crítica sem juízo. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993.

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MARTINS, Leda Maria. Afrografias da memória. O reinado do Rosário no Jatobá. São Paulo: Perspectiva; Belo Horizonte: Mazza Edições, 1997.

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MENDES, Míriam Garcia. A personagem negra no teatro brasileiro. São Paulo: Ática, 1982.

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MUSSA, Alberto Baeta N. Estereótipos do negro na literatura brasileira: sistema e motivação histórica. In Estudos afro-asiáticos 16. Rio de Janeiro: CEAA-UCAM, março, 1989.

MUSSA, Alberto. Origens da poesia afro-brasileira: condicionamentos lingüísticos. In Estudos afro-asiáticos 19. Rio de Janeiro: CEAA-UCAM, dezembro, 1990.

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NASCIMENTO, Gizêlda Melo do. Escritoras afro-brasileiras e suas constantes temáticas. In Anais do VI Seminário Nacional Mulher & Literatura. Salvador: UFBA, 2001.

NASCIMENTO, Gizêlda. A representação do negro na literatura brasileira. In NASCIMENTO, Elisa Larkin (Org.) Sankofa: resgate da cultura afro-brasileira. Vol. 2. Rio de Janeiro: SEAFRO-UERJ, 1994.      

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QUILOMBHOJE (Org.) Reflexões sobre a literatura afro-brasileira. São Paulo: Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, 1985.

RABASSA, Gregory. O negro na ficção brasileira. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1965.

REIS, Eliana Lourenço de Lima. Pós-colonialismo, identidade e mestiçagem cultural: A literatura de Wole Soyinka. Rio de Janeiro: Relume-Dumará; Salvador: Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1999.

REVISTA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. No. 25: Negro Brasileiro Negro, 1997. (Org. Joel Rufino dos Santos)

RIBEIRO, Leo Gilson. O negro na literatura brasileira. In ANAIS da 3. Bienal Nestlé de literatura. São Paulo, 1986.

SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos trópicos. São Paulo: Perspectiva, 1978.

SANTIAGO, Silviano. Vale quanto pesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

SANTIAGO, Silviano. Nas malhas da letra. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

SCHWARZ, Roberto. Seqüências brasileiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

SCHWARZ, Roberto. Que horas são? São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

SAYERS, Raymond S. O negro na literatura brasileira. Rio de Janeiro: Trad. Antonio Houaiss. Rio de Janeiro: Edições O Cruzeiro, 1958.

SAYERS, Raymond. Onze estudos de literatura brasileira. Trad. Roberto Raposo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília, INL, 1983.

SCHÜLLER, Donaldo. Cor e cordialidade. In Boletim Bibliográfico da Biblioteca Mário de Andrade. São Paulo, v.49, n.(1/4), jan.-dez. 1988.

SILVA, J. Romão da. Luís Gama e suas poesias satíricas. 2 ed. Rio de Janeiro: INL, MEC, Cátedra, 1981.

SILVEIRA, Oliveira. Notícias sobre autores negros na literatura gaúcha. In Boletim Bibliográfico da Biblioteca Mário de Andrade. São Paulo, v.49, n.(1/4), jan.-dez. 1988.

SOUZA, Florentina da Silva. Contra correntes: afro-descendência em Cadernos negros e Jornal do MNU. Tese de doutorado. Belo Horizonte: Pós-Lit, UFMG, 2000.

SCHÜLER, Donaldo. A prosa de Cruz e Souza. In Travessia, 26. Org. Zahidé L. Muzart. Florianópolis: UFSC, 1993.

SUSSEKIND, Flora. O negro como arlequim: teatro e discriminação. Rio de Janeiro: Achiamé, 1982.

TELLES, Norma. Encantações: Escritoras e Imaginação Literária no Brasil do século XIX. Tese de Doutoramento, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1987.

TRINDADE, Solano. Tem gente com fome e outros poemas. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 1988.

WEIS-BOMFIM, Patrícia. Afrobrasilianische literaturGeschichte, Konzepte, Autoren. Lepê Correia, Cuti, Geni guimarães, Paulo Lins und Marilene Felinto. Mettingen: Brasilienkunde-Verl. 2002.

VALLADÃO, Tânia Cristina T. Corrêa. De arte e de dor: proposta nova para leitura de Evocações. Dissertação de Mestrado. Florianópolis: UFSC, 1989.

VÁRIOS AUTORES. Cadernos Negros. Números 01 a 37. São Paulo: vários editores, 1978 a 2014.


LIVROS E LIVROS

Ficção

Conceição Evaristo - Becos da memória
Nascida em Belo Horizonte em 1946, e residente no Rio de Janeiro desde 1973, Conceição Evaristo é uma personalidade singular no cenário cultural afro-brasileiro contemporâneo. Participante ativa dos movimentos de valorização da cultura negra em nosso país, Evaristo estreou na arte da palavra em 1990, quando passou a publicar seus contos e poemas na série Cadernos Negros, embora tenha iniciado suas experiências literárias na década anterior. Em 2003, trouxe a público o romance Ponciá Vicêncio, obj...

Poesia

Anelito de Oliveira – O acampamentos insustentáveis
De que falamos, quando falamos de poesia, ou de ficções literárias? Certamente, de inumeráveis temas, a partir de perspectivas infindáveis e com propósitos por vezes distintos, a ponto de se constituírem em discursos excludentes um do outro. Essa curiosa contraposição me sugere o esquecimento de um fato simples, o de que os discursos sobre literatura, estão presos todos pelas costas uns do outros, ou seja, no dorso mesmo desse corpo língua linguagem literária, em si. Outro ponto que instiga minha curio...

Ensaio

Cidinha da Silva (Org.) - Africanidades e relações raciais
Em tempos de recrudescimento do racismo –  vide a situação de Ferguson nos Estados Unidos, ou ainda os recorrentes casos brasileiros –, o devir do afrodescendente se torna algo obscuro e incerto. Ao negro ainda são impostas determinadas posições sociais que, via de regra, não escapam das páginas policiais, ou a personificação da luxúria (por parte da negra, mulata) e da virilidade (homem negro). De certo, muito ainda há que se faz...

Infantojuvenil

Mel Adun - A Lua cheia de vento
O primeiro contato da criança com um texto geralmente é por meio das histórias contadas oralmente, sejam por familiares ou outros sujeitos participantes desse processo pedagógico. Este é o início da aprendizagem, compreensão e consolidação de valores caros à formação do pequeno leitor e de seu letramento literário, visto que “é ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes como: a tristeza, a raiva, a irritação, o medo, a alegria [...]” (ABRAMOVICH, 1989, p. 17). Sabemos que...

Memorialismo

Tom Farias - Carolina: uma biografiaCarolina: uma biografia, relato fascinante sobre a trajetória de uma escritora necessária  Aline Alves Arruda*   Infelizmente Carolina Maria de Jesus ainda não dispensa apresentações. Apesar de ter vendido mais de 10 mil exemplares de seu Quarto de despejo: diário de uma favelada na primeira semana de seu lançamento, em 1960, esgotando a primeira edição, há muita gente que ainda desconhece a escritora mineira nascida em Sacramento, no ano 1914, que recebeu o adjetivo “favelada” por ter morado na extinta favela do Canindé, em São Paulo. A alcunha impressa na capa do livro permaneceu por muit...

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