Mário Santiago
Professor da Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais. Possui Licenciatura em Filosofia, pela Universidade Federal do Amazonas e Especialização, também em Filosofia, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Nesta mesma universidade freqüenta o Programa de Pós-graduação em Estudos Literários (conclusão prevista para 2011) e é integrante do Grupo de Pesquisa "Núcleo Walter Benjamin", vinculado ao citado programa. Coordena o Grupo de Pesquisa "Núcleo de Design e Cultura", vinculado à Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais
Resumo: Este artigo tem como objetivo analisar a sexta seção (”Ruínas”), do capítulo “Alegoria e drama barroco”, da obra A origem do drama barroco alemão, de Walter
Benjamin, tentando compreender de que forma algumas idéias aí contidas sobre o
significado dos fragmentos na obra de arte barroca se encontram presentes em alguns
trechos de obras dos escritores espanhóis Calderón de la Barca e Baltasar Gracián, que
inspiraram Benjamin. Por outro lado, tenta estender essa análise para compreender o
significado da presença das ruínas em alguns exemplares da pintura barroca,
especialmente do pintor italiano Domenico Ghirlandaio (1449-94) e dos pintores
espanhóis Antonio de Pereda (ca. 1611-1678), Francisco Collantes (1599-1656) e
Francisco de Zurbarán (1598-1664), numa tentativa de verificar de que forma a
reflexão benjaminiana pode estender-se até o terreno das artes plásticas daquela época.
Palavras-Chave: alegoria, barroco, ruínas.
