Em 1995, surgiu a idéia de uma escola na aldeia, devido
ao projeto de implantações de escolas indígenas
de Minas Gerais, em que foi escolhido um professor, José
Alves para fazer um curso no parque Estadual do Rio Doce.
Um ano depois, devido à necessidade dos alunos estudarem,
a escola começou a funcionar debaixo das árvores no
terreiro da casa do professor. Construíram um barraco de
lona com a participação da comunidade no trabalho
e dos alunos que colaboraram com alguns objetos de sentar, porque
não tínhamos carteira.
A comunidade fazia tudo para que a escola funcionasse na aldeia,
porque antes a escola era muito longe e isto dificultava a ida das
crianças pequenas.
Aos poucos, nossa escola foi crescendo, conseguimos cadeiras, construímos
um barraco de enchimento coberto de telha brasilite.
Devido ao total de alunos, foi preciso que professores de outra
aldeia viessem trabalhar na nossa. Professores que também
estavam fazendo curso junto com José Alves. Eram dois professores
que não eram da aldeia. José dos Reis e Sandra. Quando
essa turma terminou o curso, foi escolhida uma segunda turma para
que trabalhasse professores da própria aldeia e também
devido ao deslocamento desses professores.
A nova turma foi escolhida pelas comunidades e se surgir problemas
com os professores, elas decidem.
Hoje já temos uma escola construída com duas salas.
A maior parte do material para construção foi por
conta própria do professor José Alves, e o trabalho
por conta da comunidade. Agora não temos uma escola cem por
cento, mas muito além do que começamos, temos cadeiras,
armários, livros didáticos e etc