Inés Fernández-Ordóñez nasceu em 17 de dezembro de 1961.
É Professora Titular habilitada como Catedrática no Departamento de Filologia Espanhola da Universidad Autónoma de Madrid e diretora do Corpus Oral y Sonoro del Español Rural, o COSER, que permite o estudo da língua rural falada na Península Ibérica desde 1990.
Sua linha de pesquisa abrange três temas: o estudo dos textos históricos e cronísticos da Idade Média Peninsular, especialmente os produzidos no século XIII e sob o domínio de Alfonso X o Sábio; a teoria da crítica textual e a edição crítica de textos medievais; a dialetologia (atual e histórica) do espanhol. Esses estudos deram origem à publicação de livros e diversos artigos que exploram aspectos históricos e lingüísticos referentes ao século XIII na Espanha.
Escreveu também artigos com reflexões sobre os pronomes átonos, sobre a língua catalã e sobre a história da língua espanhola, além de estudos sobre a variação dialetal do espanhol.
O estudo da variação dialetal e socioletal do espanhol esteve tradicionalmente centrado no estudo da variação fônica e léxica. A variação gramatical também não teve grande atenção por parte dos investigadores, chegando ao ponto de se considerar que os fenômenos variáveis no domínio da gramática são escassos e pouco relevantes. Essa falsa impressão está relacionada a dois motivos: por um lado, a menor penetração das variáveis gramaticais na norma culta das diferentes áreas hispano-falantes em contraste com as variáveis fônicas ou léxicas; por outro, o fato de que a renovação teórica que afetou o estudo da sintaxe nos últimos cinqüenta anos alcançou tardiamente as disciplinas dedicadas à variação lingüística, à dialetologia e à sociolingüística. No entanto, nas últimas décadas, cada vez mais surgem trabalhos que estudam aspectos variáveis da gramática do espanhol. É meu propósito expor um estado da questão sobre alguns desses aspectos submetidos à variação gramatical, os princípios estruturais que condicionam seu emprego e sua distribuição geo- e sociolingüística.